Conheça Aline Lima, a garota que subiu ao palco no show do Paramore e saiu ovacionada

Imagine-se indo ao show de sua banda favorita, aquela que você curte muito. Agora, pense em todo esforço para pagar mais caro na Pista Premium e chegar com antecedência para, assim, conseguir ficar colado na grade de proteção, o ponto mais próximo ao palco possível.

Imaginou? Então tente cogitar a ideia do vocalista da banda bater o olho em você e te chamar para cantar um de seus maiores sucessos. Tá, você deve estar me achando um louco e que é praticamente impossível isso acontecer. Afinal, são milhares de pessoas na grade e é muito improvável que eles olhem justamente para você. Certo?

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Bem, as chances são pequenas, claro. Coisa de louco. Mas foi no último sábado (1), que o improvável aconteceu: Durante o show do Paramore, no Circuito Banco do Brasil, no Campo de Marte, em São Paulo, Hayley Williams iniciou “Misery Business” e milhares de pessoas levantaram seus cartazes pedindo para subir ao palco. A cantora costuma fazer isso em todos os shows (Confira a resenha do show aqui).

No entanto, a escolhida da vocalista não segurava um cartaz, mas uma bandeira. “Ela parece louca, melhor assim”, disse Williams enquanto a garota pulava a grade. E assim começa a história.

“Aquela bandeira não era minha, foi jogada pra gente no meio do show. Eu e minha prima só tentávamos chamar a atenção do Jeremy para ele pegar a bandeira. Jamais imaginaria que fosse ser chamada, simplesmente aconteceu”, confessa a garota.

Sim, nós a encontramos e a entrevistamos com exclusividade. Aline Lima tem 22 anos, mora em São Vicente, litoral de São Paulo, e virou uma atração a mais no evento de sábado. A menina subiu ao palco e teve performance de rock star, tendo seu nome entoado por quase 30 mil pessoas ao fim de sua participação.

Eu só me dei conta de que ela me chamou para o palco quando todo mundo atrás de mim gritou ‘Vai Aline’. Foi aí que eu subi e corri para o palco”, diz a vicentina.

No entanto, Aline conta que não houve nenhum plano de subir e que seu único objetivo era ficar na grade.Meu primo foi quinta-feira a noite para a fila. Eu não pude ir porque trabalho até as 18hrs. Então sexta-feira depois do expediente, voltei pra casa arrumei a bolsa e peguei o ônibus para SP. Cheguei por volta das 23h00 e fiquei com meu primo, dois amigos e o restante do pessoal”, diz.

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Ainda assim, o desafio de se manter na grade era grande. Teve bastante empurra-empurra lá, pessoas querendo se enfiar na sua frente. Mas no fim deu tudo certo”.

Aline surpreendeu a todos com sua performance. Parecia que estava familiarizada com o palco e acostumada a ter dezenas de milhares de pessoas à sua frente. Ela pulou, ajoelhou, bateu cabeça com os integrantes e dominou o palco como se soubesse o que estava fazendo, inclusive a coreografia da música. “É coisa de , todos nós sabemos a sequência. Foi um momento de muita loucura e eu fiz junto. Não deu tempo de pensar, só fiz o que tive vontade”.

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Atrás do palco

O que muitos gostariam de saber, Aline confessou apenas para nós, do Nação da Música. O que aconteceu depois?

“O segurança me puxou para trás do palco, o tempo todo me segurando e perguntando se eu estava bem. O restante do show eu assisti sentada e tremendo muito ainda junto com o pessoal da Multishow pela televisão mesmo. Quis respirar um pouco. Fiquei um bom tempo tentando digerir tudo, conta.

Aline conta também que não se encontrou com a banda após o show.Não cheguei a vê-los depois porque quando eles passaram de volta já estavam gravando com a Multishow“.

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Com certeza, a experiência de Aline ficará marcada por toda a sua vida que, por sinal, está mais agitada que nunca. São amigos lhe mandando mensagens, familiares emocionados com sua felicidade e uma conta no twitter com mais de três mil seguidores, a maioria conquistado após o ocorrido. “Tão surreal quanto subir no palco. Muitas mensagens, muitas pessoas, muito carinho. Eles são a parte louca dessa história”, completa.

“Eu dormi em SP mesmo. Passei o fim de semana com os amigos. Então minha ficha só foi cair mesmo quando peguei estrada de volta pra casa. E foi punk assimilar tudo e entender que não era só um sonho”.

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E não era mesmo, Aline. Aconteceu e o Nação da Música está aqui para não te deixar mentir.

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Vinicius Machado
Vinicius Machado
Vinicius Machado: Jornalista por opção, escritor por teimosia e apaixonado por música e cinema, principalmente quando essas duas artes se juntam. Além de escrever para o Nação da Música desde 2013, possui um blog de resenhas de filmes. É frequentador assíduo de shows e festivais. Já viu ícones como Bob Dylan, Roger Waters, U2 e Paul McCartney e só pretende largar essa vida depois que assistir aos Rolling Stones ao vivo.