Presidente do Grammy nega racismo na premiação

O presidente da The Recording Academy, Neil Portnow, negou nesta terça-feira (14) problemas de racismo durante a premiação do Grammy. As críticas surgiram após Beyoncé não levar o Álbum do Ano, com “Lemonade”. As apostas eram de que o disco seria o preferido na categoria, mas a grande ganhadora da noite foi Adele, com “25”.

Em entrevista ao Pitchfork, Portnow comentou as declarações que surgiram na imprensa: “Não acho que exista um problema de racismo de maneira alguma.” Segundo ele, a Academia é formada por 14 mil membros especialistas na indústria da música. “Como músicos, não ouvimos canções com base em gênero ou raça ou etnia.”

O Pitchfork ainda mencionou a mudança na Academia de Cinema que, após receber críticas pela falta de atores e diretores negros indicados ao Oscar, resolveu diversificar seus membros. A reportagem questionou se a Recording Academy estaria disposta a fazer o mesmo. “Bom, eles devem ter tido um problema. Nós não temos”, disse Portnow.

A própria Adele, que também ganhou nas categorias Gravação do Ano e Música do Ano, com “Hello”, falou em seu discurso que Beyoncé deveria ter levado o troféu para casa: “Não posso aceitar este prêmio. O álbum “Lemonade” é tão monumental”.

A última vez que um artista negro venceu a principal categoria do Grammy foi Herbie Hancock, em 2008, com “River: The Joni Letters”.

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