Entrevista: Bishop Briggs fala sobre inspirações e amor pelo Brasil

Em outubro, nós demos 5 motivos para você parar tudo que está fazendo e começar a ouvir Bishop Briggs, cantora que se destacou nas paradas musicais mesmo com apenas alguns singles lançados. O ano de 2016 foi bom para a artista, que inclusive participou da turnê “A Head Full Of Dreams”, do Coldplay.

Nação da Música conversou com a simpática Bishop Briggs, que refletiu sobre o último ano, contou a história da música “The Way I Do” e também confessou seu amor pelos fãs brasileiros.

A entrevista foi feita por Gabriel Simas e as perguntas e a tradução são de Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Como surgiu sua paixão pela música e sua vontade de cantar?
Bishop: 
Começou bem cedo para mim. Eu mudei para o Japão quando tinha 4 anos de idade e sinto que no minuto que saímos do avião, nós fomos para um Karaokê [risos]. Meu pai subiu ao palco e cantou Frank Sinatra e, daquele momento em diante, eu quis ser parte daquilo. Eu vi a paixão que ele tinha [por cantar] e a alegria que trouxe para outras pessoas. Então, desde que posso me lembrar, eu quis isso.

Você nasceu em Londres e, assim como disse, morou em Tóquio e Hong Kong, e agora mora em Los Angeles. Esses lugares possuem muitas culturas diferentes. Como elas influenciam sua música e seu trabalho?
Bishop: 
Eu acho que o que importa é o que está tocando na sua sala, na sua casa. Isso pode realmente influenciar seu estilo. No meu caso, minha família estava sempre ouvindo música Motown, como Ottis Redding, Aretha Franklin, Etta James. Se você mistura isso com o fato de que todos os lugares que morei são vibrantes e criativos, eu acho que a combinação de ambos realmente influencia no seu gosto musical.

Suas músicas estouraram nas paradas de maneira muito rápida e você tem feito diversos shows neste ano. Como foi 2016 para você e sua carreira?
Bishop: 
Oh meu Deus, ouvir você dizer isso me deixa muito feliz! Esse tem sido o melhor ano da minha vida. Tem sido ótimo poder compartilhar novas músicas e é a primeira vez que eu realmente me senti como eu mesma, com minha música e minhas composições. E, por isso, sempre serei grata. Então, 2016… onde estou? [risos]. 2016 foi muito ano muito, muito incrível. Tem sido eu acordando todas as manhãs muito agradecida por poder trabalhar com música.

Isso é muito bom! 2016 foi um ano muito difícil para muitas pessoas, então é muito legal ver alguém se saindo tão bem!
Bishop: 
É, realmente são tempos difíceis nas notícias, mas se tratando de música neste ano, tem sido muito inspirador.

Falando em inspiração, seus videoclipes são muito únicos e artísticos. Como é o processo criativo e no que você se inspira?
Bishop: 
Obrigada! Bom, o diretor do videoclipe “River” é Jungle George e ele é do Brasil! Então, é um ciclo completo dar essa entrevista. Ele estaria muito empolgado! Ele é um visionário criativo e tem um jeito diferente de olhar para luzes e de olhar para cores. É algo que realmente me inspira. Ele é a pessoa que está por trás daquele vídeo. Eu acho que é uma experiência muito legal colaborar com alguém que tão estranho quanto você [risos]. Isso é sempre o número 1. Você tem que se sentir ok em ser estranho e se empolgar em arriscar.

Das músicas que já lançou, você tem uma favorita?
Bishop: 
Ohhh! Essa é uma ótima pergunta! Eu acho que “The Way I Do” é uma música que, toda vez que canto, simplesmente significa mais e mais para mim. É uma música muito pessoal e é sobre minha relação com a música. Uma amiga estava se consultando com uma vidente que, na leitura, contou para essa minha amiga, que também é artista, que ela não queria mais trabalhar com música. Enquanto estávamos indo embora, eu virei para ela e falei “o que ela disse não pode ser verdade”. Mas era! Ela contou que estava considerando deixar a indústria da música. E, naquele momento, eu disse “se você sair agora, você nunca saberá quão incrível pode ser. Você nunca saberá o amor que poderá te trazer. Mas você também nunca saberá ou entenderá a dor que também pode te causar”. No dia seguinte, nós escrevemos “The Way I Do” e é sobre essa relação tumultuosa que é a música. Você dá tudo que tem, apesar de toda dor que pode lhe causar, pela alegria que irá te trazer.

Recentemente, você participou da turnê “A Head Full Of Dreams” com o Coldplay! Como foi receber essa notícia e a experiência no geral?
Bishop: 
Oh meu Deus, você pode imaginar receber essa notícia? Eu estava tão emocionada, tão empolgada, tão grata. Eu definitivamente tive o momento de rir e chorar loucamente, ao mesmo tempo. Eu definitivamente não sabia como lidar. Apenas muito grata. Mas a experiência foi incrível! Poder vê-los se apresentando todas as noites e dando tudo de si, me surpreendeu. Eu realmente tentei absorver cada momento que pude porque eu sabia o quanto era especial estar ali.

Quais artistas tem ouvido atualmente e com quem gostaria de fazer uma parceria?
Bishop: 
Eu realmente amo Jack Garratt. Ele é um artista que me inspira nas composições, na produção, ele toca todos os instrumentos possíveis. Ele é alguém que eu tenho ouvido ultimamente e gostaria muito de fazer uma colaboração.

Tem planos para fazer uma turnê pela América do Sul, pelo Brasil em breve, talvez no ano que vem?
Bishop: 
Oh meu Deus, eu espero que sim! Os fãs brasileiros são as pessoas mais incríveis que eu já conheci pela internet e pessoalmente. Eles são muito apaixonados, tão cheios de vida, então tocar no Brasil está nos meus sonhos. Seria incrível e eu amaria muito!

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Marina Moia
Bauruense de coração, é formada em Jornalismo e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Acredita que não tem nada como um show para alimentar a alma e levantar o ânimo. É também viciada em seriados e não dispensa uma boa maratona de episódios.

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