Entrevista: Madball fala sobre show em São Paulo e vida na estrada

Com mais de 20 anos de carreira, a banda de hardcore Madball estará no Brasil para show único no próximo dia 19 de março. A apresentação será no Carioca Club, em São Paulo, e tem como destaque o fato de que os próprios fãs da banda que escolheram as músicas do setlist.

Nação da Música conversou com o vocalista Freddy Cricien sobre a vinda ao país, o próximo álbum do Madball e também sobre as turnês da banda.

Entrevista feita por Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Vocês já estiveram no Brasil algumas vezes. Está empolgado para voltar? O que os fãs podem esperar do show em São Paulo?
Freddy: Sim, nós estivemos, muitas vezes nos últimos anos! Eles devem esperar um show calmo e quieto, com poucas luzes e uma vibe lounge [risos]. Vamos lá! Eles terão que comparecer e ver/sentir por eles mesmos. Nada traduz como a música ao vivo. Nem o YouTube faz justiça. Música em geral.

Conhece ou escuta alguma banda brasileira?
Freddy: 
Sim, meus amigos da Questions! O Sepultura antigo, claro. Não é hardcore, mas não importa. Ótima banda.

“Harcore Lives” foi lançado em 2014 e vocês colocaram no Twitter que estão escrevendo para o próximo disco. Vai sair ainda em 2017? Os fãs brasileiros pode aguardar músicas novas no show de São Paulo?
Freddy: 
Nós temos de fato novas músicas, mas não acho que vamos tocar nenhuma ao vivo, ainda. Especialmente porque estamos fazendo esse setlist By Request. O novo disco será lançado neste ano… sim!

O que inspira na hora de fazer um novo álbum?
Freddy: 
Vida. Antigos lutas e demônios que ainda batalhamos. Novas lutas e demônios que batalhamos. Mas pelo lado positivo, meu filhos. Eles me inspiram para escrever e me apresentar melhor do que nunca. Eu acho.

Madball está sempre em turnê! Como é a vida na estrada? É diferente agora de quando vocês começaram, há mais de 20 anos?
Freddy: 
Nós viajamos muito em turnê, mas muito estrategicamente. Nós nunca ficamos fora mais de duas semanas por vez. Às vezes fazemos [shows] nos finais de semana ou uma semana aqui e ali. Três semanas é muito para nós hoje em dia. Nós costumávamos viajar por seis semanas como se fosse nada.

Agora alguns de nós possuem famílias e isso muda muito a dinâmica! Nós temos que ter tempo para eles ou então não vale a pena fazer nada disso. Mas nós definitivamente saímos por ai. Nós temos que fazer isso! Bandas hardcore vivem “cheque por cheque”, como diz o ditado. Nós temos que trabalhar para manter nossas famílias bem. E também temos que ficar “na cara das pessoas” para que elas não se esquecem de nós [risos].

Em dezembro, vocês tocaram com Korn e Limp Bizkit no Reino Unido, no Wembley. Como foi a experiência?
Freddy: 
Foi uma experiência ótima. Uma que eu não vou esquecer tão cedo. Muito legal poder representar o hardcore nesta plataforma.

E se você pude escolher qualquer banda ou artista para tocar junto, quem seria? Por que?
Freddy: 
The Funk Brothers. Porque eles eram e sempre serão… incríveis.

Quer deixar alguma mensagem para os fãs brasileiros?
Freddy:
 Obrigado pelo apoio, sempre… ansiosa para ver vocês!

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Marina Moia

Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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