Mesmo com apresentação morna, New Order faz o público dançar em São Paulo

Foto: Divulgação.
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Ontem o meio musical de São Paulo entrou em uma semana um tanto quanto peculiar. De um lado, a apresentação da banda inglesa New Order, no Espaço das Américas. Do outro, Peter Hook, grande representante do New Order e Joy Division, no Cine Joia. E não, não há nenhuma ligação entre os dois shows, pois o ex-baixista é declaradamente rompido com o grupo remanescente.

A banda New Order entrou no palco praticamente no horário, as 23h, que por sinal é completamente tarde para uma quinta-feira em uma das maiores capitais do mundo. O show acaba de madrugada, o metrô não funciona, o Taxi inflaciona e o público sofre.

Pelas pistas do Espaço das Américas não era difícil encontrar casais e pessoas vestidas de roupas sociais, claramente vindas do trabalho. Também não era difícil encontrar cabeças grisalhas ou calvas. Aliás, parecia um evento oitentista, daquelas casas clássicas de dance. E até poderia ser, não fosse o excesso de músicas novas e pouco conhecidas pelos espectadores. Liderados por Bernard Sumner, o grupo iniciou seu show com “Singularity”, do último álbum, “Music Complete” (2015). Inclusive, o álbum foi o principal repertório da banda, com oito músicas tocadas.

Os clássicos não demoraram a vir com “Your Silent Face”, “Bizarre Love Triangle”, “True Faith” e “Blue Monday” são as que animam e emocionam o púbico. O maior problema, na verdade, está nas performances burocráticas de seus integrantes. Sumners até tenta dar uma interagida entre um “obrigado” e alguma dancinha discreta entre as músicas. No entanto, é nítido que há apenas um cumprimento de tabela nas apresentações. Phil Cunningham, tecladista e guitarrista da banda é o que mais se anima ao fazer suas batidas. Já tinha sido assim no Lollapalooza Brasil, em 2014, a última passagem da banda.

Se os integrantes não ajudam, as luzes e as batidas são os grandes pontos fortes da apresentação, responsáveis por animar o público, que se não cantam as letras desconhecidas, compensam dançando.

Por fim, em meio a altos e baixos, o New Order finalizou com duas músicas da antiga banda, Joy Division e emocionou o público com o clássico “Love Will Tear Us Apart”. Sua décima quarta apresentação em território nacional foi dentro da expectativa do público, que pouco se importou com a antipatia dos integrantes e dançou até o fim. O problema mesmo foi voltar para casa tarde, sabendo que terá uma sexta-feira inteira pela frente no trabalho.

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Vinicius Machado: Jornalista por opção, escritor por teimosia e apaixonado por música e cinema, principalmente quando essas duas artes se juntam. Além de escrever para o Nação da Música desde 2013, possui um blog de resenhas de filmes. É frequentador assíduo de shows e festivais. Já viu ícones como Bob Dylan, Roger Waters, U2 e Paul McCartney e só pretende largar essa vida depois que assistir aos Rolling Stones ao vivo.

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