Resenha: Garbage resgata anos 90 com show carismático para um público fiel

Os anos 90 chegaram com tudo, ontem, 10 de dezembro, no Tropical Butantã. A banda Garbage, conhecida por ser um dos grupos mais icônicos da época, se apresentou em São Paulo para uma legião de fãs fiéis. Pista e camarote? Lotados.

Far From Alaska ditou o começo da noite. O grupo, que mantém contato com o Garbage desde a apresentação deles no Planeta Terra, animou a pista com suas músicas autorais. O som pesado e bem mesclado com sintetizadores, não fez a galera pular, mas ao fim das canções, era perceptível que estava agradando a plateia. Emmily Barreto, vocalista, soube interagir com o público da maneira certa. Talvez seja por isso que despertou a atenção daqueles que nem estavam muito focados. Após algumas músicas, o Far From Alaska dominou o ambiente.

Liderado por Shirley Manson, o grupo começou o show com “Supervixen”, música lá de 95, um dos bons sucessos da banda, às 19h49. Foi preciso apenas uma música para saber como a apresentação iria se desenrolar: Manson seria a estrela no palco. A artista possui uma presença diante de sua banda que chega a ser surreal, já que dificilmente se vê alguém com tanta facilidade de entreter de um modo tão natural e “não forçado”.

O público vibrou – e muito – durante o show, mas foi perceptível que os picos da noite foram os clássicos da banda, músicas como “I Think I’m Paranoid”, “Stupid Girl” e “Only Happy When It Rains”. Inclusive, na última canção, os fãs surpreenderam o grupo levantando bexigas coloridas.

“Strange Little Birds”, o último álbum lançado pelo Garbage, revisita os anos 90 com classe, mas em comparação com os discos da banda, é um dos mais dramáticos. Mas foram poucas músicas que foram tocadas, entre elas, “Blackout” e “Magnetized”. Para a alegria dos fãs que gostam das antigas, o repertório praticamente foi composto delas.

Shirley não negou interação com a plateia e dissertou sobre variados assuntos entre as músicas: padrões da sociedade, sobre não ser tão “cool” quanto outros artistas, e chegou a agradecer os fãs por terem comparecido ao show. A artista também dedicou uma das últimas músicas para a comunidade LGBT, a faixa “Queer”, e disse que se não fosse por eles, não haveria tantos motivos para seguir em frente. Realmente, é quase impossível não desenvolver algum afeto por Manson, seu carisma é enorme.

O show terminou com “Cherry Lips”, uma das canções que fez a galera cantar e dançar junto com a banda, às 21h33. Sem mais delongas, foi uma apresentação nostálgica e agradável. Os únicos pontos que incomodaram durante a noite foram os focos de luz que, frequentemente, cegavam o público e o volume do som que, infelizmente, teve seus altos e baixos.

Setlist

Supervixen
I Think I’m Paranoid
Stupid Girl
Automatic Systematic Habit
Blood For Poppies
Trick Is To Keep Breathing
Sex Is Not The Enemy
Blackout
Magnetized
Special
#1 Crush
Doomed
Why Do You Love Me
Night Drive Loneliness
Bleed Like Me
Shut Your Mouth
VOW
Only Happy When It Rains
Push It
Queer
Empty
Cherry Lips

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Juliane Romanini
Passo a maior parte do tempo escrevendo, procurando por bandas novas, lendo de tudo um pouco, destruindo umas paranoias da minha cabeça e assistindo tudo que vejo pela frente na Netflix. E por favor, make emo great again.

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