Resenha: “Ego Kill Talent” (2017) – Ego Kill Talent

Too much ego will kill your talent” (muito ego irá matar seu talento em português) – foi essa crítica expressão que inspirou cinco músicos a se juntarem e formar o Ego Kill Talent. Todos os membros do supergrupo já trazem uma boa bagagem de experiência, vindo de bandas como Reação em Cadeia, Sayowa, Desalmado e Sepultura, e é justamente essa bagagem que garante que o ego não abafe o talento – que os caras possuem de sobra.

Não da pra negar que o Ego Kill Talent tem tudo para representar o rock nacional em 2017, reforçando isso com o recente lançamento do debut e a parceria com o Far From Alaska. O disco que leva o nome da banda como título consegue representar bem qual a intenção dos brasileiros em suas 10 faixas de duração, contando ainda com Steve Evetts na produção (que já trabalhou com The Cure e Real Friends).

Nação da Música bateu um papo com Niper Boaventura sobre o disco. Confira aqui.

A abertura fica por conta de “Just To Call You Mine”, que começa com a pergunta: “Estamos realmente prontos para começar?”. A faixa não falha em entregar muita energia em seu instrumental e construção, que sofre leves diferenças em sua melodia durante sua extensão. Na sequência, “Last Ride” se tornou rapidamente uma de minhas favoritas, apresentando um vocal mais limpo que se encaixa muito bem com a guitarra que embala a canção, deixando ainda mais emotiva.

Jonathan Correa (Reação em Cadeia) não decepciona ao utilizar sua voz para posicionar cada palavra e dar vida aos versos da música. É exatamente isso que acontece com a agressiva “Still Here”, que cresce muito logo após o primeiro refrão – e o vocal de Jonathan acompanha este crescimento. A forma como cada instrumental se destaca individualmente mas se casam na melodia é mais um ponto bastante impressionante do EKT, introduzindo cada um destes sons em “Heroes, Kings and Gods”.

A utilização de um instrumental puro e brusco acabou se tornando cada vez mais raro de se ouvir em nosso atual cenário musical, o que torna “Sublimated” tão especial, trazendo um som de estúdio que quase soa como algo ao vivo. “We All” desacelera um pouco no começo, mas logo quebra o silêncio com a agressividade que melhor define o som da banda – intercalando altos e baixos e um refrão bastante melódico e envolvente.

“Same Old History” chega de forma acústica, simples e honesta, dando o maior destaque para o violão, intensificado com a adição da bateria e guitarra quase em seu fim. A mesma honestidade está presente em “Old Love And Skulls”, que trata de assuntos e sentimentos comuns à raça humana, utilizando as variações da música para exemplificar o que sempre nos assombra.

A cada música que passa, me impressiona cada vez mais a forma que a bateria e guitarra é empregada no som da banda, unindo em “The Searcher” as experiências de todos membros. “Try (There Will Be Blood)” foi sabiamente escolhida para fechar o disco, mesclando cada uma das características apresentadas até aqui, sem deixar faltar aquele peso no instrumental já esperado. Este foi apenas o debut, mas o Ego Kill Talent ainda tem muito a oferecer ao Rock Nacional.

Tracklist:

01. Just To Call You Mine
02. Last Ride
03. Still Ride
04. Heroes, Kings and Gods
05. Sublimated
06. We All
07. Same Old History
08. Old Love and Skulls
09. The Searcher
10. Try (There Will Be Blood)

Nota: 8

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Felipe Santana
Redator do Nação da Musica e estudante de Arquitetura e Urbanismo nos tempos livres. Ou será o contrario?

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