The Neighbourhood
Divulgação

Após o sucesso estrondoso na edição de 2018 do Lollapalooza Brasil, o The Neighbourhood cumpriu a promessa de voltar o mais rápido possível ao país, sendo esta sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro.

As apresentações tiveram início às 20h deste domingo (16), assim mesmo no plural, porque o primeiro contato do público foi na verdade com a banda de abertura. Os americanos da Health agitaram a casa de show com seu estilo meio rock experimental/psicodélico, com direito a muita jogada de cabelo e sintetizador.

Esta foi também a primeira vez dos caras tocando no Rio de Janeiro, que não deixaram passar a oportunidade de agradecer ao The Neighbourhood pelo convite.

Às 21h em ponto foi a vez da banda subir ao palco do Vivo Rio e encontrar uma casa cheia. A apresentação foi iniciada com “How”, e já foi possível compreender a força com a qual chegavam no ambiente.

Na sequência, “R.I.P. 2 My Youth” foi a primeira responsável da noite a fazer os fãs cantarem a plenos pulmões, seguida por “Dust” e “Afraid”. Sem fazer muita questão de interagir com o público utilizando palavras, (“You Get Me So High” e “Cry Baby” foram quase emendadas umas nas outras), o vocalista utilizou sua própria maneira de se conectar com os fãs.

Jesse deixou suas danças desengonçadas de lado por um momento e diminui o ritmo ao performar “Prey”, “Paradise” e “Wiped Out!”, que trouxe um clima psicodélico ao ambiente, guinado pelo jogo de luzes extremamente condizente ao sentimento que o quinteto esperava despertar em todos os presentes.

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Falando em danças, o vocalista não deixa a desejar no que se trata de presença de palco. Se aproximando do público o tempo todo, Jesse caprichava nas caras e bocas e claramente se divertiu durante a apresentação, se mostrando bem confortável. Ao contrário dele, os demais integrantes do grupo eram bastante reservados, com exceção do guitarrista Zachary, que vez ou outra explorava o espaço.

A calmaria durou pouco e “Daddy Issues” levantou o público novamente, cantando tão alto a ponto de quase sobressair a voz de Rutherford, que aproveitou o contexto da canção e foi breve ao desejar “Feliz Dia dos Pais”, data comemorada neste domingo nos Estados Unidos.

Com um repertório majoritariamente de canções de seu mais recente disco, “Hard To Imagine The Neighbourhood Ever Changing”, o show seguiu com “Void” e “Blue”. Uma espécie de homenagem foi feita em “Livin’In A Dream”, parceria com o rapper Nipsey Hussle, assassinado em março desse ano. Enquanto seu trecho era reproduzido, o vocalista pediu para que todos fechassem os olhos e se mostrou bastante emocionado.

Como uma boa e completa performance, o violão também teve espaço e apareceu na versão acústica de “Sadderdaze”. A dançante “Scary Love” transformou a pista em um mar de luzes amarelas, em uma ação combinada pelos fãs. Se encaminhando para o fim, “Wires” e “Warm” antecederam o maior hit da banda.

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“Sweater Weather”, como já era de se esperar, foi a mais cantada, onde o vocal levou os fãs à loucura ao se cobrir com uma bandeira do Brasil. Encerrando a noite com “Stuck With Me”, a sensação foi de que o público não percebeu que se tratava do fim do show. A energia continuava bem alta e os californianos foram rápidos ao deixar o palco.

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