Falando de livros #12 – Resenha de “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”

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Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é o primeiro volume da trilogia Millenium, escrita pelo Sueco Stieg Larsson e lançada no Brasil pela Companhia das Letras. Um romance bem-estruturado com um plano de fundo sensacional, o livro conta uma história viciante que deixa o leitor preso de uma maneira que tudo o que ele quer fazer é sentar e lê-la até a última página.

Suécia, 40 anos atrás. Enquanto grande parte das pessoas na ilha de Hedestad estavam ocupadas com um trágico acidente em uma ponte, a jovem Harriet Vanger sumiu sem deixar vestígios. Para quem via de longe, o desaparecimento fora um crime como qualquer outro – se não fosse o fato do corpo da garota não ter sido encontrado nem o assassino identificado.

Muito apegado a Harriet, o grande empresário Henrik Vanger não conseguiu solucionar o mistério que abalou sua vida e, como última tentativa, contrata o jornalista Mikael Blomkvist para auxiliá-lo. Com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem hacker extremamente magra que tem problemas de socialização, ele se envolve na história de uma família que tem muitos problemas e segredos a revelar.

Os personagens são bem desenvolvidos e participam de intensos conflitos pessoais que deixam a história mais densa. Lisbeth, por exemplo, é uma personagem  tão marcante e diferente que acaba ofuscando a presença de Mikael só com seu inusitado jeito de ser. A investigação que ambos fazem vai tomando forma e ganhando peso conforme o virar de páginas, o que faz o leitor prender a respiração conforme o quebra-cabeça vai sendo resolvido.

Já deixo o aviso para quem não gosta de cenas fortes: leia com cautela. O título do livro não vem ao acaso e a história realmente lida com homens que não amam as mulheres, tratando-as com violência física, psicológica e sexual. É um tema pesado que impressiona, principalmente se o autor for um mestre das palavras, como o Stieg Larsson.

O FILME

A adaptação hollywoodiana do primeiro volume da trilogia Millenium estreou no dia 28 de fevereiro no Brasil. Com um roteiro bem adaptado que inovou nas partes certas, a história, apesar de demorar para ganhar ritmo por culpa das questões introspectivas e da preocupação em apresentar os personagens ao público na primeira metade do longa, mantém o mesmo “tom” do livro. O filme foi dirigido por David Fincher, de “A Rede Social”, e, além de contar com uma fotografia incrível, apresenta algumas tiradas de humor inteligente. Os atores foram escolhidos a dedo e deixo aqui registrada a minha admiração pela atuação de Ronney Mara, que interpretou uma bela Lisbeth Salander. A adaptação ganhou o Oscar de Melhor Montagem.

E aí, alguém já leu o livro ou assistiu ao filme? O que acharam?

Espero que tenham gostado e até semana que bem! 8D

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