Sampa Music Festival, 6ª edição: confira o que rolou

No último domingo (22/04), rolou o Sampa Music Festival. O evento, que visa difundir o cenário independente nacional, contou com belos shows e um público apaixonado pelas bandas que se apresentaram no Espaço Victory, na Zona Leste de São Paulo.

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@nacaodamusica

Em sua 6ª edição, o festival contou com mais de 20 bandas; as já consagradas e algumas um pouco menos conhecidas do público, que se alternaram em dois palcos: Sampa e Music. Cabe frisar que a troca de palcos funcionou perfeitamente, bela organização!

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As 17 bandas de abertura, vistas como menores, representaram bem. Algumas contaram com um público fiel, que chegou cedo, visto que o evento iniciou às 10h30. As bandas Upside e Four In Fire já foram recepcionadas por um bom público, onde apresentaram suas músicas e, essa última, tirou todos do chão com um cover de “Killing in The Name”, do Rage Against The Machine.

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Dentre as bandas iniciais, o destaque ficou com a Depois do Fim. Destoando o lineup quase completamente masculino, a banda que é formada por quatro garotas e apenas um cara e tem uma proposta mais pop do que a maioria das bandas do festival, acertou em cheio com dois covers: “Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco De Minhas Lágrimas”, da Fresno, e “Me Tira Daqui”, versão do Gloria, que se apresentou no festival um pouco mais tarde; o suficiente para conseguir arrancar toda atenção dos presentes. Entre as canções próprias, “Filme B” foi cantada em coro pelo público e o auge veio com “Nada é pra sempre”, quando a banda silenciou os instrumentos e todos continuaram cantando, digno de deixar muita banda grande com inveja.

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Abrindo as apresentações das bandas maiores, a Caps Lock, figurinha já batida no Sampa Music Festival, fez bonito mais uma vez e agitou o público com suas canções e com “Qual é?” do Marcelo D2 e “Papo Reto”, do Charlie Brown Jr. no set list. Mas quem detonou mesmo foi o Cueio Limão. Super aguardada pelo público que ovacionou os caras no palco, a banda, que voltou a fazer alguns shows com sua formação original, fez uma apresentação movimentada e que agradou muito os fãs. “Quem Matou O Bozo?” estava entre os sucessos e foi um dos grandes momentos da performance do Cueio, que ainda contou com a participação de Gab Scatolin, ex-guitarrista da banda.

Com seu rock altamente consciente, a Ponto Nulo No Céu iniciou sua apresentação com “Na Sombra do Ego” e “Clarão”. O público, que já lotava a casa, respondeu positivamente e tratou de agitar muito com a banda. Numa versão mais pesada, os caras ainda tocaram “A Minha Alma” do O Rappa, agitando ainda mais a galera.

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Trazendo o disco “Obrigado Tempestade” e uma bela história no cenário nacional, os caras do Hateen incendiaram o palco Music. Nem um pequeno problema com a bateria do Japinha fez o público desanimar: enquanto era solucionado, Koala puxou um belo coro acústico de “Um Pouco Mais de Tempo”. As canções do novo disco foram cantadas do início ao fim, mas o grande momento ficou com “Minha Melhor Invenção” e “1997”, cantadas muito alto e que fecharam o show, antecedendo um cover do Nirvana.

O Gloria também não deixou por menos. Antes mesmo de subirem no palco, o vocalista Mi puxou o tradicional coro de “Nós Somos Guerreiros!”, entoado quase que insanamente pelos fãs que se aglomeravam na frente do palco. “Vai Pagar Caro Por Me Conhecer” abriu o set list, com “É Tudo Meu” logo em seguida. Entre rodinhas já formadas e alguns fãs passando mal, Mi continuou a entoar os sucessos da banda, trazendo ainda “Na Próxima Saída”, música um pouco antiga da banda e “Não Existe Amor em SP”, do Criolo compondo o set. Fechando o show, uma bela roda foi aberta a pedidos do Mi, “Asas Fracas” encerrou o show em grande estilo.

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O penúltimo show foi do Strike. Os caras fizeram um show bem mais longo do quê o esperado, talvez para compensar um pouco do atraso na montagem de palco do CPM 22; mas trataram de agitar o público do início ao fim! “No Veneno” abriu o show, “Aquela História” e “O Jogo Virou” também estavam no set list. Em “Paraíso Proibido”, Marcelo, vocalista da banda, desceu do palco, atravessou a área VIP e subiu na grade, ficando muito próximo do público, causando ainda mais alvoroço num show memorável. Clássicos do Blink 182, “All The Small Things”e “Dammit” encerraram o show com “American Idiot”, do Green Day.

Memorável também foi o show do aguardado CPM 22. A banda, que é referência para o cenário independente há um bom tempo, trouxe mais de 20 músicas num set list recheado de sucessos. Alternando as músicas antigas com as faixas do último CD, Badauí e seus companheiros incendiaram o público, que não parecia cansado depois de tantos outros shows bacanas. O show foi iniciado com “O Mundo dá Voltas” e “Regina Let’s Go!” veio em sequência, alucinando aqueles que acompanham o CPM há alguns anos. “Um Minuto Para o Fim do Mundo” proporcionou um dos melhores momentos do show e foi seguida por “Reais Amigos”, merecidamente oferecida para o público que os aguardou até aquele horário. Inesperadamente, a banda trouxe “Peter” no set list, uma das canções mais antigas, como o próprio Badauí frisou. Entre tantos outros sucessos, um belo solo de bateria do Japinha, palco invadido por fã e tudo mais, afinal, estamos falando do CPM 22, o show foi encerrado com “Desconfio”, enquanto Badauí filmava o público.

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Sendo um sucesso completo, como os próprios organizadores fizeram questão de dizer, o domingo de shows foi ótimo: bandas incríveis, espaço para merchan, casa cheia e público representando muito. Para aqueles que perderam a sexta edição do evento, fiquem ligados que o Sampa Music Festival 7 já está confirmado para 26 de agosto, com Forfun sendo a banda principal.

A redação é comandada por Rafael Strabelli, Editor Chefe e Fundador da Nação da Música, que existe desde 2006. O site possuí mais de 20mil publicações entre notícias, shows, entrevistas, coberturas, resenhas, videoclipes e muito conteúdo exclusivo.