Os cariocas do Darvin irão lançar o novo álbum da banda nos próximos meses, e até já divulgaram os dois primeiros singles , “Muito o que fazer” e “Fausto”, que dá nome ao trabalho.

Formada por Thiago, Dudi, Vitor e Thiagão, eles surgiram no cenário underground em 2002, e estão chegando ao seu 5º disco em 2017, que traz um som mais maduro, mas ainda com a mesma cara dos meninos de “Noite no Cais”.

Em 2016 eles chegaram a lançar o CD “Lados B, Raridades e Outras Histórias”, que era uma coletânea com faixas “perdidas” de todos esses anos de carreira, mas “Fausto” vai ser o primeiro lançamento de músicas novas da banda desde “Milhões de Alices pelo Ar”, em 2010.

A Nação da Música conversou com o Thiago e o Vitor, vocais e guitarras da banda, que falaram sobre o álbum, a cena underground atual, e os planos daqui pra frente.

A entrevista foi feita por Juliana Izaias.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

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– O que os fãs podem esperar do álbum “Fausto”?

Thiago: Nosso disco mais sincero, tipo o primeiro. Só a gente tocando, cantando, sem efeito, teclado no fundo, auto-tuning, sem correções. Foram muitas horas de ensaio pra fazer da maneira mais simples e sincera o possível.

Vítor: Essencialmente Darvin. Acredito que não há nada muito a se dizer além disso. Somos apenas nós fazendo música com toda a sinceridade!

– Por que a escolha de “Muito O Que Fazer” como primeiro single do álbum?

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Thiago: Tá aí uma boa pergunta. Tinham várias candidatas!

Vítor: Em primeiro lugar é importante dizer que não foi fácil escolher o single. Chega a ser engraçado, porque a cada semana alguma das músicas que gravamos se tornam a “favorita” de cada integrante. Mas no caso de “Muito O Que fazer”, nós fizemos a opção porque tanto a letra quanto a música representam bastante a forma como pensamos o disco e queríamos que os ouvintes tivessem uma ideia bem concisa do que está por vir.

– Vocês sentem que o som de vocês mudou com tantos anos na estrada? E as inspirações, foram diferentes durante o novo projeto?

Vítor: Essa é uma boa pergunta. O som mudou ao mesmo tempo em que não mudou. Eu sei que parece uma resposta evasiva, mas é a verdade. Ainda somos quatro caras querendo tocar punk rock com a mesma disposição que tínhamos na adolescência, mas agora temos mais experiência, com os anos de estrada e gravações. Em outras palavras, conhecemos mais os “atalhos do campo”. As inspirações, em sua base, são as mesmas de sempre: Punk/hardcore californiano dos anos 90. Porém, também ouvimos muita coisa fora desse segmento e, claro, isso acaba transparecendo nas composições de alguma forma, mas de maneira natural.

Thiago: Eu escuto muita coisa diferente. Mas a base é essa, eu só mencionaria outra influência de todos nós: Paralamas, a gente é fã demais também.

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– Vocês lançaram o “Lados B, Raridades e Outras Histórias” em junho do ano passado, um intervalo de seis anos do lançamento do “Milhões de Alices pelo Ar”, e logo mais vão estar lançando o novo disco; já estava no planejamento de vocês a divulgação da compilação com as raridades e em seguida o álbum?

Thiago: A gente queria fazer uma compilação de raridades antes de lançar algo novo, até pra que as músicas não ficassem perdidas. Muita gente gostava de músicas soltas que não estavam em disco nenhum – inclusive a gente – e reunimos tudo pro pessoal escutar e conhecer.

Vítor: Sim, como o Thiago falou, já estava planejado. Eram músicas perdidas ao longo do tempo e algumas que nunca foram divulgadas. Isso nos incomodava um pouco.

– E o que vocês acham do cenário underground atual? Com o fechamento de grandes casas de show da cena, mas em contra partida um acesso mais prático ao material produzido pela banda?

Vítor: O cenário underground sobrevive por aparelhos, essa é a triste verdade, mas ainda assim persiste. Em compensação, há um acesso mais fácil ao material das bandas como você disse. Através da internet, já não é preciso trocar cartas pra conseguir shows ou gravar fita por fita, em algum gravador velho (depois cd por cd no famoso Nero burning ROM) como era quando começamos a tocar, na segunda metade dos anos 90. Isso já é o suficiente pra que as bandas tenham espaço pra desenvolver seu trabalho de uma forma DIY (do it yourself) e ao mesmo tempo mais “profissional”, o que é uma coisa legal.

Thiago: A coisa mudou muito, pra pior e melhor, tudo funciona de uma maneira muito diferente, o desafio é se acostumar. Mas a gente sacou que não pode esperar o “momento”. Só dá pra fazer o que dá pra fazer e, como diria o Bruce Lee, “que se danem as circunstâncias, eu crio possibilidades”.

– Quais os planos a partir de agora? Lançamento do disco, clipe, shows?

Vitor: Os planos são simples: lançar o disco, lançar mídias em vídeo como clipes e correr esse Brasilzão tocando em qualquer espaço que queira nos receber.

– Gostariam de deixar um recado para os leitores da Nação da Música, e para os fãs da banda?

Thiago: Muitíssimo obrigado pelo espaço e a oportunidade em falar sobre nosso trabalho. Os fãs eu nem sei como agradecer, eles são parte da banda. Só posso dizer que a gente é certamente mais grato a eles do que eles são à gente.

Vítor: Em primeiro lugar, muito obrigado pelo espaço Nação da Música! Pros fãs: Continuem ouvindo Darvin e continuem mantendo suas raízes, no fim isso é tudo que importa.

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