Entrevistamos Rincon Sapiência sobre o novo projeto “O Peso das Barra”

Rincon Sapiência
Foto: Andreh Santos
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Seguindo sua tradição anual de fim de ano, o rapper Rincon Sapiência se prepara para lançar no próximo domingo, dia 26 de dezembro, o EP que recebeu o título de “O Peso das Barra”.

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O material está composto por duas faixas, incluindo “De Onde Cê Vem (Verso Livre)”, que foi apresentada em primeira mão no podcast “Rap Falando” e ganhou milhares de visualizações na internet. Já a segunda canção, intitulada “Serenata”, traz uma parceria internacional com o rapper cabo-verdiano Timor YSF.

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Para falar sobre o lançamento, Rincon bateu um papo com a Nação da Música na terça-feira (21) e contou detalhes do processo de criação do seu novo trabalho, falou sobre as suas inspirações, sobre a gravação do videoclipe, que aconteceu em Portugal, e muito mais.

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Entrevista por Katielly Valadão.
——————————— Leia a íntegra:
Rincon, há anos você tem essa tradição de lançar um single, verso livre, no final de dezembro. Então para começar, você poderia contar como nasceu essa tradição e o que essa época do ano significa para você?
Rincon: Começou em 2014, eu lancei uma música chamada “Linha de Soco” e naturalmente ela foi lançada no dia 26 de dezembro, uma música sem refrão também, de verso livre. Dois anos após, no final de 2016, fiz a música e o videoclipe “Ponta de Lança”. Tanto a música como o clipe, tudo surgiu naquele mesmo período. E assim que estava tudo pronto, nós ficamos no impasse de lançar ou não lançar, até que eu falei, ‘vamos lançar, já meter a marcha e tá suave!’ e acabou que a música saiu no dia 26 de dezembro também e foi uma música que me abriu muitos caminhos.

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Então, a partir disso, eu falei ‘essa data é boa’. Fiz disso uma tradição e no ano seguinte lancei a música “Afro Rap”, que saiu na mesma data também, 26 de dezembro. Repercutiu muito bem e a partir de então passei a fazer disso uma tradição e também um momento como se fosse meu relatório de final de ano, onde eu falo sobre diversos assuntos livremente, com certo desapego até de não me amarrar num tema específico e falar sobre ele, passo versos falando sobre tudo e me divirto, né? Acabo me divertindo fazendo isso aí.

O seu novo projeto vai chegar ao público em formato de single duplo acompanhado de um videoclipe. Como foi o processo de criação desse material e como que você chegou nesse nome “O Peso das Barra”?
Rincon: Esse material surgiu assim de forma muito orgânica. A primeira parte, que é a música “De Onde Cê Vem”, era algo que eu preparei para um podcast que participei, o “Rap Falando”, e a música repercutiu muito bem, e eu falei, ‘isso é um bom material’. Aí eu tinha um outro instrumental, fiz a viagem para Lisboa, fui pra lá para fazer shows. Fiz show em Lisboa, Coimbra e Porto e queria, além dos shows, deixar algum registro por lá, entendendo que lá é um mercado muito legal para se estar, a recepção das pessoas é sempre muito boa por lá, então falei ‘pô, se eu deixar um registro, eu vou estar dando mais vazão para estar sempre lá e trabalhando’.

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Então chamei o Timor, que foi muito solicito, do tipo responder rápido, perguntar localização. Mandei para ele e ele já veio no mesmo dia que eu fiz o contato. Eu tinha dois instrumentais e um verso meu já gravado. Não era gravação oficial, mas é tipo, ‘tenho esse material, te interessa?’, e ele já escreveu muito rápido, no dia seguinte já estávamos indo para o estúdio e já aproveitando desse momento, fazendo imagens para o videoclipe, então acabou que foram materiais que surgiram de forma orgânica, a primeira parte, “De Onde Cê Vem” e “Serenata”.

E o que tem em comum nesses trabalhos é que a gente apresenta barras, né? Que é um termo do rap, que os gringos falam muito, ‘I got bars’, que é tipo ‘eu tenho barras’, linhas né, que cada verso que você conclui é uma barra, no compasso, na linguagem da música ali. Então nenhuma música tem refrão, são simplesmente barras, e aí eu criei esse título “O Peso das Barra”.

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O primeiro single, “De Onde Cê Vem”, já foi apresentado no podcast “Rap Falando” e o vídeo teve milhares de visualizações na internet. Como compositor, como você se sente quando percebe que a sua voz dá voz para outras pessoas e que a sua música faz com que elas se sintam representadas e identificadas?
Rincon: Ah, é uma sensação excelente, muito boa, e também tem a ver com algo que a gente não tem controle, né, caso contrário seria muito fácil, que é a reação das pessoas, né? Então tudo começa com o sentimento que a gente tem passando ali na caneta, escrevendo e falando coisas que a gente tem vontade de falar, mas se a gente soubesse, tipo, ‘vou falar isso e vou agradar x pessoas’, a gente não tem controle, então tem coisas que você faz com uma expectativa muito grande e às vezes a recepção não é tão grande, como tem coisas que são espontâneas que a gente faz as pessoas adoram e falam ‘pô, isso que eu precisava escutar, dessa forma’.

Então a gente já começou aparentemente bem no que diz respeito a ter feito alguns versos, gravado no podcast, as pessoas já se interessaram muito por esse trabalho, então a expectativa é que esse material todo, com a junção das duas músicas e tudo isso no mesmo videoclipe, que as pessoas consigam entender melhor a mensagem, que ali foi uma performance ao vivo numa rádio e agora é uma gravação. Isso já dá uma diferença. Então a ideia é que as pessoas consigam assimilar isso e se divertir da forma que eu me divirto e que eu me diverti no processo de criação, de gravação e de tudo que aconteceu.

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E o clipe foi gravado em Portugal com o Timor, né?
Rincon: Com o Timor sim, e a primeira parte aqui no Brasil, mas no nosso criativo a ideia foi fazer uma transição de estar aqui no Brasil, cantar o que eu cantei ali na ocasião e depois mudar de atmosfera e estar em Portugal, acompanhado de outro parça de lá. A ideia do vídeo é trazer essa conexão intercontinental.

Você entrou no tópico da sua caneta, então vamos falar sobre a sua arte que envolve esse jogo de rimas, um raciocínio rápido, inteligente e astuto. Como que tem acontecido o seu processo de composição ultimamente? De qual estado criativo e até mesmo emocional as suas músicas costumam chegar até você e o qual tem sido o seu motor de inspiração recentemente?
Rincon: Isso é interessante porque eu não sou o cara, o artista que tem a carreira mais gigantesca né, mas tenho bastante tempo fazendo rap, dois álbuns, alguns singles, participações, então se tem algo que eu pego comigo mesmo é de não ser redundante, de não ser um repetidor de fórmulas, e isso não pela questão de regra ou qualquer coisa do tipo, mas é para me sentir útil, né? E tipo, tô trazendo uma coisa interessante, estou pautando algo interessante, então eu preciso me sentir útil no que eu estou falando e não sentir que eu só estou cumprindo a tabela ou falando algo de uma forma x só para agradar.

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Então cada vez mais é um desafio compor, né? E isso às vezes faz a gente até diminuir um pouco o ritmo, a gente observa mais ou explora outras narrativas também no que diz respeito a de se respeitar como artista e falar que eu não preciso ser só artista para falar de pretitude, posso falar de outra coisa que eu tenha vontade, de relacionamento afetivo, de alguma experiência, de um lugar que eu fui e achei legal, posso falar do sol, posso falar de diversas coisas que que me façam compor, então eu acho que cada vez mais eu tenho exigido mais de mim (risos) para pensar algo interessante, para compor e cada vez mais eu tenho observado muito.

Principalmente quando você é mais novo, você fica ali com a caneta na mão a todo momento, falando de tudo, das mais diversas formas e eu vivo um momento em que estou gostando de escutar, de observar, de entender o que as pessoas… Tem momentos que determinado assunto é uma pauta interessante, de repente passa um ano, um ano e pouco e essa pauta já não é mais novidade, já não é mais tão interessante, as pessoas estão com outras vontades, com outras coisas. O mundo é cíclico, politicamente, racionalmente, tudo. Então a gente precisa estar antenado com isso e eu tento, na medida do possível, estar antenado para fazer músicas úteis, que participam da vida das pessoas de uma forma legal.

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Eu ia justamente falar disso com você porque o cenário do rap e do hip hop tá sempre trazendo debates importantes para a sociedade, críticas relevantes, que muitas vezes estão intimamente ligadas com a política, e principalmente fazendo a expressão da arte preta. Como esse olhar constantemente consciente e engajado – e sabendo que essa sua plataforma é tão relevante na vida de milhares de pessoas – influencia a sua maneira de sentir a música, principalmente levando em conta tudo que está acontecendo no Brasil nos últimos anos? É uma mistura de vulnerabilidade com força? Quais são os sentimentos que borbulham dentro de você ao pensar e fazer o rap?
Rincon: Tem tudo isso aí, esses dois tópicos que você falou existem né, a vulnerabilidade e o poder também, tipo, tem um momento que a gente fica grande também, e a ideia é passar essa sensação para quem tá me ouvindo também, das pessoas se sentirem bem, se sentirem da hora em todos os sentidos, tanto para uma confraternização como até mesmo para o enfrentamento de algo que tá acontecendo.

Então a ideia é levar poder para as pessoas, mas de fato, às vezes você pode se sentir vulnerável dentro de tudo que tá acontecendo ou também você simplesmente… tem algumas coisas que, não digo clichês, mas às vezes… uma vez eu recebi uma mensagem assim ‘ah, o show foi da hora, só faltou um fora…’ fora o coisa lá. Aí eu fico pensando assim, tipo, adianta… não que não adianta, mas o meu o fora não vai mudar nada, o que eu gritar ali, assim. A gente tem que entender as pessoas, por qual motivo as pessoas votaram nesse cara, o que aconteceu para o Brasil criar essa atmosfera. Então às vezes nem tudo também a gente tem que ficar gritando. Pelo menos eu particularmente penso assim, simplesmente entender o que tá acontecendo, entender o sentimento das pessoas.

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Falar de pretitude também, somos muitos no Brasil, então alguns estão com anseio de conquistar uma coisa, outros querem mais cultura, outros querem conseguir ascender socialmente e querem segurança pública, então cada um vai pensar de um lugar, cada um vai escolher seu político, cada um vai estar com um desejo. Então as coisas não são tão simples. Eu procuro ser um cara que analisa e observa, que tenta entender né, mesmo sabendo que é complexo tudo isso, mas tento entender para na hora de fazer uma música, essa música dialogar com as pessoas e não ser algo para o grupinho ali, para a bolha na qual você está inserido.

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No começo de 2020 você lançou uma música chamada “Quarentena”, no começo do isolamento, e eu sei que muitos artistas tiveram que se reinventar criativamente durante esse período. Como que foi para você passar pela pandemia criando? Qual foi o processo interno que você encontrou para lidar com esse período e continuar trabalhando ao mesmo tempo?
Rincon: Ah, foram várias etapas, teve fases de muito desanimo, fases de muita observação no geral. Fora da pandemia, tipo, vou fazer um disco, uma música, amanhã eu tô fazendo show, tô sentindo o que que as pessoas estão achando da música. Agora você em pandemia, com tudo travado, sem show… em que sentido eu vou trabalhar essa música? Como é que estão as pessoas? Como elas estão ouvindo música?

Então tive que estudar muito, entender muito o que estava acontecendo. Ainda hoje permanece né, mas está um pouco mais flexível e mais palpável, mas dado certo momento, era o maior mistério em relação ao que estava acontecendo e tiveram fases também que eu aproveitei disso para cuidar de mim. Falei ‘ah, já não tá tendo show, não tem isso’, então você procura outras forma de capitalizar sua vida, e você conseguindo fazer isso, aproveita para cuidar de você, se curtir, curtir a sua quebrada, o seu ambiente, ir na praça, andar de bicicleta, fazer alguma coisa que você goste…

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Você cuidando de você e conseguindo ficar bem, isso reflete no artístico também, então foram várias etapas. Ainda é um desafio, ainda é um enfrentamento também, mesmo com vacinas e a situação que a gente tá agora, mas eu tive todos os sentimentos possíveis durante essa pandemia, mas o foco é ficar bem, obviamente, e estou trabalhando para isso. Me sinto ainda inspirado e na disposição e com força para fazer coisas e continuo fazendo isso.

Em relação ao seu público, você falou sobre não poder estar fazendo shows, então como você levou esse período no sentido da relação artista e fã? Você recorreu às redes sociais para estar mais em contato com eles?
Rincon: Uau. É, tive também que observar na rede social sim, ela traz uma proximidade com as pessoas, né? É uma proximidade assim, é distante, porém você consegue compartilhar o que você tá fazendo, o que você está produzindo e você vê a reação das pessoas. Acho que a rede social foi o que manteve a gente conectados de certa forma, e eu também, dentro das limitações, mas produzimos alguns trabalhos, fiz o videoclipe de “Cotidiano” no início desse ano, depois “Todo Canto”, a música “Sol”, então mesmo sem os shows a gente teve atividades.

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Produzi também o disco da cantora Indy Naíse, então mesmo sem os shows nós tivemos atividades que fizeram com que eu estivesse me expondo e mostrando, ‘oh, tá acontecendo isso, tô falando isso, vai sair música X’. Então isso fez com que eu ficasse conectado com as pessoas que gostam do meu trabalho e acho que a gente conseguiu manter o flerte ali. Agora que voltou, senti que as pessoas ainda estão interessadas em escutar (risos), ir pro show, dançar e se divertir. Então acho que tá tudo bacana nesse sentido né.

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E Rincon, “O Peso das Barra” vai ser um pontapé inicial para um futuro álbum? Você pode adiantar alguma coisa do que ainda está por vir em 2022?
Rincon: Hm… sobre álbum ainda não é o momento de falar, não que não seja uma possibilidade, mas ainda não é o momento de falar. Mas nesse processo todo que eu compartilhei contigo, realmente a gente fez material, então eu produzi algumas coisas, peguei coisas de outros produtores, fiz a música com o Timor que vai sair agora, mas me conectei com outros artistas também de Portugal, por exemplo, além dele, então material não falta.

A gente está nesse processo de avaliação de 2021, que a gente faz na questão empresarial, de avaliar, ver o que rolou da hora, o que não rolou e chegar focando no ano seguinte, no que a gente vai fazer e não descarto a possibilidade de um disco, mas o que é certo é que existe sim um material, música, participações de outros artistas que a gente tem para compartilhar com o público e por conta disso eu tô muito animado com o próximo ano.

E se eu te perguntar o que tem te inspirado artisticamente ultimamente, você consegue citar? Não só no sentido musical, mas quais você diria que estão sendo as atuais influências na sua arte?
Rincon: 
É, eu poderia te dizer que sempre tenho bebido da fonte do continente africano, fiz o último disco muito inspirado… na verdade, os meus dois discos “Galanga Livre” e “Mundo Manicongo” têm essa influência da musicalidade do continente africano, e nessas influências que eu sempre trouxe, o grande expoente foi a Nigéria, por exemplo, onde tem o Burna Boy, Fela Kuti, então esse lance sempre me inspirou muito.

Aí, no atual momento, falando de inspirações do continente africano, a música que tá sendo feita na África do Sul, a música que tem feito minha cabeça, tem um ritmo específico que tá muito em alta, que é o Amapiano. Mas fora o Amapiano, existem outros estilos de halls e de músicas que são produzidas por lá e eu tenho curtido muito, desde a parte visual, a parte fashion, digamos assim, da África do Sul, a parte musical, comportamento, produção musical, linguagem, som. Te respondendo agora essa pergunta, eu acho que a produção da África do Sul é o que tem feito minha cabeça (risos) e naturalmente tá me inspirando muito em algumas coisas que eu tenho criado.

Eu tenho uma amiga companheira no jornalismo, a Gil, que é uma grande fã sua e a música favorita dela é “Ponta de Lança”. Ela a escuta várias vezes ao dia e diz que essa composição, centrada no amor preto, a contempla de diversas formas. Ela trouxe uma pergunta de fã para essa pauta, que é se você pretende lançar outra coleção de camisetas de estampas icônicas.
Rincon: Pô, deixar um beijo, pra não esquecer (Rincon manda um beijo com as mãos) pra nossa amiga Gil. Obrigado pelo apoio, pelo carinho. A moda assim é algo que faz parte da minha construção de trabalho, então naturalmente eu oferto música e tenho muita vontade de ofertar moda também, roupas, acessórios e etc. Então isso é algo que tá no meu projeto.

Não temos algo com uma data específica, algo extremamente desenhado, mas é de fato, trabalhar com moda, com roupas, com a parte criativa, estampas, tudo isso que ela falou com certeza vai acontecer associado ao meu trabalho, além da busca, e deixo mais uma vez aí um obrigadão para ela pelo carinho. Percebo que ela gosta muito né, porque tem essa leitura toda de entender que meu trabalho passa por esses lugares. Que ela fique na conexão com a gente e aguarde que esse próximo ano vai ser de muitas novidades e a gente vai revelando aos poucos (risos)

Antes da gente finalizar, eu queria fazer uma breve dinâmica com você. Se você assumisse o meu lugar de jornalista, teria alguma coisa que você ainda gostaria de falar sobre esse novo projeto e que eu ainda não tenho te perguntado? Alguma coisa que ficou faltando? Pode ficar à vontade para pensar no que for.
Rincon: Ah, eu acho que a gente falou bastante coisa né (risos) e assim, esse projeto demarca… ele é curto, são duas faixas e uma delas demarca essa conexão que a gente tem Brasil-Portugal. No caso o Timor é um parceiro que é português, mas é de linhagem cabo-verdiana, e esse perfil de gente é um perfil que tem na Europa toda e são pessoas incríveis, imigrantes, filhos de imigrantes que trazem toda essa energia que eles têm da sua linhagem para um lugar que é economicamente interessante como a Europa.

Isso vira um outro material, uma outra coisa, então foi bem bacana fazer esse trabalho e eu acho que é o início também de algo que eu penso, que é a colaboração entre os países de língua portuguesa, que não somos poucos, então a gente pode falar de Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, entre outros. E acho que da mesma forma que Europa se conecta, os países que falam inglês se conectam muito, a Inglaterra, os Estados Unidos, Nigéria, Gana, eu acho que a gente da Língua Portuguesa pode fazer a mesma coisa também, se conectar mais, e esse lançamento vai ser um pontapé inicial para esse tipo de trabalho onde eu quero me conectar muito com as pessoas que são semelhantes a nós, porém não estamos somente aqui no Brasil, estamos espalhados no mundo todo.

Esse lançamento demarca esse empenho que eu tô fazendo de me conectar com outros lugares, com outros países e eu acho que esse é o primeiro registro. Podem acontecer muitos outros nos próximos meses, fica aqui a mensagem e a expectativa aí para quem tá acompanhando que o ano que vem vai ser bem bacana.

E agora por último, você quer deixar uma mensagem para os seus fãs, para os amantes do Rap Nacional e para todo mundo que vai acompanhar o seu lançamento na Nação da Música?
Rincon: Ah, fica na sintonia! Curte, compartilha, segue, se inscreve no canal, ativa o sininho porque material a gente tem, colaboração a gente tem, você só precisa estar no fechamento com o Manicongo. Mas sei sim que as pessoas me apanham muito, então deixo aqui um muito obrigado a quem me apoia e deixo aqui também um convite para fazerem parte do mundo Manicongo, de acompanhar a gente aí que muita coisa está por vir!

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Jornalista apaixonada por palavras, cultura e entretenimento.