Entrevistamos The Vamps sobre o álbum “Cherry Blossom”, nova era e fãs brasileiros

The Vamps
Divulgação
Mar Aberto
Mar Aberto

A banda britânica The Vamps entregou ao público nessa sexta-feira (16) o seu mais recente álbum de estúdio, que leva o delicado e sensível título de “Cherry Blossom“.

Assim como o nome, todo o material chegou envolto em um marcante visual estético e com uma sonoridade única, além de trazer composições que refletem sentimentos bastante identificáveis.

Na primeira semana de outubro, no dia 06, a Nação da Música teve a oportunidade de bater um papo com os integrantes do grupo e eles falaram com paixão sobre o disco no qual trabalharam nos últimos dois anos. Além disso, eles nos contaram sobre as expectativas para essa nova etapa da carreira, amadurecimento musical, composições, além de frisar com bastante entusiasmo a saudade que estão sentindo dos fãs brasileiros.

Entrevista por Katielly Valadão.
——————————— Leia a íntegra:
Olá, pessoal! Eu sou a Katy, como vocês estão?

Brad: Hey!
James: Olá!
Tristan: Olá, estou bem, e você, como está?

Mar Aberto
Mar Aberto

Eu estou bem, obrigada por perguntar! E o que vocês tem feito esses dias, além de trabalhar? Me contem tudo.
Brad: Hoje? O que temos feito hoje… Nós temos… (risos) nós estamos fazendo algumas chamadas por Zoom, falando um pouco sobre o álbum, apenas aqui relaxando em lugares separados, como você pode ver. Seria meio estranho se estivéssemos juntos mas fazendo Zoom separados. Mas é, estamos relaxando, obrigado. E como está sendo o seu dia?

Bom, ainda são nove da manhã aqui. Estou um pouco sonolenta (risos) mas estou muito bem!
Tristan: Bom dia!
Brad: (risos) é, bom dia!

Obrigada, obrigada! E de volta ao trabalho, vocês acabaram de lançar um novo single, que se chama “Better”, e lançaram também um videoclipe super vibrante e forte. Ele tem uma vibe tão bonita! O que vocês gostariam de nos contar sobre as influências desse novo material?
Brad:
O vídeo de “Better” foi muito engraçado porque foi a primeira vez que nós co-dirigimos alguma coisa. Eu acho que nós nos sentamos e meio que construímos a ideia, juntos, do que queríamos que o boxe representasse. A música é toda sobre autodesenvolvimento, autopreservação e meio que você estar disposto a fazer melhor e a ser melhor. Então nós nos sentamos e realmente quisemos surgir com algo que representasse uma luta interna e a chegada a um estado de se sentir positivo, ou contente. Sempre parece que está prestes a chegar lá. E agora é onde a ideia do boxe veio, nós apenas sentamos e finalizamos a ideia entre nós três. Desculpe, nós quatro. E chegamos a isso, então é legal. Estou feliz que você tenha gostado do videoclipe! Obrigado!

É realmente muito, muito bom. Eu amei! E vocês tem um álbum prestes a sair, então tendo em mente tudo que vocês já fizeram antes, o que podemos esperar de “Cherry Blossom”?
Tristan:
“Cherry Blossom” é diferente no senso de que nós realmente investimos tempo e nos focamos nele. Nós terminamos a turnê mundial e então nós meio que decidimos não fazer nada a não ser focarmos em nós mesmos e na música, entende o que quero dizer? Então nós basicamente começamos a escrever “Cherry Blossom” há bastante tempo, e nos levou um tempo, mas é algo pelo qual definitivamente estamos orgulhosos. E eu sinto que é diferente, vocês vão ouvir a diferença na produção, nas composições, nos acordes, nas letras, e eu sinto que isso nos separa dos nossos álbuns anteriores, em um bom sentido, no sentido de evolução. E eu acho que ele marca um novo capítulo.

E meninos, novo álbum, nova era! Então como vocês definiriam essa nova era da banda?
Brad:
Nós temos dito muito “renascimento”, eu acho que é isso o que sentimos. Eu acho que parece muito, como o Tristan disse, um novo capítulo para todos nós. E tirar aqueles dois anos de pausa para realmente, realmente descobrir o que queríamos fazer e voltar para o mundo tem sido muito, muito divertido porque nós não tivemos tempo nem espaço para fazer isso em muito tempo, então essa nova era representa, como eu disse antes, positividade. E, especialmente nesse momento em que sentimos… em que todo mundo, obviamente, sente falta de estar juntos, e aquele sentimento de comunidade e unidade que temos quando vamos assistir a um show ao vivo, ou quando vamos assistir a um show em um teatro.

Então eu acho que o álbum, esperançosamente, vai nos servir como um produto para trazer as pessoas juntas, entende o que quero dizer? Nós queremos que as pessoas sejam unidas por essas canções e se sintam positivas ouvindo o álbum, elevadas e sentindo como se pudessem sair no mundo, conquistar o mundo e fazer o que quer que elas queiram fazer. Essa é a mensagem geral de “Cherry Blossom“.

Eu acho que as novas canções, “Chemicals”, “Married In Vegas” e “Better” são todas bem intensas e elas também têm letras intensas, então como elas refletem no presente momento de suas vidas? Digo, de uma forma geral, quais têm sido suas inspirações ultimamente?
Brad:
Hmmmm… Eu acho que, musicalmente, nós não escutamos muito durante o processo do álbum. Em relação às letras, “Better” foi uma música sobre… Hm… Ela estava vindo de um lugar negativo, e de querer escrever sobre algo que seja um mantra para você próprio, que seja tipo “eu não quero me contentar com menos do que o melhor, vou superar qualquer sentimento para chegar a um lugar onde eu realmente me sinta feliz”, e é legal ver como os fãs captaram ela, então eu acho que muito disso, muito da inspiração da composição vem de apenas olhar para dentro e realmente pensar em como estamos nos sentindo, e então usar isso nas letras.

Esse álbum inteiro, as canções são uma forma de terapia, eu acho que todos nós podemos concordar que esse álbum foi mais terapêutico que qualquer álbum que escrevemos. Serviu como uma maneira real de entender nossas próprias emoções, em uma forma que, às vezes, a música realmente te dá isso, compor realmente te dá essa habilidade.

Eu tenho que dizer, “Cherry Blossom” é um título tão lindo! Vocês gostariam de explicar o significado por trás desse nome? Como foi o processo para que esse título nascesse?
Brad:
Nós todos passamos… Nós estávamos em turnê por um longo tempo, juntos, obviamente. E então eu acho que, conscientemente, ou subconscientemente nós começamos a realmente, realmente apreciar a situação na qual estávamos, e como éramos sortudos por sermos capazes de estar em turnê, nós quatro, melhores amigos, e uma equipe ao nosso redor, a mesma equipe que temos há anos, e os fãs… Eu acho que chegamos a um ponto em que nos sentíamos muito presentes e muito gratos.

E o nome veio após uma viagem ao Japão e foi muito inspirado pelo Japão, e quando eu estava lá, fiquei muito imerso na cultura. Eu acho que tivemos conversas sobre como todos estávamos nos sentindo, mas o título na verdade nunca surgiu. E “Cherry Blossom”, a flor, obviamente, representa o trânsito da vida, a fragilidade da vida, e então voltamos, nos reunimos e conversamos sobre isso e apenas pareceu perfeito para o álbum, o perfeito título para onde estávamos nas nossas vidas também. Foi um momento de serendipidade (acaso), foi legal.

É realmente bem bonito! Então me contem sobre seus sentimentos. Quais são suas expectativas em relação a esse lançamento, vocês ainda ficam nervosos, animados, ou como?
Tristan:
É muito entusiasmo! Porque se passaram dois anos desde que nós lançamos um álbum, e sabe, obviamente têm sido tempos difíceis e nós não podemos fazer muita coisa, estamos extremamente animados para lançar novas músicas, então o foco principal desse álbum é fazer as pessoas felizes, fazer as pessoas se sentirem confiantes e animadas em relação a vida enquanto passam por tempos obscuros. Então, é isso.

E vocês tem alguma música favorita no álbum? Podem dizer qual, e talvez por quê?
James: Eu acho que é uma diferente para cada um de nós. Digo, esse é o álbum mais curto que já fizemos e eu acho que essa sensação é esquecida, é uma jornada, é o oposto de apenas uma coleção de músicas, eu acho que cada uma delas têm um propósito. Tem algumas músicas no álbum que são levemente diferente dos temas convencionais. Temos músicas como “Glory Days” e “Better” que meio que abordam uma perspectiva selvagem ao tentar fazer melhor e para você mesmo, e o senso de apreciar o presente e o momento, o que reflete de volta, na minha opinião, à noção de “Cherry Blossom” como um tema.

Eu acho que a coisa mais legal sobre esse álbum é que, esperançosamente, os fãs vão ser capazes de se identificar em diferentes maneiras. E, esperançosamente, vão poder tirar coisas das canções que, até mesmo nós, que as escrevemos, não vimos quando estavam lá.

Então, eu suponho que vocês estejam com saudade dos fãs brasileiros… Estou certa?
Brad:
Ai, meu…
Tristan: Cem por cento! Ai, meu Deus… A vibe…
Brad: Eu sinto falta do Brasil! Sim!
Tristan: Da última vez que estivemos aí, eu me lembro do último show, havia lágrimas também, eu estava chorando. Urgh, foi tão divertido! Nós sentimos falta da energia, porque existe essa energia aí… e não dá pra barrar isso.
Brad: É como uma paixão que nós sentimos quando vamos para a América do Sul, e para o Brasil, obviamente, tocar. A apetite que eles têm para música aí é tão alta! Os shows ao vivo são simplesmente insanos! Tão divertidos, tão apaixonados. E nós amamos isso também! Nós amamos o vinho tinto, amo a carne.
Tristan: Ai, eu sinto tanta falta disso! (risos)

Então vocês gostariam de mandar uma mensagem para os seus fãs brasileiros? Mas assim, uma bem especial?
James:
Apenas um massivo “muito obrigado” por ficar conosco. Até mesmo no começo do The Vamps, sempre houve fãs na América do Sul falando ‘quando vocês vem? Quando vocês vem?”, então é incrível que após sete anos vocês ainda estejam aí. Mal podemos esperar para voltar e fazer alguns shows. E espero que, esperançosamente, vocês estejam a salvo e nós nos veremos muito em breve!

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Mar Aberto
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