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Gojira

O primeiro show do sábado seria a primeira das surpresas proporcionadas pelo Palco Mundo. Os franceses do Gojira chamaram atenção e agradaram muitos dos que estavam por ali. Um dos destaques foi o baterista Mario Duplantier. Com o uso do bumbo duplo, Mario estremeceu toda a Cidade do Rock de forma que, mesmo com uma distância considerável, você não escapava das batidas e quando percebia, estava balançando a cabeça de acordo com a canção. Na setlist, o grupo trouxe em grande parte canções de seu último álbum lançado, “L’Enfant Sauvage”, como “The Axe” e “The Gift of Guilt”. Joe Duplantier, irmão de Mario e vocalista da banda agradeceu ao público, que até fez coro com o nome da banda.

Royal Blood

E a surpresa continua com a entrada do Royal Blood no palco. O duo britânico tem pouco tempo de vida e grande parte platéia sequer sabia o que estavam prestes presenciar. Fugindo de um imaginário quase automático de que seriam uma dupla mais voltada para o pop, o Royal Blood encantou com um setlist baseado em seu álbum “Royal Blood”, lançado a pouco mais de um ano atrás. Com apenas bateria e baixo, Mike Kerr e Ben Thatcher, assim como o Gojira, com certeza conquistaram novos fãs, mesmo dentre aqueles que escolheram ficar sentados no gramado, esperando os shows posteriores. Destaque para as faixas “Little Monster”, “Blood Hands” e “Out Of The Black”. Mike e Ben estavam visivelmente felizes e Thatcher chegou a fazer o crowd surfing mais para o final da apresentação.

Royal blood

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Mötley Crüe

Diretamente do filme “Noviça Rebelde”, “So Long, Farewell” foi uma canção apropriada para o início do show do Mötley Crüe, último de sua carreira. Com backing vocals que também eram dançarinas e o palco com efeitos pirotécnicos que esquentaram (literalmente) o público, a banda abriu o concerto com “Girls, Girls, Girls” e apresentou ainda “Anarchy in the U.K.”, um cover de Sex Pistols. “Dr. FeelGood” e “Wild Side” também fizeram parte da setlist.Após mais de uma hora de show, o momento de despedida chegou e há quem diga que lágrimas foram derramadas pelos membros da banda. A platéia aplaudiu bastante e um sortudo que estava nela levou para casa um baixo de Nikki Sixx.

Metallica

O show mais esperado da noite começou com um pouco mais de meia hora de atraso. Pela terceira edição segunda, o Metallica reuniu milhares de fãs e apostou em clássicos como “Nothing Else Matters”, “Master of Puppets” e “Sad But True”, que já haviam aparecido na setlist das apresentações anteriores do festival. “Whiskey In The Jar” foi uma novidade na setlist. Tudo estava indo muito bem, público muito animado, principalmente os fãs escolhidos para assistir o show de cima do palco, quando antes do meio do concerto, um problema técnico cortou o áudio de toda a Cidade do Rock. E isso, não apenas uma vez, mas três vezes. Em determinado momento, a banda chegou a deixar o palco. Contudo, principalmente James, levou o problema com bom humor. Pode até ser uma impressão errônea, porém, por vezes, o som parecia estar mais alto que o normal, mesmo antes das falhas acontecerem. Mas não foi isso que diminuiu a empolgação dos fãs que seguiram a banda até quase três da manhã. A banda despediu-se avisando aos fãs que entrariam em estúdio para terminar o próximo álbum da carreira, notícia que levou todos a loucura.

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