lista-22-cds-nacionais-2016Segundo matemáticos confiáveis, o último dia 2 julho marcou a exata metade do ano corrente de 2016. Com base nisso, o Nação da Música resolveu iniciar uma série com um apanhado de alguns dos lançamentos do cenário musical, do início desse primeiro semestre até o presente momento.

Vamos começar desbravando a música brasileira. Então, se você quer conhecer um pouco mais sobre alguns dos bons trabalhos feitos em território nacional; se liga na lista que segue – e aproveita também para seguir o perfil do Nação da Música no Spotify clicando aqui.

Nota: A lista a seguir não se trata de um ranking.

1. Tiago Iorc – “Sigo de Volta”/ “Amei Te Ver – EP”

Depois de trocar likes, Tiago Iorc seguiu sua política de boa vizinhança nas redes sociais com o EP “Sigo de Volta”. Lançado em março, o novo trabalho do músico e compositor conta com duas músicas de sua própria autoria: “Mulher” e “Chega pra Lá”; além de “Amor Sem Onde”, que foi escrita em parceria com Dani Black. Ainda no primeiro semestre, Tiago também lançou o “Amei Te Ver – EP”, que reúne diversas versões do single de seu disco anterior e você pode ouvir aqui.


- PUBLICIDADE -

2. Braza – “Braza”

Também em março, você, provavelmente, ouviu falar no Braza – novo projeto de Vítor, Nicolas e Danilo, ex-integrantes do Forfun. Produzido pelos próprios caras, o disco homônimo traz doze faixas inéditas que seguem à base de estudos aprofundados das raízes jamaicanas e latinas nos ritmos brasileiros; e no mundo contemporâneo em geral. Algo sequencial ao que foi apresentado no disco de despedida da antiga banda dos caras, o “Nu”, de 2015.


3. Céu – “Tropix”

- PUBLICIDADE -

Quem acompanhou o lançamento do clipe e single “Perfume do Invisível”, em fevereiro, já conseguiu imaginar um pouco do que viria a ser apresentado no quarto álbum de estúdio da cantora e compositora Céu. Com produção assinada por Pupilo, da Nação Zumbi, e pelo francês Hervé Salters, “Tropix” foi lançado no final de março e acabou correspondendo à expectativa gerada pelo preview.


4. Selvagens à Procura de Lei – “Praieiro”

Ainda em março, o terceiro disco de estúdio dos cearenses da Selvagens à Procura de Lei trouxe uma grata surpresa para o cenário do rock nacional. Depois de transitar pelo indie romântico e o rock alternativo com viés político nos discos anteriores, os caras abraçaram boas influências nacionais e regionais; e acertaram a mão na dosagem tropical pop de “Praieiro”, que o Nação da Música destrinchou nesta resenha.


- PUBLICIDADE -

5. Baiana System – “Duas Cidades”

Foto: Filipe Cartaxo

Do apogeu da cultura dos Sound System, Dub, Dancehall, do Reggae de Bob Marley; diretamente para os Blocos Afro, o Afoxé, o Samba Reggae, Ijexá, Pagode e, consequentemente, para a maior festa popular do planeta: o Carnaval de Salvador. Se você ainda não ouviu falar em Baiana System, pare tudo que você estiver fazendo e dê o play abaixo no novo disco dos caras. “Duas Cidades” foi lançado no último dia 29 de março e também foi tema de resenha aqui no Nação da Música.


6. Baleia – “Atlas”

Formada há 6 anos, no Rio de Janeiro, a Baleia ficou conhecida por fazer versões de músicas pop em uma roupagem de jazz. Mas o sexteto atraiu mesmo os holofotes do cenário alternativo em 2013, com o lançamento do disco “Quebra Azul”. Em março desse ano, a Baleia lançou seu segundo disco de estúdio, o “Atlas”, mostrando que nunca estarão aprisionados em qualquer tipo de rótulo musical.


7. O Amor Existe – “Transbordar”

Com o propósito de unir literatura e música em uma única obra, surgiu o projeto O Amor Existe, capitaneado pelo baterista da banda Tópaz, Leandro Neko. Em abril, o músico ganhou o reforço da cantora Anna Sofya para o lançamento do disco/livro “Transbordar”. Naquela época, o Nação da Música entrevistou Neko, que falou um pouco mais sobre a nova proposta dessa empreitada.


8. O Teatro Mágico – “Allehop”

“Allehop”, o sexto álbum de O Teatro Mágico chegou no fim de abril e surpreendeu. Pela primeira vez, a banda ousou novos experimentos ao incrementar levadas mais dançantes e beats oitentistas ao seu som característico. Mesmo em uma nova roupagem, ainda é o velho Teatro Mágico, que traz mensagens de alerta e críticas sociais, um bom exemplo dessa nova mistura é o single “Deixa Ser”.


9. Criolo – “Ainda Há Tempo”

Foto: Divulgação

Depois dos excelentes “Nó Na Orelha” (2011) e “Convoque Seu Buda” (2014), Criolo resolveu repaginar o passado com o reboot do disco “Ainda Há Tempo”, lançado originalmente em 2006. Considerado fundamental na trajetória do artista, o álbum também readaptou algumas letras antigas, consideradas ofensivas para determinados grupos sociais. Para quem estiver em São Paulo no próximo dia 19 de agosto, Criolo promove um show exclusivo do “Ainda Há Tempo” no Citibank Hall.


10. Fióti – “Gente Bonita”

Evandro Fióti é uma das bases sólidas consolidadas por trás do sucesso do seu irmão, Emicida, de Rael e do grande império que se tornou o Laboratório Fantasma. Em março, Fióti mostrou que seu sucesso como empresário visionário pode estar diretamente ligado à sua sensibilidade artística com o lançamento de “Gente Bonita”. Seu EP de estreia como cantor e violonista conta com seis faixas e três participações especiais: Anelis Assumpção, Juçara Marçal e Thiago França.


11. Mahmundi – “Mahmundi”

O pseudônimo traduz o significado de “Mundo de Mah”. Nesse caso, Mah é o apelido de Marcela Vale, cantora e compositora carioca que, depois de integrar a banda Velho Irlandês, seguiu seu projeto solo adotando o Mahmundi. Em maio, a cantora lançou seu primeiro disco de estúdio, após os bem avaliados EP’s “Setembro” e “Efeito das Cores”. “Mahmundi” reforçou o estilo autêntico e intuitivo de Marcela, com flertes incessantes com a música eletrônica, o indie, o lo-fi oitentista e a poesia reflexiva brasileira.


12. O Rappa – “Acústico Oficina Francisco Brennand”

Junho mal tinha começado e O Rappa apresentou mais um projeto acústico, gravado ao vivo na Oficina Francisco Brennand, em Recife. O novo CD/DVD conta com uma caprichada direção e traz experimentos com diferentes e exóticos instrumentos – como escaleta, harmonium indiano e o caribenho steel drums. A nova empreitada do Rappa destoa, em todos os sentidos, do primeiro acústico do grupo, lançado há 11 anos.


13. Hateen – “Não Vai Ter Mais Tristeza Aqui”

Um dos maiores expoentes do cenário underground paulistano e nacional, o Hateen, lançou seu sétimo disco de estúdio – o terceiro desde que a banda começou a trazer materiais totalmente em português – no último mês de junho. A banda não lançava nada desde o “Obrigado Tempestade”, de 2011, e honrou sua história como um dos grupos de hardcore melódico, talvez ostentando o caráter lírico mais sólido no mercado nacional. Leia mais sobre o “Não Vai Ter Mais Tristeza Aqui” nesta resenha.


14. Zimbra – “Azul”

Após três longos anos desde o lançamento do antecessor “O Tudo, o Nada e o Mundo”, a Zimbra lançou o “Azul”, no último mês de junho. O disco já contava com o single “O Redator”, lançado previamente e apresenta uma faceta mais “fria” do quarteto natural de Santos. Leia mais aqui.


15. Rico Dalasam – “Orgunga”

Dando sequência ao bom trabalho apresentado em 2015, no EP “Modo Diverso”, Rico Dalasam lançou seu álbum de estreia no mês de junho. Produzido por Mahal Pita, integrante da Baiana System, o disco ganhou o nome de “Orgunga” – uma expressão criada pelo rapper paulista, que une as palavras ‘orgulho’, ‘negro’ e ‘gay’; e traz oito faixas autorais que elevam o queer rap, subgênero criado pelo próprio Rico. “Negros, gays, rappers: quantos no Brasil? Deve haver vários tantos”, canta em uma das faixas.


16. Sandy – “Meu Canto – Ao Vivo no Teatro Municipal de Niterói”

Foto: Divulgação / Facebook

Depois do disco “Sim”, de 2013, Sandy assumiu o desafio de gravar seu segundo CD/DVD ao vivo. O registro foi feito no Teatro Municipal de Niterói, no final de 2015, mas só foi lançado no último mês de junho. Destaque para o dueto com Tiago Iorc, no single “Me Espera”.


17. Mahalo – “Sorrisos Sinceros”

Dando sequência o trabalho iniciado no disco “Gratidão”, de 2014, a Mahalo lançou o EP “Sorrisos Sinceros”, no início de julho. O novo trabalho dos paulistanos trás 6 faixas inéditas, com a assinatura do grande produtor musical Tadeu Patola e participações especiais de Tales De Polli, vocalista do Maneva; e Rafa Machado, do Chimaruts.


18. Projota – “3Fs Ao Vivo”

Gravado no Espaço das Américas, em Janeiro, o CD/DVD ao vivo de Projota foi lançado em julho. Antes disso, o rapper já tinha divulgado o single “Foco, Força e Fé” que integra a trilha sonora do canal Sportv para os jogos Olímpicos Rio 2016. O CD/DVD conta com participação de Marcelo D2.


19. Pitty – “Turnê SETEVIDAS – Ao Vivo”

No embalo do Dia Mundial do Rock, celebrado no mês de julho, Pitty lançou seu novo DVD:  “Turnê SETEVIDAS – Ao Vivo”. O trabalho traz o registro de um show realizado no Audio Club, em São Paulo; além de um documentário sobre a turnê – veja o trailer abaixo. Salvo o single “Dê um Rolê“, o lançamento de Pitty ainda não chegou nos serviços de streaming, mas está disponível para venda em todos os formatos, pelo site oficial da cantora.

20. Beeshop – “The Life and Death Of Beeshop”

Foto: Ricardo Raymundo Toscani

O alterego de Lucas Silveira, vocalista do Fresno, retorna com o segundo – e, pelo título, aparentemente último – disco do projeto, exatos seis anos após o lançamento do debut “The Rise And Fall Of Beeshop”. Em “The Life and Death of Beeshop” – que também ganhou resenha aqui no Nação da Música; Lucas segue a jornada do Beeshop mais lúcido do que nunca em termos de criação e produção; e apresenta oito faixas inéditas onde tudo parece milimetricamente conectado.


21. Scalene – “Ao Vivo em Brasília”

O mês do rock também trouxe o lançamento do CD/DVD “Ao Vivo em Brasília”, do Scalene. Gravado em março, na Arena Lounge do Estádio Nacional de Brasília, o registro traz um mix dos principais sucessos da curta carreira da banda dos irmãos Bertoni, com algumas inéditas. Leia também o editorial especial que o Nação da Música fez sobre o caminho trilhado pelo Scalene até o “Ao Vivo em Brasília”.


22. Supercombo – “Rogério”

“Rogério”, lançado pelo Supercombo no último dia 22 de julho é o quarto álbum de estúdio do quinteto radicado em São Paulo e chegou blindado por grande aporte visual e um senso crítico sob medida. O disco foi dissecado pelo Nação da Música nessa resenha e nessa entrevista com o vocalista Léo Ramos.


23. Cachorro Grande – “Electromod”

Por último mas, não menos importante, temos o oitavo álbum de estúdio do Cachorro Grande: “Electromod”. O disco foi lançado na última sexta-feira (29), quando este post estava sendo construído e, acena para os rumos de experimentação sonora, ensaiados no seu antecessor, o interessante “Costa do Marfim”.


Não deixe curtir nossa página no Facebook e seguir o nosso perfil no Spotify para acompanhar todas as novidades da Nação da Música.