25 melhores álbuns nacionais de 2016

O ano 2016 foi difícil em muitos aspectos e momentos, mas também foi excelente para a música nacional brasileira, com álbuns de excelente qualidade. Do MPB ao pop, do rock ao rap, do funk ao eletrônico, nossos talentos musicais souberam navegar entre as influências e sair de suas respectivas zonas de conforto. A Nação da Música selecionou os 25 melhores discos de 2016 e você pode conferir a lista logo abaixo:

Deixe seu comentário, marque aquele seu amigo que também pode curtir essa lista, e acompanhe a Nação da Música nas Redes Sociais: Facebook, Twitter, Spotify e Instagram. Sentiu falta de algum disco que você acha que merece estar nessa lista? Comenta para gente no final desse post!

25. “Problema Meu” – Clarice Falcão

Clarice Falcão lançou em fevereiro o segundo álbum de sua carreira, intitulado “Problema Meu”. Mesmo seguindo os elementos conhecidos pelo seu público, como a ironia e as letras ácidas, a cantora mostrou também que amadureceu. Clarice consegue usar sua voz, romântica de uma maneira inusitada, com canções quase faladas e temas diversos, como términos de relacionamento, independência e até uma crítica à si mesma na faixa “Clarice”.


24. “Jardim-Pomar” – Nando Reis

Quatro anos após “Sei”, Nando Reis lançou em 2016 o disco “Jardim-Pomar”. O trabalho foi produzido pelos norte-americanos Barrett Martin e Jack Endino e gravado em Seattle, Estados Unidos, e em São Paulo. Nando, conhecido principalmente pelo seu grande talento como compositor, mostra versatilidade em “Jardim-Pomar”, com canções recheadas de riffs de guitarra poderosos e também com suas famosas e amadas baladas românticas, como “4 de Março”, um presente para sua esposa Vânia.


23. “Azul” – Zimbra

Três anos depois de “O Tudo, o Nada e o Mundo”, a banda santista Zimbra lançou “Azul” neste ano. Combinando com o nome do álbum, as músicas deste trabalho mostram um lado mais “frio” do grupo, mas também mais maduro que os anteriores.


22. “Animania” – Inky

INKY band pose for a portrait at Red Bull Studio Sao Paulo, Brazil on April 27, 2016 .

O segundo disco da carreira da Inky veio com o pé na porta, como diz o ditado. “Animania” é claro no uso dos instrumentos e sabe mesclar muito bem sintetizadores com o ar rock da voz de Luiza Pereira. A faixa “Devil’s Mark” é um dos destaques, já que traz a banda Bixiga 70 como participação especial e tem como resultado uma mistura de rock com instrumentos de sopro e, claro, os elementos da música eletrônica. A Nação da Música conversou com a banda sobre o álbum e você pode conferir a íntegra aqui.


21. “A Coragem da Luz” – Rashid

Rashid lançou seu esperado primeiro álbum em março e trouxe letras que falam sobre temas atuais e que precisam de debate, como desigualdade e preconceito, e também um misto de sons. Ao ouvir “A Coragem da Luz”, podemos notar elementos de jazz, MPB, funk e até mesmo samba. Criolo e Mano Brown estão entre os nomes que participam do disco de estreia de Rashid, em “Homem do Mundo” e “Ruaterapia”, respectivamente. Confira nossa entrevista com o rapper aqui.


20. “Coisas do Meu Imaginário” – Rael

Produzido por Daniel Ganjaman, “Coisas do Meu Imaginário”, do Rael, foi lançado em novembro. O músico utiliza sons brasileiros enquanto se conecta com hip hop americano, e ainda usa elementos do reggae, MPB e jazz. Uma mistura de sons e influências muito bem encaixadas e que funcionam na voz de Rael. A faixa “Minha Lei”, além de contar com a participação de Massao, Ogi e Apolo, também ganhou um videoclipe com um pesado time de artistas da cena do rap nacional, como Criolo, Emicida, Rashid, Projota, entre muitos outros. Conversamos com Rael e você pode conferir a íntegra aqui.


19. “SOLTASBRUXA” – francisco, el hombre

francisco, el hombre é uma banda que não tem medo de levantar bandeiras e de mostrar seu ponto de vista político, social e pessoal. Com músicas que falam sobre feminismo, crise econômica e política, a banda é formada por membros brasileiros e mexicanos, o que explica o constante ar latino do trabalho. Muitas faixas relembram marchinhas de Carnaval, enquanto “Triste, Louca ou Má”, por exemplo, é um belo canto de empoderamento às mulheres. A Nação da Música conversou com banda; leia aqui.


18. “BRAZA” – BRAZA

Foto: Divulgação.

Três integrantes da banda Forfun – que se despediu do público em 2015 – se reuniram e formaram a BRAZA. O primeiro álbum, homônimo, lançado por Nicolas, Danilo e Vitor, possui muitos elementos das raízes jamaicanas e foi produzido pelo trio. O projeto é uma evolução musical pros músicos, com influências ainda mais fortes do reggae, rap, dub e ragga. Conversamos com a banda sobre o lançamento aqui.


17. “Rogério” – Supercombo

Supercombo lançou “Rogério” em julho e, com ele, mostrou seu lado mais rock, seja nos riffs de guitarra ou então nas parcerias de peso, como Gustavo Bertoni (Scalene), Sérgio Britto (Titãs), Emmily Barreto (Far From Alaska), entre muitos outros. “Rogério” é seu trabalho mais maduro e que prova que a banda não tem medo de arriscar. Nas letras, dilemas e pensamentos da geração atual. “Ser adulto não é fácil”, dizem em “Monstros”. Nós conversamos com o Supercombo sobre o lançamento, aqui, e também fizemos uma resenha completa, que você pode conferir aqui.


16. “MM3” – Metá Metá

Um dos fatos impressionantes que permeia o álbum “MM3”, do trio Metá Metá, é que ele foi gravado em apenas três dias. O vocal de Jussara Marçal é potente e encaixa perfeitamente nas faixas cheias de energia e personalidade do disco. Mistura de elementos é o que não falta: podemos ouvir influências do rock, punk, metal, MPB e da música africana.


15.  “Orgunga” – Rico Dalasam

Rico Dalasam começa “Orgunga” com um soco no estômago do ouvinte, com a poderosa e forte “Milimili”, que nos mostra o que está por vir no álbum de estreia do rapper. Dalasam sintetiza no título “Orgunga” e nas suas letras as palavras “orgulho”, “negro” e “gay”. Ele é o primeiro rapper brasileiro assumidamente gay e traz em seu álbum faixas que flutuam entre as influências do hip hop, pop, música africana e trap. Rico está na nossa lista das apostas para 2017, como você pode conferir aqui.


14. “Praieiro” – Selvagens À Procura Da Lei

Os cearenses da Selvagens À Procura Da Lei investiram nas influências nacionais e regionais no terceiro disco da carreira, “Praieiro”. Com músicas que claramente bebem da fonte de gêneros como MPB, ska e reggae, a banda conseguiu montar um álbum coeso e diferente de seus outros trabalhos, mas sem perder sua identidade. A Nação da Música resenhou “Praieiro”, como você pode ler aqui, e também conversamos com a banda, aqui.


13. “ANAVITÓRIA” – Anavitória

Juntas, Ana Caetano e Vitória Falcão e formam o duo Anavitória, que começou em Araguaína e já tomou o Brasil em cerca de dois anos com seu pop rural. O lançamento do primeiro álbum, homônimo, já era muito esperado e chegou em agosto, cheio de personalidade e sentimento. Elas contaram com o apoio de Tiago Iorc, que se tornou uma espécie de padrinho do duo, nas composições e na produção do trabalho. Mas Anavitória já voa solo há muito tempo, como elas provaram numa turnê com diversos shows esgotados. A Nação da Música conversou com as meninas e você pode conferir a íntegra aqui. Já a nossa resenha completa do álbum você lê aqui.


12. “Atlas” – Baleia

Três anos após seu disco de estreia, Baleia lançou em 2016 o sucesso “Atlas”. O trabalho se diferencia muito de “Quebra Azul”, de 2013, e traz um lado mais experimental e fora da zona de conforto da banda. Novos instrumentos, novas técnicas e novos sons estão presentes na obra, que ora possui um ar psicodélico, ora possui ares mais melódicos. O ponto em comum é a originalidade e a clara evolução do sexteto entre um trabalho e outro. Em abril, a Nação da Música conversou com Baleia, como você pode ver aqui.


11. “Duas Cidades” – BaianaSystem

Foto: Filipe Cartaxo

Ao ouvir “Duas Cidades”, é como se você sentisse o calor de Salvador na pele e estivesse nas ruas da capital. O disco foi produzido por Daniel Ganjaman e é o segundo da carreira da BaianaSystem. Música regional brasileira em sua essência, a banda usa e abusa de elementos do axé, samba, frevo, reggae, e muito mais. Você pode ler nossa resenha completa aqui.


10. “A Sinfonia de Tudo Que Há” – Fresno

Foto: Jonas Tucci / Divulgação.

Com quase 20 anos de carreira, a banda Fresno provou que sabe como se inovar e se arriscar, mas sem perder a própria essência. “A Sinfonia de Tudo Que Há” possui ares grandiosos, com músicas que explodem em nossos ouvidos e batidas poderosas, e também com um ar experimental no álbum como um todo. Destaque para a orquestra, que apesar de estar presente em apenas metade das faixas, permeia e deixa sua marca no trabalho inteiro. Caetano Veloso participa da ótima “Eu Sou Trovão”, um dos destaques do disco. A Nação da Música resenhou o álbum aqui e também conversamos com a banda, como você lê aqui.


9. “Deus e o Átomo” – Medulla

Medulla lançou “Deus e o Átomo” em setembro e, com o trabalho, mostrou um lado muito mais complexo e cheio de nuances. O disco pode ser visto em duas partes, divididas por interlúdios, e podemos sentir a diferença tanto nas letras como na sonoridade, sendo a primeira metade caracterizada pelo conceito do álbum e segunda como o Lado B de um vinil. Medulla acerta ao apostar em diversos elementos diferentes, como rap, eletrônico, baixos e guitarras distorcidos e até mesmo um coro de crianças na faixa “O Segredo”. A resenha completa de “Deus e o Átomo” pode ser lida aqui, assim como nossa entrevista com a banda, aqui.


8. “Boogie Naipe” – Mano Brown

Prepare-se para ser transportado para os anos 70. Em seu primeiro trabalho solo, Mano Brown bebe da fonte de influências de clássicos como James Brown e até Marvin Gaye. A segunda faixa, “Gangsta Boogie”, consegue ditar bem o que ouviremos no restante do trabalho, que é preenchido por colaborações de artistas como Seu Jorge, Ellen Oléria, Wilson Simoninha, entre outros.


7. “Remonta” – Liniker e os Caramelows

Liniker e os Caramelows estouraram na internet antes mesmo de terem lançado um álbum completo. Caíram nas graças do público por conta das músicas recheadas de Soul e dos vocais poderosos de Liniker e eles não entregaram menos do que isso no disco de estreia. Letras com personalidade, batidas contagiantes e baladas cheias de emoção, daquelas que arrepiam a nuca. Sem contar com as participações especiais de artistas como Tássia Reis e Tulipa Ruiz.


6. “Outra Esfera” – Tássia Reis

Presente na nossa lista de apostas musicais, Tássia Reis divulgou “Outra Esfera” em setembro. A rapper consegue perfeitamente navegar entre os vocais fortes, de peso, e o canto leve, em composições que falam sobre diferença de classes, racismo e machismo. Tássia Reis encanta com “Outra Esfera” e prova que veio para ficar e que ainda tem muito para falar.


5. “Brutown” – The Baggios

Foto: Divulgação.

“Brutown”, terceiro disco da carreira dos The Baggios, de Sergipe, é politizado, potente e pode ser considerado com um reflexo da situação atual do mundo. Antes um duo, The Baggios contou com a presença de Rafael Ramos para somar no trabalho, o que abriu o leque de possibilidades para a banda, que pode adicionar mais instrumentos, sons e ter uma terceira influência no grupo. Você pode ler a entrevista que a Nação da Música fez com a banda aqui.


4. “Sabotage” – Sabotage

O disco póstumo do rapper Sabotage foi lançado 13 anos depois de sua morte, em São Paulo, 2003. Os amigos e colegas do músico continuaram o trabalho que ele deixou pela metade, com direção musical do Instituto, coletivo de Tejo Damasceno, Rica Amabis e Daniel Ganjaman. Continuar o álbum póstumo poderia ser arriscado, mas a homenagem fez jus ao rapper, que rompeu barreiras do gênero quando vivo.


3. “Melhor Do Que Parece” – O Terno

Foto: Felipe Arrojo Poroger / Reprodução, Facebook.

O Terno é uma banda que com certeza não tem medo de experimentar e de explorar sua criatividade. Em “Melhor Do Que Parece”, os paulistas entregam um trabalho mais maduro, mas sem perder o som psicodélico e melódico que já conhecíamos. A influência dos anos 60 é forte, como Beatles e Mutantes, e o trio usa e abusa de diversas técnicas e instrumentos, tais como cordas, sintetizadores, sopros e guitarras distorcidas. O Terno provou, com “Melhor Do Que Parece”, ser uma das melhores bandas de rock nacional do momento.


2. “Tropix” – Céu

Foto: Sofia Wilhelms / Nação da Música.

O conhecido tropical de Céu se encontra com o eletrônico, o moderno, e formam o casamento perfeito. “Tropix” é belo, delicado, possui um tom de nostalgia, mas também sabe ser atual e urbano, enfim, é um sofro de ar fresco e originalidade na tal MPB. Não é à toa que Céu garantiu dois Grammy Latino, de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa” e “Melhor Álbum de Engenharia de Gravação”.


1. “Mahmundi” – Mahmundi

A função de escolher o melhor disco de um ano com tantos trabalhos incríveis é realmente muito árdua, mas Mahmundi conquista desde a primeira faixa. O disco homônimo de Marcela Vale é o primeiro de sua carreira e nos transpõe para uma mistura de anos 80 com anos 90, mas também permanece atual em suas batidas e poesia das letras. A voz delicada, mas forte, da cantora é cativante, romântica e, arrisco dizer, viciante.


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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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