Entrevistamos Thomas Roth sobre o projeto Ouro Velho

THOMAS ROTH
Foto: Bernie Walbenny
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Carioca de nascimento e paulistano de coração, Thomas Roth começou sua carreira no início dos anos 70, aos 19 anos, participando de festivais, como compositor e intérprete, mas, logo, emendou em trabalhos como produtor na produtora Sonima, onde conheceu Elis Regina e César Camargo Mariano. Assim, foi se consolidando como um dos nomes mais relevantes da música e da publicidade brasileira.

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Atualmente, Roth está com o projeto Ouro Velho, onde através de uma música por semana durante um ano, ele celebra sua carreira geracional. A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o artista sobre o trabalho de revisitar suas próprias músicas, as parcerias que fez ao longo dos anos e sobre como se manter atual com mais de 50 anos de carreira.

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Entrevista por Marina Moia.
————————————- Leia a íntegra:
Obrigada por falar com a Nação da Música! Thomas, recentemente você criou o projeto Ouro Velho. Poderia nos contar mais sobre esse projeto? Como surgiu a ideia de começa-lo?
Thomas Roth: Bom, foram vários os fatores: eu, na verdade, já vinha adiando, há anos, por várias circunstâncias diferentes, o lançamento das minhas músicas. Quando chegou a pandemia e eu comecei a perder conhecidos, e assistindo (horrorizado!) a tudo o que estava acontecendo, decidi: “é agora! Posso morrer amanhã!!”. Por que 52 músicas? Este número, além de representar “quantas semanas há em um ano”, tem duas motivações especiais pra mim:

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Estou completando 52 anos de música! Da música! Comecei no final dos anos 60, início dos 70, participando de inúmeros festivais, ganhando vários prêmios em dinheiro. Logo em seguida, simultaneamente, comecei a dar aula particular de violão/composição. E em 1973 entrei, definitivamente, num estúdio profissional de publicidade, onde tive oportunidade de trabalhar com músicos brilhantes, como Sérgio Augusto, Cesar Mariano, Cido Bianchi, Os Vikings, dentre vários outros. Eu assisti ao show “Falso Brilhantes”, de Elis Regina, 52 vezes!!! Tinha uma música minha, o “Quero” e eu tinha entrada franca. E o show era maravilhoso. Eu me sentia “uma criança entrando na Disney!”.

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Isso somado ao fato de que eu já tinha um volume muito grande de músicas novas, inéditas, pensei: “não quero lançar um single, um EP”. Eu queria mostrar às pessoas que eu tinha um volume grande de canções já gravadas por grandes artistas, mas, também, um volume novo. Aí resolvi fazer algo realmente inovador, inédito. 52 canções, uma por semana, com lyric vídeo e tudo. Um trabalho gigantesco, mas gratificante.

Como está sendo revisitar as obras da sua carreira, desde o começo dela?
Thomas Roth: Absolutamente maravilhoso. Quase que uma “volta às raízes”, apesar de eu nunca ter perdido minha identidade musical. Eu toco numa afinação diferente, que me propicia trabalhar com harmonias e sequências que são as mesmas há décadas. Mas, de qualquer forma, rever/reouvir coisas que eu não tocava mais, teve (e está tendo) um gostinho todo especial. Muitas lembranças, memórias, histórias que renascem…é uma viagem bem interessante. Carregada de muita emoção!

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Você se define como artesão da música. Como é saber que suas canções, além de terem feito sucesso na sua própria voz, também foram ecoadas por grandes nomes como Elis Regina, Ronnie Von, Roupa Nova, Emílio Santiago, ngela Maria, Flavio Venturini, Beto Guedes entre outros?
Thomas Roth: Desculpem, mas não tem como não ser piegas: é incrível. Me sinto absolutamente privilegiado. Eu cantei no coro de “Sabor Tropical” (Luiz Guedes e Thomas Roth) gravado por ngela Maria. Eu tive a honra de conviver com Elis, por dois anos. Tive a honra e o privilégio de gravar com o Roupa Nova, Com a própria Elis, conhecer ídolos como Ronnie Von, Flávio Venturini, Beto Guedes, Emílio Santiago, Gilliard, Leonardo, Daniel, Claudia Leitte…nossa, a lista é imensa! me senti, sempre, o mais afortunado dos seres. Eu sei o quão difícil é conseguir achar uma “brechinha na multidão” e, no meu caso, foram muitas as “brechinhas”. E fico feliz de perceber que valeu a pena ter, sempre, trabalhado muito, com muito afinco, muita honestidade, seriedade e conquistado um nível de respeito que me enche de orgulho.

São 52 anos de carreira, com muita história, é claro. Como se manter atual com as novas tendências, gêneros e tecnologias?
Thomas Roth: São três alicerces básicos, para isso: Eu trabalho com publicidade há quase 49 anos. E é um mercado extremamente exigente de coisas novas, modernas e vanguardistas. E minha concorrência é extremamente feroz e competente. Se eu vacilar, tô fora! Sempre trabalhei com muita gente jovem e hoje tenho um timaço misto de gente jovem e gente experiente e a troca de informações/influências é constante e sistemática! Eu NUNCA fui daqueles saudosistas de olhar pra trás e lamentar: “Ah… antigamente os músicos eram mais virtuosos, as letras eram mais elaboradas, os arranjos mais sofisticados, a música mais representativa da cultura do país. A arte!!”. Eu sou bastante “tolerante” no que diz respeito a “respeitar” as mais variadas manifestações musicais/culturais. Por mais efêmeras/fuleiras/pobres, que elas sejam. A música é reflexo direto dos valores da juventude, da cultura do povo e da educação. Este é um país que não investe em educação e cultura. Duas palavras quase sempre relegadas a um segundo plano. Ainda assim existem centenas de movimentos musicais, super criativos, interessantes, inovadores, surpreendentes e lindos. A questão é que a música é, como eu sempre digo, um grande iceberg. E a ponta visível é o que se vê/ouve no mainstream. Mas existe muita coisa maravilhosa sendo criada/ produzida.

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Depois do projeto Ouro Velho, que mescla inéditas e regravações, pretende lançar um material inteiramente inédito? O que pode nos contar dos próximos passos?
Thomas Roth: Pois é, ainda não parei (até porque meu trabalho na novela (Poliana Moça) tem me consumido por completo! Mas já estou com mais um monte de músicas (antigas e inéditas) e quero ver, ainda, o que eu vou fazer. Não tenho nada definido. Até porque são muitas as opções que estão se oferecendo. Não sei se vou sair pra estrada e fazer uns shows; se eu entro no estúdio e faço um “Ouro Velho” II – a Missão; não sei. Mas não quero parar. Estou com muita energia e muita vontade de colocar tudo na rua. Tenho recebido retornos muito animadores de pessoas que ouvem minhas músicas e se sensibilizam, choram, se comovem…então, não posso simplesmente dizer: “valeu, pessoal. Game over!” Não, eu quero mais!

Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Thomas Roth: Pô, me sigam no Insta (@thomasrothoficial) ou no Youtube. Comentem, se inscrevam, deem uma forcinha, porque é sempre bem vinda. Estou fazendo tudo na garra, na marra, na raça e toda e qualquer ajuda é muito bem-vinda! As pessoas não tem ideia, mas quando alguém se inscreve no teu canal, isso dá uma alegria e uma responsabilidade enorme! Só de saber que alguém tá te “ouvindo”, já é muito gratificante. Ah, e aproveito pra dizer/pedir pra galera, que eu estou em campanha rumo ao 1.000.000 de seguidores!!! Bora ajudar? Lá só tem 979.000! [risos].

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Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.