Falando de livros #15 – Resenha de “A Menina Que Brincava Com Fogo”

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A Menina Que Brincava Com Fogo é o segundo volume da trilogia Millenium, escrita pelo sueco Stieg Larsson. Sequência de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (cuja resenha vocês podem ler neste link), o livro nos introduz mais uma vez às histórias de tirar o fôlego de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Tudo começa quando o jornalista Dag Svensson e sua namorada Mia Johansson começam a escrever uma grande reportagem sobre o tráfico de mulheres na Suécia. Eles descobrem que grande parte dos clientes das jovens prostitutas são políticos, jornalistas e policiais; o material é rico e tem potencial para mudar de vez este quadro: não é para menos que o texto será publicado na revista Millenium. Porém, Dag e Mia são brutalmente assassinados e Lisbeth Salander é acusada. Sua situação só piora quando, dias depois, seu tutor, Nils Bjurman, também é encontrado morto.

Diante disso, Lisbeth some do mapa. Seu desaparecimento só agrava sua culpa perante todos e incita a mídia a acusá-la de ser uma pessoa violenta e problemática. Apesar das evidências serem fortes, Mikael Blomkvist não acredita que Lisbeth seja culpada e decide iniciar uma investigação própria, alheia à da polícia, para provar isso.

A Menina Que Brincava Com Fogo é um livro complexo, de leitura ágil e bastante descritiva (uma das melhores características na minha opinião). Stieg Larsson não quis apenas nos contar um romance policial cujo único objetivo é descobrir o culpado; ele nos apresenta ao passado dos personagens e nos entranha em seus problemas e dilemas.

 

Seguindo a linha da trilogia, que busca fazer um relato diversificado dos preconceitos com o sexo feminino, A Menina Que Brincava Com Fogo está repleto de personagens machistas. Paralelamente, as mulheres da obra continuam marcando presença com personalidades e atitudes fortes. Lisbeth, claro, é o maior exemplo – de frágil, ela só tem a aparência. Dona de um passado trágico, é interessante ver como os acontecimentos de sua infância e adolescência acabam justificando seu comportamento atual.

O livro deixa muitas pontas soltas que serão resolvidas no próximo – e último – volume da saga, A Rainha do Castelo de Ar. O livro termina de repente e praticamente te força a correr para a livraria mais próxima e comprar a continuação! Eu recomendo, e muito. A Trilogia Millenium é, de longe, uma das minhas preferidas.

Mais textos meus em: www.caindodeboca.com.br, www.nilsenideias.wordpress.com e www.potterish.com/category/colunas/autor/nilsen-silva/

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