Na noite de ontem, foi transmitida ao vivo a cerimônia do Oscar no Brasil. Dos nove longas que estavam concorrendo à tão esperada categoria de Melhor Filme, seis eram adaptações literárias.

Além do mercado editorial brasileiro estar buscando colocar livros que deram origem a filmes o mais rápido possível nas prateleiras das livrarias, um ponto interessante que deve ser comentado é o fato de que Hollywood recentemente pegou a mania de migrar a literatura para seus roteiros, uma vez que é mais fácil trabalhar com algo já pronto e criado.

Confira a lista abaixo:

  • A Invenção de Hugo Cabret

Hugo é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre momentos depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um androide, sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever uma importante mensagem. O problema é que o menino não consegue ligar o robô, nem resolver o mistério.

O livro é do autor Brian Selnick e foi lançado no Brasil pela SM Editora. O filme liderava com 11 indicações e levou para casa apenas as estatuetas referentes às categorias técnicas.

 

 

  • Cavalo de Guerra
Nova capa do livro "Cavalo de Guerra", de Michael Morpurgo, traz cenas da adaptação cinematográfica de SpielbergCavalo de Guerra começa com a notável amizade entre um cavalo chamado Joey e um jovem chamado Albert, que o domestica e o treina. Quando eles são forçados a se separar, o filme acompanha a extraordinária jornada do cavalo, seguindo seus passos pela guerra, alterando e inspirando a vida daqueles que encontra – a cavalaria britânica, os soldados alemães, e um fazendeiro francês e sua neta, – antes que a história atinja o clímax emocional no coração da Terra de Ninguém.
O filme foi indicado em seis categorias e infelizmente não ganhou nenhuma. A obra é do poeta e dramaturgo inglês Michael Morpurgo e foi lançada no Brasil pela WMF Martins Fontes.
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  • O Homem Que Mudou o Jogo
O Homem que Mudou o Jogo conta a história de um gerente de um time de baseball Oakland Athletics, chamado Billy Beane. Ele revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube, fazendo com que a equipe ficasse entre as melhores nos anos 70.
O longa foi indicado a seis categorias mas não venceu nenhuma. O livro, que ainda não foi lançado no Brasil, foi escrito pelo jornalista especializado em economia Michael Lewis e, ao contrário de seus concorrentes,  não se trata de uma ficção, mas sim um livro-reportagem intitulado “Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game”.
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  • Os Descendentes 
Com toques de comédia e drama, o filme conta a história de Matt King um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, que o ajuda na difícil decisão de vender um terreno herdado da família.
O longa contou com cinco indicações à estatueta e venceu apenas a de Melhor Roteiro Adaptado. O livro é o romance de estreia da americana Kaui Hart Hemmings e foi lançado no Brasil pela editora Alfaguara.
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  • Histórias Cruzadas

Skeeter é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

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O romance “Histórias Cruzadas”, no Brasil, se chama “A Resposta”. O livro foi escrito por Kathryn Stockett e lançado pela editora Bertrand Brasil em janeiro de 2012. O filme não levou nenhuma estatueta para casa.

  • Tão Forte e Tão Perto

Pôster do filme Tão Forte e Tão PertoA história gira em torno do excepcional Oskar Schell, que aos 9 anos já é inventor amador, admirador da cultura francesa e pacifista. Depois de encontrar uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, morto nos atentados de 11 de setembro, o garoto embarca em uma incrível jornada – uma busca frenética por um segredo cruzando as cinco regiões de Nova York. Ao percorrer a cidade, ele encontra pessoas de todos os tipos, todos sobreviventes em seus próprios caminhos.

O filme contou com duas indicações ao Oscar, mas não ganhou nenhuma. O livro, lançado no Brasil pela editora Rocco, é de Jonathan Safran Foer e teve seu título adaptado para “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”.

 

E aí, alguém já leu algum destes livros? Não deixe de comentar! ;)

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Espero que tenham gostado e até a próxima semana.

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