Of Monsters And Men
Foto: Reprodução / Facebook.

Na última sexta-feira, dia 26 de julho, o Of Monsters And Men lançou seu terceiro álbum de estúdio intitulado “Fever Dream”.

O disco vem após quatro anos do último lançamento “Beneath The Skin” e traz uma boa mudança na sonoridade do grupo islandês.

A primeira faixa “Alligator” é muita boa, mas difere um pouco do restante da produção. Então para iniciar o álbum, pode passar uma impressão diferente do que ele é. Já é possível observar algumas introduções de toques eletrônicos e possui um ótimo ritmo.

Ahay”, que vem na sequência, é bem mais tranquila do que a anterior, apresenta uma batida um pouco mais constante e traz refrãos bem leves. Ela é boa de ouvir, agrada bastante e encaixou bem dentro do tracklsit.

Róróró” tem uma introdução de piano excelente e essa parte instrumental se repete na música, o que é ótimo. Esta é uma das melhores deste novo álbum, possui vocais incríveis e versos que ficam na cabeça.

E com a mesma excelência que termina a anterior é que começa “Waiting For The Snow”. Por ser um pouco mais lenta, ela tende a agradar um público mais específico que se identifica com esse tipo de canção. Mas, novamente, os vocais são muito bem explorados e é uma faixa com sonoridade bem bonita e atraente.

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Vulture Vulture” traz uma boa influência pop e com a mistura do rock eletrônico misturada ao já apresentado rock eletrônico do grupo neste disco. Seu refrão é bem marcante e ela é um dos destaques positivos do álbum.

Em “Wild Roses” há uma boa combinação de ritmos. Seus versos são um pouco mais lentos, mas a batida aumenta e a faixa fica mais acelerada, explodindo no refrão. O tom maior de pop dá para notar bem, mas por essa variação dentro da mesma música, ela merece ser destacada também.

Os recursos eletrônicos que a banda decidiu utilizar ficam bem nítidos em “Stuck in Gravity”. O uso de sintetizadores chega a ser um pouco exagerado, mas isso não a deixa ruim. Ela vem numa crescente, tendo seu ápice no final quando o ritmo fica mais acelerado.

Sleepwalker” é uma música que, na parte instrumental, deixa um pouco a desejar. Ela é meio repetitiva e essa simplicidade dela ofusca a canção no meio de outras que são mais bem trabalhadas no disco.

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Fazendo um bom contraponto, “Wars” chega já mais animada do que a anterior e com uma base ótima. Ela é outra que é extremamente cativante, seu ritmo é um pouco dançante e envolve bem quem está ouvindo.

Under A Dome” já é uma canção mais densa, dá para perceber um uso maior de instrumentos graves e batidas lentas e pausadas ao fundo. Outra diferença bem marcante é a distorção usada no vocal, deixando bem computadorizado. Ela dá outra cara para a banda, para quem gosta desse tipo de canção, vai se identificar.

Soothsayer” fecha muito bem o disco. Ela entra com uma guitarra mais aparente e a voz mais bem trabalhada aqui. No refrão, a bateria fica mais evidente, mas o vocal se mantém leve, o que dá um contraste interessante. Não é a melhor do álbum, mas foi uma boa escolha para encerrar.

A demora para lançar um novo trabalho se justifica por esta repaginada que o grupo teve. Uma mudança de ritmo, saindo de um folk para algo construído com mais foco no eletrônico e com diversos recursos neste aspecto. Então é uma reconstrução musical que que podemos observar com certa clareza.

Dentro das 11 faixas, há uma variação de ritmos e velocidades. Num geral, é um álbum inconstante, mas com músicas boas. Por entrar num estilo diferente do que o grupo fazia, ele tende a gerar opiniões diversas, mas é uma produção bem feita.

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