Resenha: “To Let A Good Thing Die” – Bruno Major (2020)

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Bruno Major
Foto: Reprodução / Facebook
@nacaodamusica

A estreia de Bruno Major na cena musical britânica em 2017 foi um suspiro de ar fresco que o rendeu certo reconhecimento no Reino Unido e principalmente em mercados asiáticos. Além de conquistar o público com seu melódico groove soul e blues, o artista chamou a atenção de grandes nomes do mainstream que o possibilitou alçar voos mais altos. Sua aspiração e visão é reforçada em “To Let A Good Thing Die”, seu segundo registro de estúdio que repete e fórmula de sucesso de seu debut e entrega hinos românticos e carregados de sinceridade, profundidade e serenidade.

O single “Old Soul” dá o pontapé inicial ao álbum e conta ao ouvinte como está o estado de espírito do eu-lírico. Como num diário, Major abre seus sentimentos e se mostra decepcionado com o amor (I gave you control, you gave me a heart attack / It’s the reason why I never called you back). Logo de cara, a atmosfera relaxante acompanhada de um abafado solo de guitarra constroem a perfeita estrutura para uma canção de blues brilhar.

Divagando em seus pensamentos sonhadores e românticos, o artista idealiza, em “The Most Beautiful Thing“, uma paixão utópica e fantasiosa, criando personagens e cenas em sua cabeça como se estivesse imerso em um universo paralelo (I tried to reassure the waiter / Say you’re down the street / He laughed at me).

Cantando sobre a rotina mundana de um casal em “Nothing“, o eu-lírico se declara para seu amor fazendo referência às coisas simples e belas da vida, como jogar videogame, dançar, ter conversas bobas ou simplesmente não ter nada para fazer — apenas curtir a presença um do outro. Em “Regent’s Park“, acordes clássicos de piano tomam conta da melodia e mostra o artista lidando com o fim de seu relacionamento (Since I have nothing left to say / That will make you change your mind / I’ll say goodbye on a beautiful spring day).

A hipnotizante e vintage sonoridade blues e soul dão um toque chique para “Old Fashioned“, mais uma sonhadora faixa sobre se apaixonar de uma maneira “às antigas”, novamente divagando e fantasiando sobre tais situações (I’ll put on my Sunday best / You pick out your favorite dress / I’ll take you somewhere new / I’ll be old fashioned for you). “She Chose Me” fala sobre a sensação de ser correspondido no amor (From time to time, I ask myself / Why was it I and not someone else? / The most beautiful girl in all of the world / And she chose me).

Pausando os tópicos românticos e acordes retrôs, Bruno Major mergulha no folk. “Figment Of My Mind” fala sobre uma psicodélica, esotérica e mística viagem para dentro de si mesmo, o que o fez explor novas dimensões e sensações. “Tapestry” compartilha um sincero e puro amor que permanece mesmo após um relacionamento se encerrar (You will always be part of my tapestry).

Sutil do começo ao fim, o britânico encerra a jornada do disco com a faixa título. “To Let A Good Thing Die” é um dos poucos momentos racionais do cantor. O qual reflete sobre fim de ciclos, relacionamentos e fases (Life isn’t like the movies, but it sure will make you cry / When it dawns on you it’s time to say goodbye). De maneira sóbria, a aceitação de que algo acabou é parte do processo de cura de feridas provenientes de assuntos mal resolvidos, portanto, seguir em frente e se desprender de algo ou alguém, apesar de difícil, é preciso (Stop wishing for forever ’cause nothing ever lasts / If it’s keeping you from sleeping, wipe the tear from your eye / ’Cause sometimes, it’s time to let a good thing die).

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