Resenha: Sum 41 faz show, no mínimo, memorável, em São Paulo

Foto: Divulgação.

Foram cerca de 15 anos de espera. Sim, os brasileiros esperaram todo esse tempo para, finalmente, conferir de perto o show da banda Sum 41, grupo que já lançou mais de oito álbuns ao longo da carreira e sempre contou com fãs fiéis, desde o início dos anos 2000.

No total, foram três “bandas de abertura” para que o público pudesse receber a banda principal. Back Drop Falls e La Raza mantiveram a multidão morna, mas após o grupo Strike subir ao palco, tudo mudou. A banda apostou em sucessos do Charlie Brown Jr. e hits da carreira para não deixar a peteca cair em nenhum momento, a estratégia deu mais que certo, e o público cantou junto grande parte do tempo.

O Sum 41 começou o show com poucos minutos de atraso e já sacudiu os fãs com a agitada “The Hell Song”. De longe, dava para se perceber a alegria do público em estar vendo a banda, em nenhum momento eles perdiam a chance de gritar “Sum 41!”, aplaudir, gritar e cantar junto, um belo espetáculo para qualquer apreciador de shows.

Talvez fosse o êxtase por ver o grupo, mas algo tornou a apresentação deles em São Paulo muito especial. No geral, eram poucas pessoas distraídas com o celular ou filmando o tempo todo, os fãs curtiram o momento, e isso foi visto com clareza por mais de uma hora e meia de apresentação. Mas claro, músicas como “With Me”, “In Too Deep”, “Pieces” e “Fat Lip” fizeram a galera levantar seus celulares e gravar alguns momentos, já que estes são alguns clássicos da carreira do Sum 41. O grupo até chegou a apresentar uma versão autêntica de “We Will Rock You”, sucesso do Queen.

Deryck Whibley mostrou muita desenvoltura para falar com seus fãs, disse muitos “thank you”[obrigado] e agradeceu a presença de todos. O vocalista não parou sequer um segundo no palco, assim como a plateia, e fez questão de interagir com toda a banda durante a apresentação. Uma cena mais do que especial foi conferir o público ecoando um “VAI CHAPE!” durante a pausa da banda para as três últimas músicas.

Após 22 músicas, foi a hora da banda se despedir do público, mas o momento não foi tão difícil já que o show superou qualquer expectativa que os fãs pudessem ter criado. Foi impecável do começo ao fim, isso, até alguém que não dá suspiros pela banda poderia afirmar. Foram muitos anos de espera, mas recompensados dignamente.

Setlist: Aqui.

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Juliane Romanini

Passo a maior parte do tempo escrevendo, procurando por bandas novas, lendo de tudo um pouco, destruindo umas paranoias da minha cabeça e assistindo tudo que vejo pela frente na Netflix. E por favor, make emo great again.

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