Resenha: “Glory Days” (2016) – Little Mix

Durante a nossa infância e adolescência conhecemos boybands e girlbands, ficamos fãs, sofremos com a sua separação, mas mesmo assim não desistimos deles. Little Mix foi o grupo vencedor da edição de 2011 do X-Factor UK, e diferente do que muitos pensavam, a girlband está viva até hoje. Leigh-Anne, Jesy, Jade and Perrie lançaram o seu quarto álbum de estúdio, o intitulado “Glory Days”, no dia 18 de novembro de 2016 e mostraram o seu trabalho mais maduro até agora, além de revelar mais da sua identidade como grupo.

O novo disco do quarteto traz um lado mais pessoal das integrantes, mas com a fórmula do que deu certo nos seus últimos álbuns. Apesar de ser algo que já escutamos delas, não pense que esse trabalho caiu na mesmice. O disco é bem constante, com alguns pontos fracos, mas no geral apresenta músicas bem divertidas com características bem mais marcantes em cada música.

“Glory Days” é aberto pelo seu primeiro single divulgado “Shout Out to My Ex”. Essa é uma das faixas que mais destoam da identidade do disco, mas também é uma das mais queridas do público por trazer o lado mais pessoal do grupo. Na sequência escutamos “Touch” que já traz uma batida que vai agradar qualquer fã de pop e se encaixa bem nos hits que fizeram sucesso nos últimos tempos. Os vocais também se apresentam muito bem nessa canção – isso pode ser melhor percebido na versão acústica presente no final do álbum. “F.U.” viaja no tempo com a sua melodia, assim como o single do álbum passado “Love Me Like You”, os vocais funcionaram muito bem aqui. “Oops” traz uma parceria com Charlie Puth, mas para mim é um dos pontos fracos do disco. É uma canção bem morna, que não empolga. Seguindo essa linha “You Gotta Not” também não agrada muito. Ela foi co-escrita com Meghan Trainor, e eu tenho certeza que nem se fosse cantada pela cantora, a faixa seria interessante.

“Down & Dirty” se apresenta com umas batidas mais pulsantes, mas já volta a animar o disco. Aqui já vemos uma letra mais interessante também – inclusive com referência a Game of Thrones. Provavelmente não funcionaria como single, mas se encaixa bem no disco. “Power” é uma faixa interessante. Traz vocais muito bons, de um jeito que ainda não vimos elas se arriscando. “Your Love” acalma um pouco a energia do disco e até parece fazer parte da trilha sonora de algum filme da Disney. “Nobody Like You” é a balada do álbum e mostra bastante vulnerabilidade na voz das integrantes. Não acho que seja a melhor das letras já escritas, mas é uma canção que funciona com os vocais mais emotivos e o piano.

O álbum volta a ter uma vibe mais divertida com “No More Sad Songs”. Para um álbum que trata bastante do momento término e pós término essa é uma canção que se encaixa bem na segunda categoria e que qualquer mulher se identifica. Funcionaria muito bem como single também. “Private Show” pode chegar de uma maneira inesperada para alguns, mas traz boas referências dos hits dos anos 2000 e já bota todo mundo para dançar. Não sei se “Nothing Else Matters” foi a melhor escolha para encerrar o disco, mas é uma canção que vai funcionar muito bem na turnê.

Tracklist:

  1. Shout Out to My Ex
  2. Touch
  3. F.U.
  4. Oops
  5. You Gotta Not
  6. Down & Dirty
  7. Power
  8. Your Love
  9. Nobody Like You
  10. No More Sad Songs
  11. Private Show
  12. Nothing Else Matters

Nota: 8,0

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Andressa Oliveira

Metade campograndense, metade paulistana, jornalista e apaixonada por música. Escreve para o Nação da Música desde 2012, estuda música desde pequena, é obcecada por reality shows musicais, odeia atender telefone, mas não vive sem seu celular. Seriados, livros e comida também não podem faltar em sua vida.

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