Radiohead
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

Neste domingo (22), o Radiohead se apresentou em São Paulo pelo Soundhearts Festival. O grupo voltou para a cidade depois de nove anos, quando vieram pela primeira vez no Brasil. Como atração principal, os ingleses foram os últimos a tocar no final da noite.

Ainda com pouco público no local, os brasileiros do Aldo The Band iniciaram seu show e conseguiram agitar bem as pessoas que já estavam por lá. Com um jeito bem exótico, Junun, grupo que também toca o guitarrista Jonny Greenwood, fez um show bem diferente, muito animado e contou com uma boa relação da plateia presente.

Última apresentação antes do headline do dia, Flying Lotus fez uma ótima performance. O DJ tocou entre dois telões, o que permitiu uma criação visual bem mais completa. Com diversos efeitos que variavam de acordo com a batida e a música, ele levou uma mistura de hip hop e eletrônico. Foram, aproximadamente, meia hora de show de cada um dos artistas.

A tão esperada atração da noite entrou um pouco depois das 20h. Radiohead abriu seu setlist com “Daydreaming”, do álbum “A Moon Shaped Pool”, de 2016 apenas com voz e piano. O ritmo já foi acelerado na sequência quando tocaram “Ful Stop”, do mesmo disco.

O vocalista Thom Yorke estava bem animado, diversas vezes arriscou danças no palco, e esse entusiasmo era visto nos demais integrantes também. Por outro lado, a interação com o público foi quase nula, o máximo que o cantor falava era um “obrigado”, em português, e voltava para a música.

O jogo de luzes foi outro ponto que contribuiu muito para o show. A cada troca de canção, a iluminação mudava também. Além de um globo posicionado no teto que dava mais um efeito e jogava luzes ao público. O telão ao fundo ainda tinha uma montagem que juntava as diferentes filmagens dos integrantes. O único problema foi quando os telões laterais falharam, o que prejudicou principalmente quem estava ao fundo.

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A apresentação ressaltou, além de tudo, o multitalento de Thom Yorke, que passou durante a noite pela guitarra, violão, piano e até chocalho. Além claro, da sua excelente voz. Musicalmente, foi um verdadeiro espetáculo. Com duas baterias (e em determinadas músicas até três, quando usavam uma menor), o som ficava ainda mais completo.

A escolha das músicas foi bem variada. Na apresentação que durou quase duas horas e meia, os ingleses passaram tanto pelos discos da década de 90 quanto os mais atuais, atendendo às expectativas dos fãs. O setlist também abriu espaço para canções mais lentas, como “No Surprises”, por exemplo.

Antes de darem a primeira pausa, tocaram “Idiotique”, do “Kid A” (2000), que já vinha embalada pela “2+2=5”, do “Hail tho The Thief” (2003). O primeiro bis foi composto por seis músicas, incluindo “Exit Music (for a film)”, do “Ok Computer” (1997), que não esteve presente no Rio de Janeiro, no show de dois dias antes.

Quando saíram do palco pela segunda vez, parte do público estava apreensivo por algumas músicas que não tinham sido tocadas, alguns gritaram por “Present Tense” e foram atendidos de prontidão. O grupo voltou ao palco de novo começando pela própria música, passando por “Paranoid Android” e finalizando com “Fake Plastic Trees”, que também não foi tocada para os cariocas.

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Apesar de algumas músicas como “Karma Police” terem ficado de fora e deixado um pequeno clima de frustação, os fãs saíram satisfeitos e o grupo conseguiu deixar a plateia eufórica e emocionada em diversos momentos.

Setlist:

Daydreaming
Ful Stop
15 Step
Myxomatosis
You and Whose Army?
All I Need
Pyramid Song
Everything in Its Right Place
Let Down
Bloom
The Numbers
My Iron Lung
The Gloaming
No Surprises
Weird Fishes/Arpeggi
2 + 2 = 5
Idioteque

Bis 1
Exit Music (for a Film)
Nude
Identikit
There There
Lotus Flower
Bodysnatchers

Bis 2
Present Tense
Paranoid Android
Fake Plastic Trees

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