Country-Pop: 6 artistas que estão revitalizando o gênero musical

Country Pop: Yola, Kacey Musgraves e Orville Peck
Yola: Joseph Ross Smith / Divulgação | Kacey Musgraves: Divulgação | Orville Peck: Drew Kirsch / Divulgação
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Criado no sul dos Estados Unidos, misturando aspectos das músicas tradicionais dos povos nativo-americanos e do blues, o country é um gênero musical que é caracterizado por suas letras honestas e utilização de instrumentos de corda como o violão e banjo. No entanto, devido ao caráter conservador do indivíduo sulista americano, esse tipo de música ficou marcado com essas opiniões políticas também.

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Além disso, o gênero teve em sua maioria homens brancos como suas maiores estrelas – dando espaço para uma ou outra mulher branca ao longo de anos. No entanto, nos últimos tempos, uma vanguarda tem se formado e criado música country-pop, revitalizando o country e dando a ele fama entre as novas gerações.

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Com seu primeiro e único, até agora, álbum, “Pony”, solto em 2019, o cowboy mascarado Orville Peck é um exemplo perfeito de alguém abrindo a força seu espaço dentro do country. Assumidamente gay, o cantor com sua característica voz grossa e suas letras poéticas está conseguindo crescer cada vez mais – tendo até a presença da cantora e lenda Shania Twain em seu último EP “Show Pony”, lançado no fim de 2020.

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Conhecido por nunca revelar seu rosto, Orville Peck é uma das forças da comunidade LGBTQIA+ no country-pop – mas nem de longe é a única. A drag queen Trixie Mattel nasceu no sul americano, no estado de Wisconsin, e cresceu ouvindo esse gênero musical – e produzindo ele desde pequena. Ficando famosa por sua aparição na temporada 07 do reality show RuPaul’s Drag Race e por ter vencido seu spin-off All Stars, a artista já lançou três álbuns de country, explorando diferentes momentos desse tipo de música.

“Two Birds” (2017), “One Stone” (2018) e “Barbara” (2020) são discos que fazem um showcase desse gênero de canções, indo do mais clássico violão e banjo, para o country-pop mixado com batidas eletrônicas inspirado pela cena dos anos 1960.

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Outra potência queer no country é a já lendária cantora Brandi Carlile, conhecida por misturar pop, rock, folk e até indie em seu ramo do country – sempre refletindo suas experiências de vida em suas letras honestas e pessoais. Por exemplo, em seu disco “By The Way, I Forgive You” de 2018, a artista fala sobre a sua filha Evangeline, junto com sua esposa Catherine Shepherd, e das dificuldades da maternidade lésbica – com o álbum até recebendo uma indicação ao Grammy’s.

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Brandi Carlile também faz parte da banda de country The Highwomen, que lançaram seu primeiro projeto homônimo em 2019 – junto com outra estrela desse gênero musical, a cantora Maren Morris. Parte da cena do country tradicional em Nashville, a artista decidiu levar suas músicas em uma jornada diferente, misturando nos discos “Hero” e “Girl” – esse último também lançado em 2019 – guitarras, baterias, batidas eletrônicas e referências atuais nas suas faixas.

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Uma das muitas estrelas novas no country atual é a inglesa Yola, que faz de sua especialidade um mix de country americano, blues, pop e até um pouco de rock. Em seu último álbum, “Stand Up For Myself” lançado em 30 de julho desse ano, a cantora fala sobre suas experiências como uma mulher negra dentro da música country, sobre ter que apagar sua negritude, assimilar-se à cultura branca do sul estado unidense, e, por fim, sobre a liberdade de se separar dessas ideias e realmente se orgulhar de suas raízes, as expondo em uma plataforma que raramente ouviu uma voz como a dela.

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Inegavelmente, a grande figura dessa vanguarda do country é a cantora texana Kacey Musgraves – que acabou, na última sexta-feira (10), de lançar seu mais novo disco, a odisseia “star-crossed” – como você pôde conferir aqui na Nação da Música. Sem nenhum medo de misturar gêneros musicais, batidas e narrativas, a artista tinha tudo para ser apenas mais uma participante do country antigo, mas virou todas as expectativas de ponta cabeça. Em faixas como “Follow Your Arrow”, ela tece uma crítica social, mas também mostra seu apoio à causa LGBTQIA+, além de ir contra o conservadorismo americano em diversas outras instâncias. Ganhando o Grammy de Álbum do Ano em 2019 pelo projeto “Golden Hour”, Kacey Musgraves continua se mostrando como uma potência imensa do country e do pop, na verdade.

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Esse subgênero musical, do qual muitos outros artistas fazem parte – além dos seis citados aqui, está dando nova vida ao country. Atraindo cada vez mais as novas gerações, o country-pop é a abertura de porta a esse tipo de música, que por muitos anos pareceu fechado a qualquer pessoa que não compartilhava dos privilégios de suas grandes estrelas.

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Estudante de jornalismo, não-binárie e apaixonade por música. Sempre aberte para ouvir qualquer gênero, artista ou década. O universo do pop, principalmente hyperpop, k-pop e synthpop, é onde eu vivo e sobrevivo.