
Na última sexta-feira (06), a cantora e compositora Beatrice divulgou seu mais novo trabalho, “Instinto Incontrolável”, acompanhado de videoclipe. O audiovisual conta com a direção de Marcela Travassos e foi gravado na Prainha, no Rio de Janeiro.
A Nação da Música conversou com Beatrice sobre o processo criativo da música, as referências artísticas, o videoclipe e também a nova fase da carreira.
Entrevista por Marina Moia.
——————————————- Leia a íntegra:
A música fala de um sentimento tão intenso que “beira o surreal”. Pode nos contar sobre o processo criativo da música ao transformar isso em letra e melodia?
Beatrice: Essa música nasceu de uma sensação que eu não conseguia explicar, só sentir. No processo criativo, eu tentei traduzir essa vertigem emocional em melodia algo que crescesse, que envolvesse, que tivesse esse ar quase cinematográfico. A letra veio muito intuitiva. Eu queria que quem escutasse sentisse essa mesma intensidade, essa coisa que é tão forte que chega a parecer surreal.
Essa foi a primeira música escrita para o seu namorado. Como foi se permitir ser tão íntima numa composição?
Beatrice: Eu sempre escrevi sobre sentimentos profundos, mas escrever diretamente para alguém que está vivendo aquilo comigo foi como se eu estivesse preparando um presentinho pro meu namorado, e eu sou uma pessoa que eu amo preparar presentes. Essa música é a prova de que eu estou vivendo um amor tranquilo, verdadeiro, e me permitir expor isso foi um passo importante na minha evolução pessoal e artística.
Você traz consigo referências como Whitney Houston, Tina Turner, Cyndi Lauper, Rita Lee e Paula Toller. Como equilibrar essa nostalgia oitentista com um pop contemporâneo?
Eu amo essa força e essa personalidade que os anos 80 tinham. Essas artistas são gigantes porque tinham identidade. O meu equilíbrio vem justamente de não tentar reproduzir uma estética inteira, mas pegar elementos, atitude, presença vocal, dramaticidade e trazer isso para uma produção mais atual. É como se eu pegasse a alma oitentista e vestisse ela com uma roupa pop contemporânea. Eu gosto dessa mistura entre nostalgia e frescor.
O clipe foi gravado num motoclube, ao amanhecer, com Harley-Davidson. Como foram as gravações?
Beatrice: Foram intensas (risos). Gravamos ao amanhecer porque queríamos aquela luz mais rosada de amanhecer. Precisávamos de um lugar onde passasse menos carro, porque para me gravar em cima da moto tinha um carro ao lado com a filmaker. Foi tudo muito sincronizado, muito técnico. Mas ao mesmo tempo foi pura aventura. A Harley trouxe essa sensação de liberdade que conversa muito com a música.
Esse single abre um novo ciclo. O que podemos esperar dos próximos lançamentos dessa era?
Beatrice: Esse single é o início de uma fase mais madura e mais segura de quem eu sou artisticamente. Os próximos lançamentos vão trazer uma pegada mais forte dos anos 80, até a sonoridade um pouco mais crua.
O que essa Beatrice de agora tem de diferente da fase “Controverso”?
Beatrice: “Controverso” foi uma fase muito marcada por dor e conflito interno. Era um momento de questionamentos e sofrimento. A Beatrice de agora vive algo diferente: um amor tranquilo, consciente e real. Eu não estou mais tentando sobreviver aos sentimentos, estou vivendo eles com leveza. E isso muda tudo na forma como eu escrevo e me posiciono.
Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Beatrice: Eu quero agradecer de coração por estarem aqui, por acompanharem meu trabalho e contribuírem com a minha carreira. Cada pessoa que escuta, compartilha ou se conecta com a minha música faz parte dessa caminhada. Eu espero que minhas canções abracem vocês da mesma forma que a música me abraça todos os dias.
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