
No dia 23 de janeiro, a cantora e compositora CALI, natural de Porto Ferreira (SP), divulgou o primeiro álbum da carreira, “TRAMA”, nas plataformas digitais.
A Nação da Música conversou com CALI sobre a criação do trabalho, as influências musicais que carrega consigo e também a colaboração com o produtor Kafé.
Entrevista por Marina Moia.
————————————– Leia a íntegra:
“TRAMA” é um nome muito simbólico para um álbum que transita entre prazer, desejo e temas mais profundos. Esse equilíbrio foi algo planejado ou aconteceu naturalmente? Como foi o processo de criação do disco?
Cali: Aconteceu de forma muito natural. A vontade de lançar um álbum veio justamente porque essa trama estava começando a nascer em 2023, quando compus “Lado Ruim”, “Qq cê sabe de mim”, “Baile”… Elas diziam tanto sobre a artista que sou, de formas tão distintas, que percebi que precisava amarrá-las em um disco completo, não dava pra serem singles soltos.
No começo de 2024, chamei o Kafé pra levantar esse projeto comigo e, daí em diante, fui compondo o resto das faixas. Criava o rascunho, mandava pra ele de forma remota e ele me devolvia um beat mais lindo que o outro. Nos encontramos em SP algumas vezes apenas para gravar as vozes, no estúdio Noise Academy.
Kafé assina a produção do álbum e participa de “Baile”, que é uma faixa muito corporal, sensual e direta. Em que momento ela nasceu dentro do álbum?
Cali: Compus minha parte de Baile numa viagem sozinha para Barcelona, antes mesmo de saber que ia fazer um disco. Mas, quando soube, entendi que ela entraria pra setlist e seria uma das faixas principais.
Ela diz muito sobre minha vertente sensual, corporal, direta, como você disse. É algo que sempre foi latente no meu trabalho, é uma das formas como me expresso no mundo e representa muito bem esse lado caliente do disco, algo que Kafé traz muito no seu próprio trabalho também.
O que muda quando o produtor também entra como colaborador criativo na faixa?
Cali: Ela fica melhor ainda [risos]. Das 10 músicas que fizemos, essa sempre foi uma das favoritas do Kafé. Chamei ele pra participar depois que a minha parte já estava pronta e foi o match perfeito. Essa vibe caliente combina muito com a persona e a discografia dele também.
Suas referências vão de Rosalía e Sevdaliza a Rita Lee e Marina Sena. Como navegar entre essas influências sem perder sua identidade?
Cali: Pra mim funciona assim: eu identifico o que é que gosto no trabalho de cada uma delas. É a voz? A mensagem? A sonoridade? A comunicação? Cada artista tem sua magia, algo que só ele faz daquele jeito. Daí vem a inspiração. Já a identidade, tem muito a ver com autoconhecimento. Eu nunca vou ser a Marina Sena, mesmo que me inspire nela. Minhas raízes são outras, assim como minhas referências. Por isso é tão importante pro meu artístico me manter conectada a mim, às coisas que amo, ao meu interior (literalmente).
Você brinca que faz música pra “quem gosta de refletir rebolando”. O que você espera que o público leve de “TRAMA”?
Cali: Eu espero que “TRAMA” seja um álbum que a pessoa coloca quando quer se animar, se sentir poderosa, dançar, sensualizar. Tudo isso se sentindo inteligente, próspera e sábia. Não é um álbum de pop genérico, mas ele é bastante palatável. Eu espero que o disco seja para os ouvintes como uma comida que, vira e mexe, dá vontade de por na boca.
Depois de “TRAMA”, que Cali você quer apresentar nos palcos? O que podemos esperar da sua carreira em 2026?
Cali: Quero apresentar uma artista esteticamente coerente, performática, forte, que aborda questões profundas, mas que é bem-humorada e não abre mão da sua sensualidade. Em 2026, podem esperar o desenrolar dessa trama. Quem sabe com clipes, quem sabe com versões acústicas das músicas…
Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Cali: Queridos leitores, obrigada por terem lido até aqui e espero que se apaixonem pelo universo TRAMA tanto quanto eu. Um grande beijo!
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