Mike Muir fala sobre volta do Suicidal Tendencies ao Brasil com turnê exclusiva

suicidal tendencies Credit to @MELHUMMEL
Divulgação/Mel Hummel

Na tarde desta terça-feira (09), o vocalista do Suicidal Tendencies, Mike Muir, falou sobre o retorno da banda ao Brasil durante coletiva de imprensa no Estúdio Central, em São Paulo. Com algumas vindas ao nosso país na conta, o grupo punk chega agora, após um intervalo de cerca de 5 anos, com a turnê exclusiva “NÓS SOMOS FAMÍLIA”

“Nós sempre planejamos voltar e trazer mais datas. Estávamos planejando muitas coisas diferentes, mas aí, boom: a Covid aconteceu. Então estou muito animado de voltar, e dessa vez ainda, meu filho mais velho, que acabou de fazer 20 anos, está aqui também. É ótimo poder ver os amigos que eu fiz, e muito excitante poder tocar em mais cidades, especialmente em São Paulo”, disse o artista.

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A turnê leva o nome do single lançado no começo deste mês, que traz uma versão em português da faixa “We Are Family”, do álbum “Freedumb” (1999), gravada por grandes nomes da música nacional, como Badauí (CPM22), B Negão (Planet Hemp), João Gordo, Rodrigo Lima (Dead Fish), Supla, Fernanda (Crypta), Marcão Britto e Thiago Castanho (Charlie Brown Jr), além dos campeões mundiais de Skate Sandro Dias e Pedro Barros. Fazendo questão de acompanhar todo o processo mesmo que à distância, Mike destacou a importância de ver tantas pessoas reunidas num projeto que celebra o legado do Suicidal Tendencies. 

“Eu gosto de pessoas que fazem suas próprias coisas. Então, pra nós, não foi sobre tentar achar pessoas específicas para fazer uma linha de frente; foram pessoas que eu tive oportunidade de conhecer e que, obviamente, estiveram dispostas a mudar suas agendas. Tivemos muita gente participando e trabalhando pra isso dar certo, sem soar como se só tivéssemos jogado um monte de coisas juntas numa música só, e a versão final acabou ficando bem natural. Fiquei emocionado de ver que tantas pessoas estavam animadas e queriam fazer isso acontecer”, relembra. 

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Com shows marcados nas cidades do Rio de Janeiro (12/7), São Paulo (13/7), Curitiba (14/7), Florianópolis (16/7) e Belo Horizonte (17/7), originalmente, o Suicidal Tendencies passaria também pela cidade de Porto Alegre, que teve o evento suspenso por conta da tragédia que se alastrou no Rio Grande do Sul devido às fortes enchentes. “É triste porque a maior parte das pessoas do mundo não sabe disso por não estarem interessadas. Eu conheço pessoas que tiveram suas famílias afetadas, e é muito difícil ver aquelas imagens. Recebemos muitos e-mails pedindo para os shows não serem cancelados, porque eles queriam ter alguma sensação de normalidade, mas o promotor disse que, infelizmente, não seria possível”, comentou Muir, garantindo a volta da banda ao estado assim que possível, mesmo que para um show gratuito.

Outro motivo que torna a turnê “NÓS SOMOS FAMÍLIA” especial, tanto para a banda, quanto para os fãs, se dá pelo fato desta ser a primeira vez que o Suicidal Tendencies vem ao Brasil com sua nova formação, que conta com Jay Weinberg como novo baterista. Anunciado no ST em março deste ano, o ex-Slipknot já havia tocado com Mike Muir e Robert Trujillo, por insistência do próprio filho do líder da banda.

“Teve uma época que o Robert estava com disponibilidade no Metallica pra fazer alguns shows na Austrália com o Infectious Groove, mas o Brooks Wackerman não podia, e precisávamos de alguém para a bateria. Meu filho Tyson ficou me perguntando quem iríamos colocar no lugar e insistiu muito para que eu convidasse o Jay. Isso porque, há alguns anos, fizemos uma turnê com o Slipknot, quando o Jay tinha acabado de entrar. Meu filho tinha uns 5 anos e estava com a gente durante o photoshoot e, vendo as fantasias de palhaço deles, veio me perguntar: ‘eles são boas ou más pessoas?’. Eu respondi que eles eram muito bons pra mim, aí o Jay chamou o Tyson e deu umas baquetas pra ele, e isso foi o suficiente. […] Sempre soube de passagens de som que ele era um grande baterista e extremamente versátil. Com 19 anos ele tocava na banda do Bruce Springsteen substituindo o pai! Mas fiquei muito impressionado quando ele tocou com o Infectious Groove pela primeira vez, ainda mais tendo acabado de passar por uma cirurgia. Então tem sido ótimo fazer essa transição e tocar com ele agora no Suicidal”, relatou o cantor.

Para além dos shows feitos pelo Suicidal Tendencies, a conexão de Mike Muir com o Brasil vai além do profissional. O que começou através do skate, graças a seu irmão, Jim Muir, tornou-se uma relação quase que familiar, a ponto do norte-americano visitar o país cerca de quatro vezes somente antes da pandemia, revendo ainda seus amigos do Charlie Brown Jr. Ao Nação da Música, o artista explicou porque se impressiona tanto com os brasileiros.

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“Levou uns 10 anos pro Suicidal conseguir ir pra Europa, o que foi bem difícil. Então, eu tento sempre encontrar bandas que ainda não são tão “grandes”, porque sinto que, muitas vezes, as pessoas acham que precisam soar como outras bandas para se encaixar. Não importa o lugar do mundo, sempre vou preferir ouvir quem faz o próprio som. E poder ter estado em Santos com os caras do Charlie Brown Jr e outras pessoas que me contaram tantas histórias e situações, meio que me fez sentir uma maior conexão com o Brasil. Queria poder ter sido mais próximo deles desde o início, apesar da questão do idioma – já que eles não falam muito bem inglês e eu não falo nada de português. Sempre que eu vinha ao Brasil, me perguntavam ‘o que você está fazendo aqui de novo?’ (risos). Acho que as pessoas percebiam que eu queria estar aqui”, constatou.

Emendando na fala de Muir, o produtor de shows da Times For Fun, Alex Palaia, que acompanhava o artista na coletiva, acrescentou também ao NM como a relação dos fãs brasileiros com o vocalista do ST é tão recíproca, que já foi capaz de quase literalmente “parar o trânsito”. “Uma vez, a gente tava andando num dos pontos ali em Santos e o Mike quis comprar um (energético) Monster num (mercado) Pão de Açúcar. Tinha um cara andando a milhão de skate, aí ele olhou pro lado e disse ‘Mike Muir no Pão de Açúcar de Santos?’ e o carro que tava na frente quase atropelou ele”.

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Natália Barão
Natália Barão
Jornalista, apaixonada por música, escorpiana, meio bossa nova e rock'n'roll com aquele je ne sais quoi