Entrevistamos Tarcísio Badaró sobre segundo álbum “Deserto do Tempo”

TARCISIO BADARO
Foto: Ethel Braga
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Nesta sexta-feira (26), o cantor e compositor – e também jornalista – Tarcísio Badaró divulgou o segundo álbum da carreira, “Deserto do Tempo”. O trabalho sucede a estreia que veio com o disco “Curiango” no ano passado.

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A Nação da Música conversou com Tarcísio Badaró sobre o processo criativo de “Deserto do Tempo”, as diferenças entre o primeiro e segundo álbum e também sobre as inspirações dele.

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Entrevista por Marina Moia.
————————————– Leia a íntegra:
Obrigada por falar com a Nação da Música, Tarcísio! Você lança o seu segundo álbum, “Deserto do Tempo” nesta sexta-feira. Poderia nos contar sobre como foi o processo criativo do trabalho?
Tarcísio Badaró: Com a pandemia, fiquei muito em casa – e quase todo o tempo em meu homestudio. Nesse cenário foi natural arranjar músicas que havia feito ao longo da vida e compor novas canções. Quando senti ter algo coerente desenvolvido, entrei pro estúdio com o produtor Leonardo Marques para fazer os discos. Desse processo saiu o primeiro álbum, o segundo, e outra considerável quantidade de material ainda a ser trabalhado.

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Tiveram muitas diferenças (ou semelhanças) criativas entre o primeiro e o segundo álbum? Quais?
Tarcísio Badaró: Eu entendo “Deserto do Tempo” como uma continuação do “Curiango”. Foram resultado do mesmo processo, do mesmo tipo de vida que a pandemia me imprimiu. Do ponto de vista estético, talvez a principal diferença seja que as canções de “Curiango” foram majoritariamente compostas no e para o violão, tendo uma atmosfera mais folk. Já o novo disco foi quase todo criado na guitarra. É certamente um álbum mais roqueiro.

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Você bebe muito da fonte dos anos 60 e 70, dos clássicos do rock britânico e americano. Para este trabalho em específico, quais foram as suas principais inspirações?
Tarcísio Badaró: Eu acho que essas inspirações são inconscientes. Eu obviamente sou fã de todas as grandes bandas de rock (e algumas obscuras) dos anos 60 e 70. Beatles principalmente. Mas não conseguiria apontar a interferência deles em minhas composições e decisões. Há elementos em cada música que eu consigo identificar de onde roubei certas ideias. “Deserto do Tempo” tem algo do rock sulista americano que certamente aprendi com Lynyrd Skynyrd; “Dor Suave” tem em sua atmosfera e mixagem algo do Electric Ladyland; “Todas as Palavras” tem tanto momentos do trabalho solo do George Harison quanto do Neil Young, que também está muito presente, em outra faceta, na faixa “Em sua Beira”. No fim, se essas influências são inconscientes do ponto de vista da criação, elas são mais concretas nas escolhas técnicas, na busca das sonoridades, desde a escolha dos equipamentos até o modo de tocar e gravar.

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Você é jornalista investigativo e autor de dois livros. Como a sua formação e experiência na área jornalística influenciam na hora de compor?
Tarcísio Badaró: Eu definitivamente sou um jornalista que faz música. Minha canções estão impregnadas da minha visão e experiência como jornalista. Isso fica muito claro em algumas canções como “Lagoa Quieta”, que é o nome de uma aldeia indígena do povo Guajajara, onde passei um bom tempo fazendo reportagem. Mas esse elemento (o jornalista e o fazer jornalístico) está presente, às vezes de forma menos evidente, em várias outras músicas.

Com quem gostaria de fazer uma parceria no futuro?
Tarcísio Badaró: Eu sou muito bem resolvido com meu ato solitário da composição. Tenho dificuldade de compor em parceria. Mas quanto à execução há muito gente com quem eu gostaria de fazer música. Na canção “Tristeza Velha de Guerra” eu cheguei a pensar em convidar o Hélio Flanders do Vanguart, que é um cara que admiro muito. Ficaria muito feliz se essa parceria se realizasse no futuro.

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Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.