Resenha: “Once Upon a Mind” – James Blunt (2019)

James Blunt
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

Na última sexta-feira (25), o James Blunt liberou, nas plataformas digitais, seu sexto álbum de estúdio intitulado “Once Upon a Mind”.

Com onze faixas inéditas, ele vem a público dois anos depois do lançamento de seu último trabalho, o “The Afterlove”, de 2017.

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Ele inicia com a animada “The Truth”, que tem um rápido violão no seu começo. O vocal é puxado para o agudo, como é conhecido na voz do cantor mesmo. Aqui a diferença é que ela é mais pop mesmo, um pouco dançante, principalmente no refrão. Mas é uma boa música, bem viciante.

Cold” mantém o ritmo agitado, mas sem um refrão tão forte quanto a anterior. Na letra, ele canta sobre um amor que está à distância e o sofrimento que essa relação envolve. Os versos são interessantes, cantados de maneira rápida. Ela não tem tanta força, mas é uma boa música.

Uma ótima faixa é “Champions”. Aqui o contraste entre refrão e verso é nítido. Ele inicia de uma maneira lenta, bem leve com violão ao fundo, mas o refrão é uma explosão de energia e já deixa ela diferente, com mais ritmos dentro da mesma canção.

Uma das melhores do novo álbum é “Monster”, que já havia sido liberada anteriormente. Aqui já tem um estilo mais perto de hits que consagraram James Blunt, bem melancólica, um tom emocional forte e de acompanhamento ao fundo apenas um piano. Outro ponto forte é a voz do cantor, que aqui se destaca e podemos ouvir toda sua qualidade. A letra também é interessante falando sobre a relação com o pai, que está doente.

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Na sequência aparece a “Youngster”, que é um pouco mais rápida do que a anterior, mas menos do que as primeiras. O refrão é bem repetitivo e a batida não é tão envolvente. Com uma de nível tão alto antes, a comparação fica inevitável. É o ponto fraco desse disco.

Já em “5 Miles”, o cantor utiliza o vocal um pouco mais grave do que de costume e os versos iniciam de maneira mais lenta. O refrão, no entanto, acelera o ritmo e há, inclusive, toques eletrônicos ao fundo, dando uma nova característica ao artista e com um backing vocal forte, potencializando a música.

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Em “How It Feels to Be Alive”, o piano volta com destaque ao fundo e, a princípio, uma música mais lenta e melancólica. Diferentemente de “Monster”, essa já possui um refrão mais intenso. Nesta faixa, o artista canta sobre a vida e o sentimento de estar vivo. É uma ótima música com instrumental e letra fortes.

“I Told You” é uma música que possui versos mais animados e começa sem muita batida atrás, mais com foco no vocal. Já seu refrão é um pouco mais forte e muito bom. A letra foi feita como uma mensagem ao filho depois que ele partisse.

Halfway” é uma canção mais potente também, com cara de single. Inicia com um leve violão, mas vai aumentando o ritmo com o passar do tempo e possui refrão extremamente cativante e com uma batida envolvente. Ela eleva bastante a energia do disco, principalmente se contrastarmos com a anterior.

Já “Stop The Clock” é uma música mais intensa, com uma batida pesada e toques ao fundo bem lentos. Os versos são mais envolventes que o refrão, que esperamos que estoure a batida, mas não ocorre. Mas, num geral, é uma boa música.

Para fechar o disco, vem a “The Greatest”, que também inicia de maneira bem lenta com um leve piano ao fundo. Ela foi uma ótima escolha para encerrar este novo trabalho, ela ganha força com o passar do tempo e prende muito quem está ouvindo.

Musicalmente, “Once Upon a Mind” é um bom álbum, embora careça de mais faixas com potencial de single. No entanto, ele carrega um tom emocional forte e letras bem bonitas, combinadas com ótimos instrumentais. Num geral, James Blunt canta sobre a relação com a família e, como ele mesmo explicou, a dificuldade de deixa-los para trás enquanto faz turnê pelo mundo.

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RESUMO

Musicalmente, “Once Upon a Mind” é um bom álbum, embora careça de mais faixas com potencial de single. No entanto, ele carrega um tom emocional forte e letras bem bonitas, combinadas com ótimos instrumentais. Num geral, James Blunt canta sobre a relação com a família e, como ele mesmo explicou, a dificuldade de deixa-los para trás enquanto faz turnê pelo mundo.

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