O grunge nasceu em Seattle durante os anos 90, como todos sabem. O gênero musical é lembrado até hoje devido a bandas como Nirvana, Pearl Jam, Sound Garden, entre outras. Porém, essa mistura de rock alternativo, punk e metal também chegou até a Inglaterra, por exemplo, e a banda Bush é um dos nomes mais relevantes desse cenário.
Na noite dessa quarta-feira (2), os fãs cantaram, pularam e aplaudiram Gavin Rossdale, único membro remanescente da formação original, Chris Traynor, Corey Britz e Nik Hughes enquanto eles performavam sucessos da carreira durante a apresentação realizada no Vivo Rio como parte da “Loaded: The Greatest Hits Tour”.
Como de costume em eventos durante a semana, quando as pessoas estão envolvidas no ritmo de corporativo da rotina, a casa de shows demorou um pouco a encher. Algumas pessoas presentes até se questionaram se os espaços vazios às 20h seriam preenchidos até a banda subir ao palco, às 21h.
Perto do horário oficial do início do show, a playlist ambiente que até o momento tocava artistas como PJ Harvey e Pixies, começou a tocar “Sabotage” dos Beastie Boys. As luzes do ambiente diminuíram e o público, até o momento distraído entre conversas e bebidas, voltou toda a atenção para o palco principal. Confirmando a pontualidade britânica, às 21h Rossdale e companhia já estavam no palco iniciando os primeiros acordes de “Everything Zen”, lançada originalmente no dico “Sixteen Stone” (1994).
O vocalista, inclusive, fez muitos olhos brilharem durante a noite. O público parecia desacreditado no que testemunhava a poucos metros de distância, alguns se emocionaram a ponto dos olhos lacrimejarem. A banda não vinha ao Brasil desde 2019, quando fez shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Seja por cansaço ou por uma característica introvertida, a plateia estava um pouco estática durante as performances de “Machinehead”, vencedora do MTV Movie Award na categoria “Melhor Canção de Filme” em 1997, e “Blood River”. Na popular “The Chemicals Between Us”, a atmosfera do ambiente mudou um pouco e foi nítido o quanto a plateia estava vidrada ao palco, como se estivesse em transe com o que testemunhava ao vivo.
O carisma de todos os membros da banda era nítido, com interações espontâneas e sorrisos tímidos no decorrer de toda o concerto, que durou pouco mais de 1 hora. Porém, vale pontuar alguns aspectos técnicos; o som dos instrumentos parecia sobrepôr a voz de Rossdale. Aliás, a voz do vocalista, em momentos de conversa com o público, às vezes não era ouvida por todos.
Os ingleses também apresentaram “Quicksand”, “Greedy Fly” e “Identity”. Durante a execução do hit “Swallowed”, Gavin ficou sozinho no palco envolto por luzes brancas enquanto cantava a versão acústica. Na sequência, as coisas voltaram a ficar animadas com “Heavy Is the Ocean”, “Flowers on a Grave” e “Little Things”.
Há três anos sem divulgar canções inéditas, Gavin Rossdale anunciou que em breve a banda lançará “I Beat Loneliness”. A gravação do novo projeto terminou em janeiro, mas, até o momento, eles não revelaram uma data de oficial de lançamento.
O disco mais recente deles, intitulado “The Art of Survival”, foi lançado em 2022. O álbum conta com 12 faixas na versão padrão e 17 na versão deluxe, incluindo uma colaboração com Amy Lee na música “1000 Years”.
Enquanto isso, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro… O público não precisou implorar muito pelo retorno da Bush ao palco. A pausa clássica para o bis, próximo ao final do show, não durou mais de dois minutos. As últimas canções apresentadas foram “More Than Machines”, “Glycerine”, que fez muitas pessoas se emocionarem, e “Comedown”.
Apesar do show curto, Gavin Rossdale fez o máximo para mostrar que ainda tem energia para os palcos e carisma para dar e vender ao público. Porém, seus companheiros de banda não parecem acompanhar o mesmo ritmo, o que torna a performance um pouco desequilibrada no geral.
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