Deftones estreia no Lollapalooza Brasil com show intenso e público em coro

Deftones
Foto: Tamar Levine / Divulgação.

O Deftones finalmente fez sua estreia no Lollapalooza Brasil nesta sexta-feira, 20, fechando as atividades do Palco Samsung Galaxy. E, logo de cara, dava pra perceber que não era só mais um nome no line-up. O show começou com a casa cheia, fãs visivelmente empolgados e uma expectativa que vinha sendo construída há anos.

Não é a primeira vez da banda no país. A banda norte-americana já havia passado pelo Brasil em diferentes momentos (2001, 2007, 2009, 2011 e 2015), inclusive no Rock in Rio.

- ANUNCIE AQUI -

Desde o início, o show apostou forte na ambientação. O telão exibia imagens ilustrativas que dialogavam com o clima das músicas, enquanto o jogo de luzes ajudava a construir uma atmosfera densa, quase hipnótica em alguns momentos. Era o tipo de apresentação que não se apoia só no som, mas na experiência completa.

Logo nas primeiras músicas, como “Be Quiet and Drive (Far Away)” e “My Mind Is a Mountain”, o público já respondia em coro. Em seguida, “Diamond Eyes” e “Rocket Skates” mantiveram a intensidade, enquanto “Sextape” trouxe um respiro mais melódico, criando aquele contraste que a banda sabe explorar tão bem.

- ANUNCIE AQUI -

Ao longo do set, faixas como “Swerve City”, “Rosemary” e “Hole in the Earth” ajudaram a sustentar essa alternância entre peso e atmosfera. Ao mesmo tempo, músicas como “Headup” e “7 Words” puxaram a energia para outro lugar, com direito a rodinhas punk se formando no meio da plateia e sinalizadores acesos em alguns pontos, reforçando o clima mais visceral.

O vocalista Chino Moreno também demonstrou carinho pelo público brasileiro. Em um dos momentos de interação, comentou que precisava voltar mais vezes, agradecendo a recepção. Já antes de “My Own Summer (Shove It)”, foi direto ao ponto ao dedicar a música ao público com um simples e eficaz “Essa é pra vocês”.

A reta final do show manteve o nível alto, com “Change (In the House of Flies)” ganhando um fechamento mais prolongado, reforçando essa ideia de continuidade sonora. As finalizações usadas em algumas canções (“Change” e “milk of the madonna”) aliás, cumpriram bem esse papel de não deixar as músicas terminarem de forma abrupta, criando uma transição mais fluida entre os momentos do set.

No entanto, nem tudo se manteve constante até o fim. Por volta de 21h20, já era possível notar uma movimentação diferente na plateia. O público começou a deixar o espaço, muito por conta da aproximação do show da Sabrina Carpenter no Palco Budweiser. Ainda assim, quem ficou seguiu entregue até o último momento.

- PUBLICIDADE -

O encore, com “Cherry Waves”, “My Own Summer (Shove It)” e “7 Words”, fechou o show com a energia alta, mesmo com uma plateia um pouco mais dispersa do que no início.

No fim, o que fica é um contraste curioso. De um lado, um show intenso, bem executado e visualmente envolvente. Do outro, a dinâmica de festival, que inevitavelmente fragmenta a experiência. Ainda assim, para quem ficou, foi o tipo de apresentação que reafirma por que o Deftones continua sendo uma das bandas mais marcantes quando o assunto é atmosfera ao vivo.

- ANUNCIE AQUI -

Muito obrigado pela sua visita e por ler essa matéria! Compartilhe com seus amigos e pessoas que conheça que também curtam Deftones, e acompanhe a Nação da Música através do Google Notícias, Instagram, Twitter, YouTube, e Spotify. Você também pode receber nossas atualizações diárias através do email - cadastre-se. Caso encontre algum erro de digitação ou informação, por favor nos avise clicando aqui.

Inscreva-se no canal da Nação da Música no YouTube, e siga no Instagram e Twitter.

Stephanie Hora
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.