Marina celebra a conexão com fãs brasileiros no Lollapalooza Brasil

Marina and The Diamonds
Foto: @RafaelStrabelli / Nação da Música.
No Palco Budweiser, Marina trouxe ao Lollapalooza Brasil a “The Princess of Power Tour”, neste sábado, 21. A gira, que acompanha o lançamento do disco lançado em 2025, foi construída como uma experiência dividida em capítulos, como se estivesse conduzindo o público por uma narrativa.

E, desde o início, dava pra sentir que havia algo de especial ali. Não só pelo retorno ao festival, onde já havia se apresentado em 2016 e 2022, mas pela forma como foi recebida. Era um público atento, presente, que parecia acompanhar cada detalhe.

“Star Fields”, primeiro bloco do show, abriu com “PRINCESS OF POWER”, rapidamente engatou em “Are You Satisfied?” e “Hermit the Frog”. Logo ali, o tom já estava estabelecido. Marina não só canta, ela interpreta cada fase, cada música, como se estivesse revisitando diferentes versões de si mesma.

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Na sequência, no capítulo “Familiar Hells”, a apresentação ganha intensidade com “CUPID’S GIRL”, “Bubblegum Bitch” e “BUTTERFLY”. Antes de cantar “Man’s World”, última canção dessa parte, aconteceu um dos momentos mais marcantes. Antes de seguir com a música, a artista faz uma pausa e compartilha o quanto é significativo ter tantos fãs homens, junto de tantas mulheres, acompanhando seu trabalho e ouvindo uma canção que critica diretamente uma estrutura dominada pela presença masculina. O comentário, simples e direto, ganha força pela forma como é dito, e a audiência respondeu entoando cada frase.

Em seguida, “The Cocoon” desacelera o ritmo com “I Am Not a Robot”. É um momento mais íntimo, quase de reconexão, em que a voz e a mensagem ficam mais expostas. Em “Digital Fantasies”, o show muda de direção mais uma vez. “METALLIC STALLION” aparece com uma interpolação de “Hung Up”, da Madonna, criando um dos momentos mais interessantes da apresentação, com as duas músicas se misturando de forma natural.

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Marina demonstrou, em vários momentos, o quanto estava feliz por estar de volta ao Brasil pela terceira vez. E isso também aparecia na forma como se comunicava, nos agradecimentos e na atenção com o público. Além disso, o figurino da artista, um conjunto pintado à mão por uma artista brasileira, inspirado no ipê amarelo, também chamou atenção. Um detalhe que, embora visual, reforça esse cuidado em dialogar com o lugar onde está.

A reta final começa com “Party Paradiso”, com as faixas “Froot”, “CUNTISSIMO” e “Primadonna”, um dos grandes sucessos da carreira da cantora, trazem de volta uma energia mais expansiva. Aqui, o público já está completamente entregue, cantando alto, balançando leques e dançando.

O encerramento, entitulado “Keys to the Castle”, encerra o show com “I <3 YOU”, em um clima mais leve, mas ainda carregado de significado, como um fechamento simbólico dessa jornada. Ainda assim, a ausência de “How To Be a Heartbreaker” foi sentida. Não chega a comprometer o show, mas é aquele tipo de falta que fica no ar, principalmente para quem acompanha a cantora há anos.

Marina entrega um show que vai além da sequência de músicas. Existe uma intenção clara em construir uma narrativa, em dividir a apresentação em partes que conversam entre si. E talvez seja justamente isso que faz com que a experiência funcione. Não é só sobre ouvir as músicas, mas sobre acompanhar cada fase do show

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Stephanie Hora
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.