Sabrina Carpenter entrega espetáculo pop no Lollapalooza Brasil

sabrina carpenter
Foto: Bryce Anderson

Sabrina Carpenter fez sua estreia no Lollapalooza Brasil como headliner na sexta-feira, 20, fechando as atividades do Palco Budweiser com um show que já começava grande antes mesmo da primeira música.

A movimentação pelo festival deixava isso evidente. Enquanto outras ativações espalhadas pelo espaço estavam praticamente vazias, o público se concentrava em peso diante do palco. O público geral era composto especialmente por pais ou responsáveis na faixa dos 40-50 anos acompanhando crianças e adolescentes. Um retrato bem claro do alcance que a artista construiu nos últimos anos.

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Apesar de ser sua estreia no Lolla, Sabrina não é exatamente uma novidade em terras brasileiras. A cantora já havia passado pelo país em outras ocasiões, como no MITA 2023 e também na abertura da “The Eras Tour”, da Taylor Swift. Ainda assim, dessa vez o lugar era outro. E o tamanho da entrega também.

Desde o início, o show se apresentou como um espetáculo pensado nos mínimos detalhes. O palco foi montado com cenário estruturado em plataformas e andaimes que criavam diferentes níveis de ocupação e as cenas que acompanhavam as músicas simulavam um de programa de variedades norte-americano. A cantora quase nunca estava sozinha no palco. Sempre acompanhada por um grupo numeroso de dançarinos, o show se apoiava em coreografias extremamente ensaiadas, que transitavam davam um ar de musical teatral.

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A iluminação ajudava a reforçar essa identidade. Em muitos momentos, o palco era tomado por cores saturadas e bem definidas, alternando entre rosa choque, azul céu, vermelho aveludado e amarelo solar. Tudo muito direto, muito calculado, muito pop.

O repertório seguiu essa mesma lógica, com uma sequência que manteve o ritmo do início ao fim. “Busy Woman”, “Taste” e “Good Graces” abriram o caminho, enquanto “Slim Pickins” e “Manchild” ajudaram a estabelecer o tom mais irônico e confessional da artista.

Em um dos momentos de respiro, “Never Getting Laid” apareceu em versão acústica, trazendo uma quebra na intensidade e aproximando mais o público. Logo depois, “because i liked a boy” retomou essa conexão emocional, antes do show voltar a crescer com “Feather” e “Bed Chem”, que ainda incorpora elementos de “Pony”, do artista norte-americano de R&B Ginuwine.

Um dos pontos mais comentados da noite veio com “Juno”, quando a cantora Luísa Sonza apareceu como a escolhida para ser a “garota Juno”. A participação trouxe uma camada extra de interação com o público local e funcionou como um dos momentos mais marcantes do show.

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Na reta final, “Please Please Please” e “Don’t Smile” prepararam o terreno para “Espresso”, que encerrou a apresentação com o público completamente engajado, cantando cada verso.

Ao longo de todo o show, o que ficou mais evidente foi o controle absoluto da narrativa. Nada parece solto ou improvisado demais. Ainda assim, não soa engessado. Pelo contrário, existe fluidez suficiente para que tudo pareça natural dentro da proposta. Mais do que ocupar o posto de headliner, Sabrina Carpenter mostra que já sabe exatamente como sustentar esse lugar.

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Stephanie Hora
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.