Emicida fala de rap, quadrinhos, racismo e novos planos em vídeo

Na segunda-feira (10), um vídeo com uma breve entrevista com Emicida foi divulgado no canal do YouTube da 99.

Com o bate papo conduzido pela motorista Luciente, o rapper inicia falando sobre suas influências na música. “Eu escutava muito rap no Brasil, mas eu também escutava muito rap americano. Eu sempre gostei da pressão, do jeito que as músicas dos americanos eram finalizadas. Só que eu gosto muito do texto das letras do rap do Brasil. A gente tem uns artistas gênio. Racionais é gênio, Rappin’ Hood é gênio, Criolo é gênio”, conta ele.

Claro, ele também relembra Sabotage e fala do vácuo deixado no cenário quando ele morreu. “Em 2006, que é quando eu começo a escrever essa letra (Triunfo) mais ou menos, a gente estava num período de muita tristeza e muita insegurança, porque o Sabotage faleceu em 2003.  E aquilo foi como se a gente tivesse tido um tesouro roubado da gente”.

Ele ainda fala sobre sua identificação com histórias em quadrinhos, dizendo como se identifica com personagens como Homem-Aranha, lembrando do aluguel que está atrasado e a mulher que não ligava para ele, e até a metáfora de discriminação sofrida pelos mutantes do X-Men.

Aproveitando o tema, que também é recorrente nas letras do artista, ele comenta sobre a o preconceito racial no país. “O racismo brasileiro é muito mais sofisticado do que nos outros lugares, ele é extremamente sutil. Ele é disfarçado, ele é indireto”, explica.

E, para finalizar, o rapper conta que em 2019 pretende lançar um novo álbum e que, apesar de não ter nada pronto, está escrevendo bastante.

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