Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

Realizando seu segundo show com a Flicker World Tour no Brasil, Niall Horan se apresentou, nesta terça-feira (10), no Espaço das Américas, em São Paulo.

A casa não estava tão cheia, mas o público presente estava realmente empolgado. Era possível ver bandeiras, cartazes e bandanas com praticamente todos os fãs que quase não paravam de gritar.

Foi com essa mesma animação que receberam Maren Morris para a abertura. A cantora não deixou a desejar, mostrou presença de palco, arriscou no português e pôde demonstrar toda sua qualidade. A plateia não conhecia tanto suas músicas, mas ajudou com palmas e tentava cantar um refrão ou outro. A exceção foi quando ela apresentou “The Middle”, que todos sabiam a letra inteira e ficaram bem entusiasmados.

A maioria das músicas foi bem agitada com seu estilo misturando pop e country. Em duas ocasiões, a artista diminuiu um pouco o ritmo, pegou o violão e tocou “I Could Use a Love Song” e “My Church”. Ela ainda apresentou um mash up de sua música “Second Mind” com “Halo”, da Beyoncé. Confira um trecho de “The Middle” abaixo:

Maren Morris canta "The Middle" na abertura do show do Niall Horan no Espaço das Américas em São Paulo

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Após os quarenta minutos do show de abertura, a ansiedade para ver o integrante do One Direction crescia entre os fãs e não era difícil já encontrar alguém aos prantos. Muitos deles também deixaram para chegar mais próximo do horário da apresentação do cantor. Perto da grade o tumulto era maior, como normalmente acontece, e, neste ponto a produção do evento foi muito bem. Em diversos momentos, distribuíram água para as pessoas que estavam mais à frente, evitando que passassem mal.

Pontualmente, às 21h, as luzes se apagaram e o público começou a extravasar todo aquele sentimento. Desde o início, Niall Horan mostrou muita simpatia, bom humor e bastante interação. Ele começou seu setlist com a agitada “On The Loose” e depois “The Tide”.

Quando acabou a segunda música, ouviu os primeiros gritos de “Niall eu te amo”, que se repetiram durante a noite toda a cada vez que havia uma pausa. O irlandês respondeu dizendo “te amo” em português também e depois pediu para que todos dessem um passo para trás, porque havia espaço ao fundo e na frente realmente estava bem apertado. No entanto, ninguém quis perder a chance de ver o ídolo o mais perto possível e tudo continuou como estava.

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Dando sequência à apresentação, ele tocou “This Town”, que é um pouco mais lenta. E, neste momento, começou o show à parte dos fãs. A maioria que estava presente colou papel celofane de diferentes cores na frente da lanterna do celular e a casa ficou toda iluminada. E o esforço foi algo realmente notável, antes de ele entrar no palco, algumas pessoas passaram pela pista perguntando se todos já estavam com o papel, então foi tudo bem organizado.

Outros dois momentos que o público teve um belo destaque foram em “Seeing Blind” e em “Flicker”. A primeira contou com a participação de Maren Morris, que voltou para o palco com a camisa da seleção brasileira, e os fãs soltaram bexigas e, no final, estouraram os balões, fazendo um som próximo ao de rojões.

Já na segunda, talvez tenha sido a parte mais emocionante da noite, o artista pediu para que todos ficassem em silêncio, guardassem o celular, fechassem os olhos, dessem a mão para a pessoa próxima e apenas aproveitassem a música. E os pedidos foram atendidos, quem levantava para gravar ou gritava era levemente reprimido pelo fã ao lado. A única hora em que todos cantavam era no fim do refrão, em “please don’t leave”, num grande coro.

Não foi apenas o talento do cantor que chamou a atenção. A banda também era muito boa, além de ótimos solos de guitarra, o toque do violino ao fundo deu outra cara para as músicas.

Niall passou pelo álbum “Flicker” inteiro, mas não se prendeu somente a ele. O artista fez cover de “Dancing in the Dark”, do Bruce Springsteen e “Crying in the Club”, da Camila Cabello, além de relembrar “Fool’s God”, do One Direction. Ele ainda tocou “So Long”, música que foi lançada após o disco. Esta última foi apresentada com o artista aos teclados e ainda brincou com os fãs: “se você ouviu online canta junto, se você não ouviu e acha que no segundo refrão vai conhecer, você não vai, então não precisa cantar”.

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Quando saiu pela primeira vez, antes do bis, o público saudosista da boy band começou a cantar “What Makes You Beautiful”. Não chegaram a ser atendidos com a música em si, mas puderam ouvir “Drag Me Down” para matar a saudade. Ele ainda tocou “Slow Hands” agarrado a uma bandeira do Brasil e acabou com “Mirrors”. O cantor deu sua última demonstração de carisma e carinho pelo país, agradecendo novamente todos e dizendo que não via a hora de fazer um novo álbum para poder retornar para cá. Veja o vídeo de “Drag Me Down”:

O show teve, aproximadamente, 90 minutos de duração. Com um setlist que não abre espaço para críticas, Niall Horan conseguiu mostrar todo seu talento como cantor e também tocando instrumentos. Não bastasse isso, sua simpatia e presença de palco conseguiram animar ainda mais os fãs.

Confira nossa galeria de fotos exclusivas, tiradas por Rafael Strabelli:
NM

Setlist Maren Morris
“The Feels“
“Just Another Thing”
“Rich”
“I Could Use a Love Song”
“How It’s Done”
“Second Mind” com ”Halo”
“Once”
“80’s Mercedes”
“My Church”
“The Middle”

Setlist Niall Horan
“On The Loose”
“The Tide”
“This Town”
“Paper Houses”
“You and Me”
“Dancing in The Dark” (música do Bruce Springsteen)
“Seeing Blind”
“Flicker”
“Fool’s God” (música do One Direction)
“Too Much To Ask”
“So Long”
“Since We’re Alone”
“Fire Away”
“Crying in The Club” (música da Camila Cabello)
“On My Own”

BIS
“Drag Me Down” (música do One Direction”
“Slow Hands”
“Mirrors”

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