Arcade Fire
Foto: Anton Corbijn / Divulgação

Março de 2014. Essa foi a data que marcou a última passagem do Arcade Fire pelo Brasil com a turnê do álbum “Reflektor” durante o Lollapalooza daquele ano. Três anos (quase quatro, na verdade) se passaram e eles finalmente voltaram a pisar em terras brasileiras com duas apresentações marcadas: uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.

Com um disco recém lançado, o “Everything Now”, os shows dos canadenses precisaram passar por modificações estruturais para receber melhor o público que já havia adquirido os ingressos – o que, de início, causou estranheza – mas nada interferiu no que estava sendo preparado para o nosso país.

A abertura das duas apresentações ficou por conta da Bomba Estéreo – que teve passagem recente pelo Rock in Rio. Os colombianos souberam agitar os presentes que aguardavam ansiosamente pelo Arcade Fire, e assim, dentro do horário previsto, a banda subiu ao palco da Nova Arena Anhembi, no dia 9 de dezembro de 2017.

Logo de cara já dava para sentir a energia que ia do palco para a plateia e vice-versa. Os primeiros acordes de “Everything Now” se mostraram suficientes para levar todos aqueles fãs cheios de saudade a soltarem seus gritos e derramarem suas lágrimas de alegria e emoção de rever – ou, quem sabe, ver pela primeira vez – o Arcade Fire encantando.

Com uma apresentação lúdica, o grupo trouxe um setlist de um pouco mais de duas horas com diversas canções do mais recente trabalho – que resultou em uma plateia ainda tímida com o novo som apresentado por eles. Mas claro que uma caminhada pela carreira também aconteceu e canções que marcaram a carreira desde o lançamento do primeiro disco no início dos anos 2000 levaram a galera ao delírio com grandes explosões de energia para cantar “No Cars Go”, “Ready to Star”, “Reflektor”, “The Suburbs”, “Haiti”, “Afterlife” e outros sucessos.

E não foram só as músicas as protagonistas da noite. A banda por si só deu um show de simpatia e mostrou o quanto se divertiu também ao se apresentar para os fãs brasileiros novamente. Inclusive, o vocalista Win Butler se arriscou um pouco no português e revelou que São Paulo é uma de suas cidades favoritas.

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Sonoridade e simpatia a parte, o visual do show não deixou a desejar. Com um jogo de luz impecável e quatro grandes telões, a imersão na apresentação é completa, com efeitos visuais que dançavam conforme a música e nos levaram para o mundo tão particular do Arcade Fire – tudo isso somado a uma mistura de instrumentos e batidas que tornam a apresentação ao vivo do grupo tão emocionante.

Mas não pense que o show acabou dentro do tempo previsto. Ao lado da bateria da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, a festa do Arcade Fire se estendeu por longos minutos quando eles desceram para a pista premium ao som dos últimos versos de “Wake Up”. Logo, o coro dos 10 mil presentes foi levado até para o lado de fora da Arena – e só acabou quando o último timbre de voz pareceu não aguentar mais de tanta emoção. Assim, as duas apresentações se mostraram poucas para tanta energia e saudade, deixando aquele pedido de volta entalado. E que a espera não dure longos anos novamente.

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