Resenha: Pouca interação e muito vozeirão com Ariana Grande no RJ

Ariana Grande chegou com a “Dangerous Woman Tour” no Brasil na noite desta quinta-feira (29), no palco carioca da Jeunesse Arena. Apesar de acontecer durante a semana, muita gente compareceu.

A pista premium, porém, não estava tão cheia, o que tentou ser corrigido com ingressos promocionais às vésperas do show. Talvez tivessem conseguido se a medida fosse adotada antes, considerando o público de Ariana e a quantidade de meia-entradas disponíveis. Não ficou feio, mas o pessoal do gargarejo na pista comum achou que valia tentar desenrolar a passagem para a área mais próxima do palco (sem sucesso).

Entre crianças e jovens adultos, havia também bastante pais acompanhando suas crias. Será que Ariana conseguiu conquistá-los?

A noite começou animada com o DJ Ronaldinho botando a galera para dançar ao som de hits pop e muito funk, bastante apreciado pelos presentes. Rolou até um trechinho de Chop Suey, do System of a Down no seu mix.

Sabrina Carpenter, cantora americana, veio um pouco depois, com uma apresentação bem animada de alguns hits da sua carreira como “Smoke And Fire” e “Thumbs”. Ela tinha alguns fãs pelo local (ou os da Ariana treinaram bem) e revelou que aquele era um sonho que tinha desde pequena. Sabrina foi bem recebida pelos presentes e a jovem artista fez até um cover de “That’s What I Like”, de Bruno Mars.

Pouco após às nove horas da noite, horário marcado para a entrada de Ariana Grande, seu vídeo de contagem regressiva (de dez minutos) com imagens da cantora fazendo poses e pedindo o barulho do público começou. Acompanhado por canções de Beyoncé e Bruno Mars, o vídeo segurou a ansiedade dos presentes e os aqueceu para a entrada da cantora.

Em meio a muita gritaria, a apresentação de Ariana Grande começa bem energética, com o público cantando/gritando e dançando bastante ao som das canções “Be Alright” e “Everyday”. “Bad Decisions” veio em seguida.

A apresentação veio completíssima: banda ao vivo, dançarinos, coreografia, interlúdios, trocas de roupas, iluminação elaborada e cantora com vozeirão. A setlist, dividida em quatro sets na apresentação, não sofre grandes alterações comparando com a parte europeia da turnê, contendo músicas do álbum “Dangerous Woman”, sem esquecer de hits dos álbuns anteriores como “Break Free”.

O primeiro set, com quatro músicas, tem seu final marcado com a faixa “Let Me Love You” e cedo demais a energia decresce. O interlúdio (este, como os que viriam depois, poderiam ter sido mais animados) em seguida completa a introdução do momento mais morno do show, salvo pela performance de “One Last Time”, meio perdida no meio de “Knew Better Pt. II”, “Forever Boy” e “Touch It”.

“Leave Me Lonely”, última do set 2, indica mudança de ventos e é um dos momentos em que Grande mostra toda sua potência vocal. Outro momento desta demonstração foi o emocionante cover de “Somewhere Over The Rainbow”, com o símbolo do show beneficente One Love Manchester exibido no telão.

O palco em formato de “T” teve suas vantagens, como permitir uma boa proximidade com Ariana (quando a mesma se aproximava) mesmo àqueles que ficaram mais pra trás. Contudo, algumas músicas foram performadas apenas na parte horizontal, onde a banda estava, e a distância parecia maior que normal para quem estava distante (comparando com outros shows assistidos no mesmo local).

Uma outra questão um tanto chata foram os momentos em que Ariana cantou sentada no palco, como na execução de “Moonlight”. Quem não estava nas primeiras fileiras ou nas cadeiras e camarotes não conseguia vê-la, o que poderia ter sido resolvido se o enorme telão do local mostrasse a cantora durante todo o show. Infelizmente, quem ficou mais pra trás teve que competir com as dezenas de mãos levantadas, ávidas, apontando inúmeros celulares para conseguir um momento perfeito e com algumas crianças que tiveram a sorte de ter alguém para levantá-las.

As performances de “Greedy” e “Side To Side” (que teve direito a coreografia nas bicicletas ergométricas!) foram um dos pontos altos da noite, quando o público cantou e dançou bem animadamente.

A interação de Ariana com o público foi pequena, não muito além das levemente genéricas (não necessariamente sem significado) falas de “eu te amo”, “estou feliz por terem vindo” e de alguns pedidos para que o público acompanhasse a música com ela. Porém isso não é estranho para quem já acompanha a cantora. Era possível ver, contudo, que Grande estava animada, visto que sorria bastante durante toda a apresentação.

O final do show foi marcado pelo grande hit “Dangerous Woman”, apresentado no ponto mais alto e central do palco, na faixa horizontal. Os vocais entregues por Ariana, pela última vez naquela noite foram novamente arrasadores. Porém quem esperava uma aproximação da cantora, se decepcionou e de longe mesmo a cantora se despediu brevemente.

A passagem de Ariana Grande pelo Rio de Janeiro foi um tanto previsível, todavia isso não quer dizer que os fãs presentes se divertiram/dançaram menos ou deixaram de apreciar a performance e a voz de Ariana.

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