Kesha: o primeiro single de cada álbum da cantora

Kesha
Foto: Olivia Bee | Divulgação

A carreira de Kesha começou em 2009 e ela carrega na bagagem desses quase dez anos três álbuns (“Animal”, “Warrior” e “Rainbow”) e um período bastante conturbado com uma batalha judicial contra o então produtor Dr. Luke, um longo período sem poder lançar uma música sequer e de luta contra depressão e distúrbios alimentares.

Kesha sempre deixou claro que suas músicas refletem quem ela é e o momento que está passando, e isso não foi diferente desde o primeiro álbum, quando fomos apresentados a uma garota que gostava de curtir a sua juventude. Hoje, o terceiro trabalho recém-lançado mostra uma mulher mais forte e, finalmente, livre. E quanto toda essa história está presente em seus singles? É isso o que vamos analisar na coluna de hoje!

“Animal” (2010)


O primeiro álbum de Kesha foi uma verdadeira festa dada pela cantora e tudo já começa com “Tik Tok”, música que grudou na cabeça de muitos entre 2009 e 2010. A canção é dançante e logo mostra que esse seria um disco para se divertir. E é por isso que o primeiro single lançado representa tão bem o trabalho como um todo com faixas simples, aceleradas com uma pegada eletropop, uso constante de auto-tune e nos apresentando à vida de Kesha.

Apesar de a crítica apresentar uma grande dualidade ao julgar o trabalho da americana, o público pareceu mesmo se divertir. “Tik Tok” foi um dos singles mais vendidos de 2010. Já “Animal” entrou para os mais vendidos na lista da Billboard 2000 em sua estreia. Kesha ainda embalou outros três singles: “Blah Blah Blah”, “Your Love Is My Drug” e “Take It Off”.

“Warrior” (2012)


“Die Young” é a música que dá início ao segundo álbum de Kesha, “Warrior”. A canção segue a linha animada em sua sonoridade apresentada no primeiro disco. Essencialmente pop, o trabalho como um todo vem um pouco diferente, testando outros ritmos como rock, o próprio dance e até uma baladinha melódica. Não é à toa que uma das faixas com uma grande inclinação para o rock tem a participação de Iggy Pop.

O amadurecimento da cantora nesses dois anos é apresentado nas faixas seguintes e, apesar de divertida, “Die Young” não consegue representar o álbum todo nesse quesito por se parecer muito mais com “Animal” – afinal, as canções seguintes também contam com a participação de Patrick Corney (The Black Keys), Julian Casablancas e Fab Moretti (The Strokes) e Wayne Coyne (Flaming Lips).

“Rainbow” (2017)


Cinco anos e uma batalha judicial separam “Warrior” de “Rainbow“. Kesha entrou com um processo contra o produtor Dr. Luke, acusado de drogar e abusar da cantora nesses anos em que trabalhou com ela. Lidando com muitas barreiras, Kesha precisou desistir do processo para que pudesse seguir a sua carreira livremente. E todas essas experiências levam ao último trabalho lançado.

“Rainbow” vem pra provar que depois da tempestade, o arco-íris realmente pode aparecer. E tudo começa com “Praying“, o primeiro single emocionante onde Kesha mostra a sua força e como “aprendeu a lutar por ela mesma”. A canção é lenta, forte e sentimental e, mesmo que um pouco diferente das demais, se torna um grande marco na volta da artista e o início de sua nova vida.

Sonoramente falando, a cantora não deixa de brincar com ritmos como folk, country, rock e contando, inclusive, com a participação de Eagles of Death Metal. Entre canções mais eletrizantes e dançantes e outras mais lentas e sentimentais, Kesha dá o seu grito de liberdade com “Rainbow” e não deixa de fazer aquilo que se propôs desde o começo: revelar ao mundo um trabalho que a represente por completo – seja para festejar ou para renascer.

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Formada em jornalismo, considera a música uma de suas melhores amigas e poderia facilmente viver em todos os festivais. Bandas preferidas? McFLY e Queens of the Stone Age.

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