Lady Gaga
Stefani Germanotta não é lá um nome tão conhecido pelo público geral. No entanto, a partir de 2008, com o batizado artístico, a cantora se tornou um dos rostos – e, claro, vozes – mais marcantes da música pop.

Lady Gaga, sua persona, foi um tiro certeiro e histórico que as divas precisavam. São cinco álbuns lançados na sua carreira solo: “The Fame”, “The Fame Monster”, “Born This Way”, “ARTPOP” e, o mais recente, “Joanne”. No meio do caminho, uma grande parceria com Tony Bennett mostrou os dotes da artista no Jazz. Para registrar um dos anos mais marcantes da vida de Gaga – 2018, com seu estrondoso filme e trilha sonora, “Nasce Uma Estrela” – a coluna de hoje vai dançar pela curta e rica trajetória de Stefani.

“The Fame” (2008)

São raros os casos que o primeiro single do trabalho de estreia de um artista se torna uma das maiores músicas da década. Com uma base de sintetizadores que viraram marca registrada do “The Fame”, Lady Gaga se apresentou ao mundo com “Just Dance”, sua primeira canção de trabalho.

O segundo hit veio logo depois com “Poker Face”, que hoje é certificado de diamante nos Estados Unidos e tem mais de 7 milhões de vendas documentadas – 200 mil a mais que o antecessor.

Com o álbum e os dois sucessos, Gaga recebeu 6 indicações ao Grammy, vencendo duas delas: Melhor Álbum Dance/Eletronic (The Fame) e Melhor Gravação Dance (Poker Face) – a última nomeação levando as duas músicas a serem concorrentes.

Ainda no primeiro disco, outros dois nomes não podem deixar de serem citados: “Lovegame” e, principalmente, “Paparazzi”. Como último single do “The Fame”, “Paparazzi” mostrou ao mundo que Lady Gaga não tinha vindo para brincar, mas sim mudar toda uma configuração da música pop da época. Com um clipe curta metragem, ela consolidou uma direção artística pautada no exagero, ousadia e em detalhes extremamente elaborados, o que se repetiria em trabalhos seguintes.

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“The Fame Monster” (2009)

Com uma estreia dos sonhos nas costas, as expectativas para a segunda produção de Lady Gaga eram muito altas e não demoraram muito para serem correspondidas e ultrapassadas com apenas 8 faixas. “Bad Romance” foi o carro chefe e um marco de “The Fame Monster”, muito também por causa do seu videoclipe – que chegou a 1 bilhão de visualizações no YouTube no último dia de 2018 – e seus visuais.

Inclusive, o quesito clipe virou marca registrada da cantora de uma vez por todas, já que seguiram o primeiro single “Telephone”, parceria histórica com Beyoncé, e “Alejandro”, que alavancou mais ainda a imagem polêmica de Gaga.

Foi na era “The Fame Monster” que Lady Gaga deu o que falar no mundo da moda. Um dos vestidos mais lembrados pelo público, o modelo de carne usado no VMA de 2010, é cultivado até hoje pelo museu Rock and Roll Hall Of Fame.

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“Born This Way” (2011)

O terceiro álbum da cantora estreou com single de mesmo nome, “Born This Way”, que focou no público LGBT+, o qual forma a maior base de fãs de Gaga. Com 17 faixas, o disco se tornou seu trabalho mais diverso, apesar de manter as origens eletrônicas pautadas em sintetizadores.

Cinco dessas músicas foram lançadas ao público, com destaque para “The Edge Of Glory” e “Yoü and I”, que juntas venderam mais de 5 milhões de cópias nos EUA.


“ARTPOP” (2013)

“ARTPOP” foi a grande “mistureba” que rendeu a Gaga 0 indicações ao Grammy pela primeira vez na carreira. O conceito era ousado e, na minha opinião, com grandes picos de qualidade – o problema é que os baixos também eram exagerados. O primeiro single, “Applause”, dava o tom de Deusa para a cantora, que exigia os aplausos e se autonomeou “Deusa do Amor”.

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Neste disco, a pegada eletrônica de Lady Gaga pega uma meada diferente e mais excêntrica, não muito aceita pelo grande público: “Applause” teve 2,4 milhões de singles vendidos, número menor do que “LoveGame”, por exemplo. Os fãs comentam que esse “fracasso” mudou completamente o trilhar da carreira da artista, que se afastou um pouco e voltou em 2014 com o projeto “Cheek To Cheek”, parceria com Tony Bennett que homenageia grandes músicas do Jazz.

Outros singles: “Do What U Want (feat. R Kelly)” e “G.U.Y”


“Joanne” (2016)

Depois de muitos pedidos, Lady Gaga voltou aos holofotes com o anúncio do primeiro single do seu quinto álbum de estúdio. Os que esperavam pelo pop mirabolante da artista, foram surpreendidos por uma pegada mais de guitarra e um look básico que construíram a cena de “Perfect Illusion”.

“Joanne” trouxe ao público uma nova face da cantora – que já era pública no projeto com Bennett e no Oscar 2015 – mas que ainda não havia chegado ao trabalho solo dela. Com um som muito mais orgânico, o maior sucesso do disco foi a balada “Million Reasons”, diferença gigantesca para “Just Dance”.

Aqui vale uma menção de honra a um dos últimos singles lançados por Lady Gaga: “Shallow”. A música figurou por muito tempo no 1º lugar do iTunes, nos charts do Spotify e está muito cotada nas principais premiações do cinema e no Grammy – já faturou um Globo de Ouro. Apesar de ótima canção, em 2008 era inimaginável como uma música de Gaga.


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