15 artistas mulheres em ascensão no cenário musical

Agnes Nunes
Divulgação
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Bruno Martini

Durante muito tempo, a indústria da música foi majoritariamente ocupada por homens. Isso porque, historicamente, as mulheres eram impedidas de realizar qualquer processo voltado para a criatividade e que desviasse do cumprimento da função social de esposas, mães e donas de casa. Os tempos passaram, e as coisas mudaram o suficiente para que as mulheres passassem a ocupar seus lugares também neste mercado e estimulassem, cada vez mais, o surgimento de novas artistas e bandas.

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Bruno Martini

Neste 8 de março, em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o NM resolveu trazer visibilidade e reconhecimento para algumas das artistas que têm se destacado ultimamente no meio musical, tanto no mainstream, quanto no independente. Confira a lista de 15 artistas mulheres em ascensão que separamos.

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1. Agnes Nunes – Feira de Santana, Bahia | 1.585.946 ouvintes mensais no Spotify
Com apenas 18 anos, Agnes Nunes fez seu nome principalmente no ano passado com lives realizadas em seu Instagram durante a quarentena em que cantava músicas e tocava teclado da janela de sua casa, que conquistaram não apenas um grande público, mas também artistas como Elza Soares e Caetano Veloso. Agnes vive no Rio de Janeiro, e já gravou com Tiago Iorc, em “Pode se achegar”, e Xamã, na faixa “Escorpião”, do álbum “Zodíaco”, do rapper. Suas composições têm referências que incluem Nina Simone, SZA, Rihanna e Elza Soares, e exploram temas como as complexidades e os diferentes olhares sobre os relacionamentos, que foram retratados em seu EP “Romaria”.

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2. Ana Frango Elétrico – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro | 77.005 ouvintes mensais no Spotify
À princípio, Ana Fainguelernt pretendia seguir carreira como pintora, apesar de já ter tido contato com a música desde os 6 anos de idade. Mas foi aos 17 anos, quando se apresentou em um sarau de sua escola que abraçou o lado musical e adotou o nome artístico Ana Frango Elétrico, criado pelos colegas que tinham dificuldades de pronunciar seu sobrenome. Com composições divertidas e cativantes, a artista define seu trabalho como “bossa pop rock decadente com pinceladas de punk” e “pós MPB”, como disse à Tpm. Ana já conta com dois álbuns, “Mormaço Queima” (2018) e “Little Electric Chicken Heart” (2019), e foi indicada a premiações como o Women ‘s Music Event, o Prêmio Multishow de Música Brasileira e o Grammy Latino.

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3. Ashnikko – Carolina do Norte, Estados Unidos | 8.402.824 ouvintes mensais no Spotify
Apesar de já estar inserida no meio musical desde 2016, quando lançou sua primeira música através do SoundCloud, Ashnikko teve talvez seu boom em 2020, com a viralização do single “STUPID”, presente em seu terceiro EP “Hi, It’s Me”, e que tornou-se um desafio no Tik Tok, feito inclusive por Miley Cyrus e Cody Simpson. Originalmente Ashton Nicole Casey, a artista apresenta um estilo que varia entre o rap e hip hop e o pop alternativo, pautada em referências como animes e os anos 2000 – não à toa ela fez uma nova versão de “Sk8er Boi”, da Avril Lavigne em seu álbum “Demidevil”, lançado em fevereiro.

4. ÀIYÉ – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro | 2.571 ouvintes mensais no Spotify
Quando a banda Ventre anunciou seu fim em 2019, a baterista Larissa Conforto resolveu continuar seguindo no caminho da música e dar vida a seu novo projeto ÀIYÉ após uma turnê feita em Portugal ao lado de Vitor Brauer, da Lupe de Lupe. O termo, que remete o significado de terra em Yorubá, no sentido de lugar que abriga a vida e suas diversidades, já revela a conexão da artista com a espiritualidade e as energias. Em 2020, ela lançou seu primeiro EP “Gratitrevas”, pela Balaclava Records, que foi gravado no Brasil e em Portugal, e traz as vivências, lembranças e aprendizados que teve durante a vida.

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5. Brvnks – Trindade, Goiânia | 15.978 ouvintes mensais no Spotify
Após lançar o EP “Lanches” em 2016, Bruna Guimarães ganhou grande destaque na cena underground nacional, caindo nas graças do público por suas músicas, todas cantadas em inglês, que misturavam elementos do indie e do punk. Três anos depois, Brvnks ganhou ainda mais notoriedade com seu primeiro álbum, “Morri de Raiva”, tendo feito participações em festivais como Bananada, Popload e Lollapalooza. O disco apresenta uma sonoridade semelhante a do duo Best Coast e, como o próprio nome já adianta, é pautado no sentimento de raiva, de diferentes situações do dia a dia.

6. Charli XCX – Cambridge, Reino Unido | 8.262.533 ouvintes mensais no Spotify
Quando a música “Boom Clap” estourou em 2014 como parte da trilha sonora do filme “A Culpa é das Estrelas”, mesmo ano do hit “Fancy”, de Iggy Azalea, foi quando Charli XCX começou a se destacar na mídia pela primeira vez. No entanto, com o passar do tempo a cantora, também conhecida como Charlotte Emma Aitchison, passou a adotar um estilo completamente diferente do início de sua carreira, passando a pender para o lado do dance pop, PC music e dark pop, que consagraram-se nos álbuns “Pop 2” (2015) e “Charli” (2019). Em 2020, Charli surpreendeu aos fãs com o álbum “how i’m feeling now”, gravado em sua própria casa durante a quarentena.

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7. Jup do Bairro – São Paulo, São Paulo | 34.142 ouvintes mensais no Spotify
Apesar do nome de Jup do Bairro ser comumente associado à sua ex-companheira, Linn da Quebrada, a rapper também tem sua própria história para contar, que tem ganhado cada vez mais destaque. No ano passado, ela foi a ganhadora do Prêmio Multishow de Música Brasileira, na categoria “Artista Revelação”, com o lançamento de seu álbum “Corpo Sem Juízo”. No projeto, que foi feito a partir de financiamento coletivo e conta com parcerias com Linn e Rico Dalasam, Jup conta um pouco sobre sua trajetória e as dificuldades que passou ao longo de sua vida, como a sexualidade e a violência contra os diferentes corpos, misturando ao longo das faixas os estilos do rap, hip hop e até mesmo do rock.

8. King Princess – Brooklyn, Estados Unidos | 4.336.362 ouvintes mensais no Spotify
Mesmo com as vivências no estúdio que pertencia a seu pai, foi o ano de 2018 marcou a entrada oficial de Mikaela Mullaney Straus no mundo da música. Não apenas pelo fato de ter lançado seu primeiro single “1950”, que por si só já apresenta uma história bastante interessante, inspirado em “O Preço do Sal”, romance de Patricia Highsmith sobre um romance lésbico proibido, mas também porque sua música foi citada nas redes sociais de Harry Styles e Kourtney Kardashian. A partir daí, King Princess passou a se tornar uma das grandes representantes LGBTQ+ na indústria da música, contando com o EP “Make My Bed” (2018) e o recente álbum “Cheap Queen”, em que aborda questões a respeito das vivências e relacionamentos lésbicos.

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9. Luedji Luna – Brotas, Bahia | 541.848 ouvintes mensais no Spotify
Quando pessoas de outros estados se mudam para São Paulo com o sonho de novas oportunidades, às vezes nem imaginam a quantidade de conquistas que poderão ter. Foi o caso da baiana Luedji Luna, quando chegou à capital paulista em 2015 para seguir o sonho de ser artista. Após a grande repercussão (inclusive internacional) de seu single “Banho de Folhas”, a cantora passou a colher uma sucessão de frutos em sua carreira. As composições de Luedji Luna contrastam temas de peso, como racismo, feminismo e empoderamento, com gêneros mais suaves, como o jazz, blues e MPB. Em 2020, seu álbum “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água” foi o vencedor da categoria “Melhor Álbum do Ano”, pelo Women ‘s Music Event.

10. MEL – Goiânia, Goiás | 8.688 ouvintes mensais no Spotify
O rosto de Mel Gonçalves pode até não ser inédito no meio musical, já que ela foi vocalista da Banda Uó por cerca de 8 anos, mas isso definitivamente não significa que a cantora não tenha novidades para contar. Após 3 anos do fim do trio que tinha com Mateus Carrilho e Davi Sabbag e deixando o nome artístico Candy Mel, MEL resolveu lançar-se em sua carreira solo. Além dos dois vídeos poema divulgados em 2019, em parceria com Liniker, ela lançou o primeiro single de sua nova fase, “A partir de hoje”, em que faz um desabafo sobre o fim do grupo que a inseriu pela primeira vez no cenário musical, e dá uma amostra do que está por vir em seu álbum solo, que irá explorar o gênero do pop com sonoridades brasileiras, latinas e até mesmo arabescas.

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11. Phoebe Bridgers – Califórnia, Estados Unidos | 4.847.613 ouvintes mensais no Spotify
O nome de Phoebe Bridgers talvez tenha sido um dos mais comentados durante o ano passado. Isso porque seu segundo álbum de estúdio, “Punisher”, foi um dos grandes destaques musicais de 2020. Seguindo as tendências do rock alternativo, indie e folk já exploradas em sua carreira e no anterior “Strangers in the Alps”, e dosando ainda mais a melancolia e o sentimentalismo com o sarcasmo nas letras que trazem narrativas próprias sobre relacionamentos e conflitos internos, o disco consagrou a artista no meio independente, rendendo-lhe até mesmo indicações ao Grammy Awards.

12. Princess Nokia – Nova York, Estados Unidos | 2.441.528 ouvintes mensais no Spotify
Uma das palavras que melhor podem descrever a carreira da rapper Destiny Nicole Frasqueri é potência. Ao longo de seus trabalhos, “Metallic Butterfly” (2014) e “1992 deluxe” (2017), a artista mostrou ser uma forte defensora da causa feminista, chegando até mesmo a se envolver em brigas para levantar a bandeira e a fundar o podcast “Smart Girl Club” para debater sobre o assunto. E com os álbuns duplos “Everything Sucks” e “Everything Is Beautiful”, lançados no ano passado, Princess Nokia tem estado cada vez mais em ascensão no cenário musical, mostrando sua capacidade de explorar diferentes gêneros musicais, indo desde melodias mais harmônicas e com toques latinos, até o trap e o rock.

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13. Rina Sawayama – Niigata, Japão | 2.333.682 ouvintes mensais no Spotify
Se o k-pop tem se mostrado uma das maiores tendências da indústria musical nos últimos tempos, Rina Sawayama comprova o fato de que o Japão também tem uma cena que merece destaque. Apesar de ter se mudado para Londres quando tinha apenas 5 anos, a cantora mantém suas raízes em suas composições, tanto no EP “Rina” (2017) quanto em seu álbum solo “SAWAYAMA”, lançado no ano passado e que a consagrou na cena pop. Mixando elementos do R&B, electropop e nu metal com sintetizadores e melodias que remetem aos anos 2000, as músicas de Rina obtiveram a aclamação por parte da mídia e dos fãs, incluindo artistas como Pabllo Vittar, com quem gravou uma versão remix da faixa “Comme Des Garçons (Like The Boys)”.

14. Tasha e Tracie – São Paulo, São Paulo | 73.278 ouvintes mensais no Spotify
A pretensão inicial das irmãs gêmeas Tasha e Tracie era mostrar que o mundo da moda também podia ser acessível quando montaram o blog Expensive $hit, em que divulgavam peças de roupas que não poderiam ultrapassar R$ 20. Mas, com o tempo, o projeto cresceu e tornou-se um movimento que tem como objetivo fortalecer a autoestima das mulheres negras periféricas. Este, no entanto, não é o único campo em que a dupla traz representatividade. Além do Expensive $hit e do coletivo Mulher Preta Independente de Favela, as irmãs também atuam como DJs e rappers, tendo conquistado o lugar na lista dos 13 artistas brasileiras do rap mais ouvidas mundialmente no Deezer. Partindo de influências que incluem a cena norte-americana do rap e do hip hop, funk, pagode e ritmos jamaicanos, Tasha e Tracie lançaram em 2019 o single “Cachorra Kmikze”, que integra o EP “Rouff”.

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15. Urias – Uberlândia, Minas Gerais | 217.873 ouvintes mensais no Spotify
Além de ter feito seu nome nas passarelas internacionais como modelo transexual, Urias também ficou conhecida na mídia por conta de sua amizade com Pabllo Vittar, chegando até mesmo a cuidar da agenda da cantora. As vivências e dificuldades que as trans passam diariamente, assim como MEL, Linn da Quebrada, Liniker e Jup do Bairro, foi uma das premissas que levou Urias a iniciar sua carreira musical em 2018, com o lançamento do single “Ice Princess”. Em 2019, a artista chamou ainda mais a atenção com “Diaba”, cujo clipe rendeu-lhe ainda o prêmio de “Melhor Direção de Arte”, no Berlin Music Video Awards (BMVA).

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Natália Barão
Jornalista, apaixonada por música, escorpiana, meio bossa nova e rock'n'roll com aquele je ne sais quoi