The Killers: o primeiro single de cada álbum da banda

The Killers
Formada por Brandon Flowers, Ronnie Vannucci, Dave Keuning e Mark Stoermer, a banda The Killers está em atividade desde 2002, tendo o seu primeiro álbum lançado “Hot Fuss” em 2004. Donos de grandes canções como a famosa “Mr. Brightside”, eles carregam na bagagem da carreira cinco álbuns no total.

Para comemorar a vinda dos caras para o Brasil em março do ano que vem no Lollapalooza e o recém lançamento do disco “Wonderful Wonderful” a Nação da Música analisará na coluna de hoje o primeiro single de cada álbum da banda.

“Hot Fuss” (2004)


A tão elogiada estreia do The Killers com um álbum de estúdio começa em 2004 com o “Hot Fuss”. E a música que deu início ao trabalho nada mais é do que “Mr. Brightside”, um hino atemporal que faz história mesmo tantos anos após o seu lançamento. A canção que faz tanto sucesso já começa em uma vibe que predominaria por todo o disco: uma melodia mais rápida, refrães contagiosos e a emblemática voz de Brandon Flowers.

Com uma pegada new wave e influências de bandas que foram destaque entre as décadas de 70 e 80, o “Hot Fuss” vem com um rock substancioso, hora com um toque mais dançante, hora mais melódico e faixas que combinam entre si do começo ao fim – e que, sem dúvida nenhuma sobre os motivos, garante o posto de melhor disco lançado pela banda americana.

Outros singles pra ouvir: “Somebody Told Me”, “All These Things That I’ve Done” e “Smile Like You Mean It”.

“Sam’s Town” (2006)


Nem demorou tanto assim para que o The Killers voltasse com mais um álbum, dessa vez o “Sam’s Town”. Tudo começa com “When You Were Young”, uma das melhores do álbum e que, sim, pode representá-lo muito bem. Já com uma sonoridade mais densa, soubemos de cara o que o grupo queria com este trabalho.

Como uma homenagem a Las Vegas, cidade de onde eles saíram, e também tocando o que para muitos é uma ferida – a velhice – “Sam’s Town” não dá continuidade àquela sonoridade extravagante conhecida em “Hot Fuss”. Pelo contrário, ele cria a sua própria de uma maneira mais introspectiva e densa ainda com letras que atingem fundo o existencial de qualquer ouvinte e, dessa vez, sem a utilização do auto-tune, nos apresentando a voz nua e crua de seu vocalista.

Outros singles pra ouvir: “Bones”, “Read My Mind” e “For Reasons Unknown”.

“Day & Age” (2008)


Em 2008, a banda chega com o seu álbum mais pop lançado até aqui, o “Day & Age”. Com um aspecto um tanto quanto futurístico em seu design e melodias, o lado cada vez mais dançante do grupo se aflora já no primeiro single “Human”. E não poderia existir outro representante melhor para esse disco.

Porém, “Day & Age” se divide em duas facetas: essa mais positiva e descontraída – bem diferente do álbum anterior – e outra com uma pegada mais séria e até crítica. Já as influências aqui são bem nítidas com aquela pitada de anos 70 e 80, David Bowie e do dance rock. Já em um aspecto mais instrumental, The Killers deixa o som mais cru de “Sam’s Town” de lado e volta com força com os sintetizadores mais evidentes e o uso de guitarras bastante expressivo.

Outros singles pra ouvir: “Spaceman”, “The World We Live In” e “A Dustland Fairytale”.

“Battle Born” (2012)


O penúltimo álbum lançado pelo grupo americano foi o “Battle Born”, que teve “Runaways” como primeiro single. Com esse lançamento, cada vez mais o The Killers parecia se distanciar daquilo que criou nos dois primeiros trabalhos – dando a esse, talvez, o título de mais fraco de todos.

Desde o single lançado passando pelas principais faixas do disco, o ritmo dançante não se perde, mas ele é carregado de um som mais genérico, como aquelas músicas que tocam ao seu redor mas você não para pra prestar atenção, é apenas um som ambiente. Se antes a tática era apostar nos refrães que colam na mente, dessa vez isso não parece ter sido cem por cento efetivo.

Entre baladas românticas, sons melódicos e o constante uso sintetizadores, o The Killers não agradou a todos com o “Battle Born”, tanto que qualquer um das músicas poderia ser o single principal, que, diferente dos outros discos, não teve nenhuma música que o definisse realmente ou que se destacasse por completo.

Mas apesar das críticas e do hiato de quatro anos entre os trabalhos, uma coisa é certa e indiscutível sobre essa banda: a influência que os caras têm no cenário musical e a capacidade de fazer música de qualidade mesmo com os erros – e isso foi mostrado integralmente durante toda a sua carreira.

Outros singles para ouvir: “Miss Atomic Bomb” e “Here with Me”.

“Wonderful Wonderful” (2017)


Quem diria que esses cinco anos fariam tão bem ao The Killers e o resultado foi mais um grande álbum, dessa vez intitulado de “Wonderful Wonderful“. Se o quarto álbum da carreira foi quase um tropeço, a banda chega em 2017 para se redimir e tudo já começa com o primeiro single lançado “The Man”.

Talvez o acerto dos caras neste novo trabalho seja o fato de que eles pegaram elementos de tudo o que tinham de melhor, brincaram com alguns estilos e, pronto, a mágica está feita. E olha que toda a discotecagem de “The Man” não representa a sonoridade do disco como um todo, mas é essa que pareceu ser a intenção: experimentar algo diferente em cada faixa e criar um grande disco.

Desde o dance, o rock um pouco mais pesado e até passando por uma musicalidade mais melódica, “Wonderful Wonderful” é o resultado de um trabalho completo com a predominância de muita energia com as guitarras mais aceleradas e que, mais uma vez, prova o quanto esse quarteto sabe brincar com sua própria sonoridade sem perder a identidade criada lá no início dos anos 2000 e, melhor ainda, de uma maneira digna de aplausos.

Outro single para ouvir: “Run for Cover”, “Wonderful Wonderful” e “Some Kind Of Love”.

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Formada em jornalismo, considera a música uma de suas melhores amigas e poderia facilmente viver em todos os festivais. Bandas preferidas? McFLY e Queens of the Stone Age.

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