BacurauNo último dia 29 de agosto, os cinemas brasileiros receberam a estreia de “Bacurau”, película nacional dirigida por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho. A produção fica por conta de  Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd e Michel Merkt. Vale lembrar que, com exceção de Dornelles, todos trabalharam na criação de “Aquarius”, aclamado longa.

O filme com nomes fortes da indústria cinematográfica, tanto em territórios brasileiros quanto internacionais, como Sônia Braga (“Extraordinário” e “Aquarius”), Udo Kier (“Suspiria” e “Bastardos Inglórios”), Bárbara Colen (“Aquarius” e “Baixo Centro”), Wilson Rabelo (“O Bom Baiano” e “Ursinho”), Silvero Pereira (“A Força do Querer” e “Serra Pelada”), Karine Teles (“Que Horas Ela Volta?” e “Benzinho”), Antonio Saboia (“Rotas do Ódio” e “Confia em Mim”), Thomás Aquino (“3%” e “Praia do Futuro”), entre vários outros.

O enredo se passa dias após do falecimento de Dona Carmelita, senhora de 94 anos, pessoa considerada ícone no pequeno vilarejo do sertão brasileiro chamado Bacurau. Logo após este triste período, os moradores locais começam a perceber certos acontecimentos estranhos acontecendo, com mortes repentinas e, também, o sumiço do local em mapas. Sendo assim, precisam descobrir o que está acontecendo e, assim, se protegerem do que pode ser uma grande ameaça. Vale lembrar que o título do longa faz menção a um típico pássaro noturno de mesmo nome e, também, como são chamadas as linhas de ônibus noturnas no Nordeste.

Para criar esta ambientação de suspense mixado com drama, a trilha sonora se mostra imprescindível. Desta maneira, confira 4 canções presentes no longa.

“Não Identificado” – Gal Costa

Lançada em 1969, está presente no álbum homônimo de estreia da cantora. Esta foi, originalmente, composta por Caetano Veloso.

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Com letra romântica, expressando a vontade de fazer uma canção à pessoa amada após o Carnaval, ela casa perfeitamente com a voz melódica e poderosa da artista, contando com uma introdução forte que dá lugar ao teclado envolvente e outros instrumentos orgânicos que se emaranham com o vocal.

A faixa, em 2017, foi inserida no disco “Estratosférica Ao Vivo”, gravado neste mesmo ano, na Casa Natural Musica, em São Paulo.


“Night” – John Carpenter

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A faixa está presente no álbum de estreia do famoso diretor, lançado em 2015, tendo o nome “Lost Themes”.

Conhecido por seus filmes, como “Christine: O Carro Assassino” e “Halloween”, o estadunidense entrega uma canção somente composta por instrumental, sem vocal, misturando alguns orgânicos, como um contra-baixo forte, e samples distorcidos que remetem à obras de suspense, como “Stranger Things”, até vídeo-games antigos.


“Réquiem Para Matraga” – Geraldo Vandré

A faixa foi lançada em 1966 pelo ícone da MPB. Está presente, originalmente, em seu terceiro álbum de estúdio, chamado “5 Anos de Canção” e, também, na coletânea “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”.

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Com letra reflexiva e emocionante, o cantor exalta sentimentos em sua voz marcantes, com um violão bem presente e toques de triângulo que aparecem ao decorrer dela. Existem algumas mudanças de tom no instrumental e, também, no vocal, aumentando seu ritmo com algumas puxadas e, em certas nuances, o diminuindo gradativamente.


“Bichos da Noite De ‘O Coronel de Macambira'” – Sérgio Ricardo

Lançada em 1967 pelo artista, está presente em seu sétimo álbum, chamado “A Grande Música De Sérgio Ricardo”.

Com voz grave e estrondosa, a letra menciona, como um bicho da noite, o chamado Bacurau, como já mencionado no texto. O cantor é acompanhado de backing vocals em formato de coro, além de instrumentais totalmente orgânicos, com foco na percussão, porém não se diminuindo a presença de outros de sopro e, também, cordas.


Ainda não conhece essa grande obra do cinema nacional e gostaria de saber mais? Veja o trailer no final da postagem!

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