Entrevistamos Antonio Leoni sobre o lançamento “Ciclos e Portais”

Antonio Leoni
Foto: Carolina Warchavsky

O cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor Antonio Leoni lançou nessa quinta-feira (29), através das plataformas digitais, o EP intitulado “Ciclos e Portais”.

Embora esse material marque a sua estreia solo, o artista já acumula mais de dez anos de estrada, tocando e trabalhando com diversos outros músicos, a exemplo de seu pai, Leoni. Para falar sobre o lançamento, ele bateu um papo com a Nação da Música.

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Entrevista por Katielly Valadão.
——————————— Leia a íntegra:
Olá, Antonio. Como vai? Obrigada por falar com a Nação da Música! Em antecipação ao primeiro trabalho solo, quais sentimentos precedem o lançamento de “Ciclos e Portais”?
Antonio: Olá, Katielly, fico feliz em falar com a Nação da Música! É uma mistura de muitos sentimentos lançar meu primeiro trabalho grande. Animação, ansiedade, orgulho, alívio… Esse trabalho é extremamente importante pra mim e acredito que, por isso, seja essa mistura toda.

O EP tem uma característica bem particular, que é percorrer dez anos da sua vida. Canções escritas dos 13 aos 23 anos certamente são cheias de ideias e de percepções que mudaram ao longo do tempo, certo?! Como a junção dessas canções definem sua essência como músico?
Antonio: Eu escrevo músicas pra botar pra fora emoções que eu ainda não racionalizei completamente, muitas vezes em momentos de mudança. As grandes mudanças na minha vida sempre me moldaram a ser quem eu sou e acredito que nessas canções selecionadas pro EP tenha muito de quem eu sou e o que vim aqui para fazer e oferecer. Cada canção tem um gostinho diferente, um subgênero do pop diferente, como fotografias das minhas ideias e gostos de cada época da minha vida.

Ainda dentro desse tópico criativo, além da voz, você também foi responsável pela produção musical e pelos arranjos das faixas. Pra você, quão importante foi estar ativamente envolvido em todos os aspectos das suas composição e como isso reflete no resultado final da sua arte?
Antonio: Eu nunca vi muita diferença entre composição e produção. Acredito que pra entregar uma mensagem, você pode usar muitos artifícios, tanto líricos quanto instrumentais ou de mixagem para deixar a mensagem mais clara e profunda. Algumas músicas eu componho em cima de arranjos instrumentais, outras faço o arranjo em cima da letra e da melodia. Para mim, essa mistura é o mais legal da música, onde eu mais me divirto nessa fronteira entre produtor e compositor.

Embora esse seja seu primeiro EP solo, você já tem uma longa estrada na música. Como você enxerga e experimenta essa transição de trabalhar com tanta gente diferente e agora assumir as rédeas da sua própria produção?
Antonio: Acho que é natural. Eu sempre fui a pessoa nas bandas que ficava tentando arranjar as músicas, definir o que cada um ia fazer, mas banda são muitas visões que precisam estar alinhadas pra dar certo. No meu processo, produzindo sozinho, descobri muito dos meus gostos, virtudes, defeitos. Foi um processo de autoconhecimento muito importante para mim.

Antonio, você começou a tocar ainda muito jovem. Você tem lembranças de quando percebeu que queria ser músico? Como foi ter seu pai, Leoni, como mentor nessa carreira?
Antonio: Eu sempre tive um pezinho na música, mas só no ensino médio, com uns 16 anos, que eu percebi que não tinha jeito, eu não me via fazendo mais nenhuma profissão que não fosse relacionada à música. Me lembro de cair no choro no dia que eu decidi que ia fazer faculdade de música e tentar viver disso.

Sempre tive apoio do meu pai e uma certa calma com os obstáculos da carreira artística. Comecei a tocar no palco cedo com ele e a produzir as músicas dele recentemente. Confiamos muito um no outro.

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Quando o material estiver lançado, quais serão os seus próximos passos? Podemos esperar por apresentações ao vivo?
Antonio: Quero muito fazer shows. Estou com show pronto tocando o álbum inteiro e mais algumas conhecidas, fazendo looping ao vivo, tocando vários instrumentos. Agora é botar no mundo e fazer muitos shows!

Você tem alguma curiosidade legal ou algum segredo sobre “Ciclos e Portais” que gostaria de contar e que ninguém ainda tenha te perguntado? Conta pra gente!
Antonio: Três músicas do EP eu escrevi para paixões minhas, poucas pessoas sabem pra quem são, fica aí o segredo meio contado pra fazer mistério.

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Para finalizar, gostaria de deixar um recado especial para os leitores da Nação da Música que vão acompanhar seu lançamento?
Antonio: Eu espero, do fundo do meu coração, que essas músicas possam ser pra vocês o que elas foram pra mim, que elas possam tocar, acolher, confortar quem ouvir. Todas vêm de um lugar muito vulnerável e, por isso, acho que vocês vão poder se identificar com alguma coisa.

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Katielly Valadão
Katielly Valadão
Jornalista apaixonada por palavras, cultura e entretenimento.