O Panic! At The Disco lançou o quarto álbum de estúdio da banda, “Too Weird To Live, Too Rare To Die!” no dia 8 de outubro, após dois anos sem lançar um CD.

O disco tem influências claras à cidade de Las Vegas e musicalmente tem inspirações no hip-hop. Em uma extensão desse mantra, o álbum é um caso eclético que varia muito de canção para canção.
Em entrevista exclusiva para o Nação da Música, o vocalista Brendon Urie falou sobre o novo trabalho da banda, suas influências, parcerias, enfim, confira todos os detalhes abaixo.

Entrevista por: Eduarda Bahouth.

1. O nome do álbum “Too Weird To Live, Too Rare To Die!”, foi inspirado no livro do jornalista Hunter S. Thompson, “Medo e Delírio em Las Vegas” (Conrad, 2007, L&PM POCKET, 2010). O novo CD, como Brendon já disse em outras entrevistas é claramente inspirado na cidade natal de vocês, como é essa relação e a memória musical da banda com a cidade de Las Vegas?! Quais foram os sons e imagens que contribuíram para o visual e sonoridade de vocês?
Brendon: Eu sempre amei minha cidade natal, Las Vegas. Eu levei um tempo para perceber o quão grande ela era, mas esse álbum foi inspirado no quanto eu amo assistir e participar de coisas como a dança, como ninguém assiste e o que é uma grande parte da Natureza de Las Vegas.

2. Como vocês definiriam a sonoridade do novo disco, quais foram as suas principais influências para compô-lo, artistas, músicos, enfim como definir o álbum “Too Weird to Live, Too Rare to Die” para o público? Dia 8 de outubro, vocês lançam o novo álbum oficialmente, já há algo programado para comemorar o lançamento de mais um álbum?
Brendon: Esse álbum é um álbum de festa. Puramente para fazer as pessoas dançarem. Influências como Depeche Mode e A$AP Rocky foram muito inspiradoras para a criação desse álbum.

3. O novo álbum do Panic! At The Disco já está saindo do forno e prestes a lançar o sucessor de “Vices and Virtues”, o selo responsável pelo quarto trabalho dos norte-americanos continua sendo o Fueled by Ramen, também responsáveis pelos grupos Paramore, Fun, entre outros. Vocês já estão a algum tempo com a mesma gravadora, como é essa parceria entre vocês e a gravadora?
Brendon: Eu amo todos os nossos amigos, mas eu amo ainda mais como cada um de nós é diferente. Isso faz de nós muito mais originais.

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4. O novo disco foi produzido pelo Butch Walker, que se destacou como intérprete em várias bandas de rock da década de 1980, incluindo Bad Boyz e Bullet Byte mais tarde chamada de SouthGang, além de já ter produzido álbuns de artistas como Avril Lavigne, P!nk,Simple Plan, Katy Perry, All Time Low. Enfim o cara é muito bom e também produziu o último disco de vocês ” Vices & Virtues”, como foi trabalhar novamente com ele e o que ele agregou a esse novo disco de vocês?
Brendon: Butch é maravilhoso como compositor, produtor e como amigo. Ele sempre me faz ser melhor em todos os aspectos e eu amo isso. Eu o amo.

5. O Panic! At The Disco é uma banda que começou a sua divulgação incialmente na internet pelo My Space e agora como muitas bandas vem fazendo, vocês liberaram o disco para audição no Youtube, antes mesmo do lançamento oficial. Como vocês veem essas novas táticas aliadas ao uso das redes sociais para venda dos discos físicos ou das músicas via Itunes?!
Brendon: Eu nunca fui tão preocupado a respeito de vender nossas músicas on line ou em forma de discos. Se as pessoas gostam da nossa música, eu espero que elas a comprem. Se eles não o fazem, não posso culpá-las. Eu apenas quero que as pessoas ouçam nossa música.

6. Há um ano fora dos palcos, a banda começou a divulgação do novo disco lançando música e videoclipe novos simultaneamente, gerando surpresa e expectativa entre os fãs a respeito do quarto álbum de estúdio da banda, a música de trabalho escolhida foi a “Miss Jackson”, seguida da “This Is Gospel”, como é esse processo de escolher as músicas que irão virar singles?!
Brendon: Essa ordem das músicas foi escolhida por que eu senti que foi a melhor introdução para o nosso álbum. Todas as canções são muito diferentes das outras e essa foi a melhor forma de mostras às pessoas como esse álbum é eclético.

7. Como vocês definem o amadurecimento pessoal e musical da banda e de seus integrantes desde o lançamento do primeiro álbum de vocês em “A Fever You Can’t Sweat Out” em 2005?
Brendon: Nossa música mudou drasticamente durante os anos, mas eu me sinto mais confiante agora como compositor e produtor. Sou capaz de escrever com mais fluidez e confiança que antes. E eu espero que continue assim.

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8. Aproveitando, há algo programado para vocês virem para a América do Sul, para o Brasil?!
Brendon: Nós apenas começamos a fazer planos de ir à América do Sul, mas espero que nos vejamos em breve. Estou com saudades de vocês.