Entrevista exclusiva: Selah Sue fala sobre sua carreira, projetos futuros e fãs brasileiros

Selah-Sue

No Rock in Rio 2013 Brasil, a performance de uma cantora belga chamou a atenção do público. Selah Sue se apresentou pela primeira vez na América do Sul, e na ocasião, o festival que acontece no Rio de Janeiro de dois em dois anos, recebeu com carinho a artista, que possui vários fãs no Brasil. O primeiro álbum de sua carreira foi lançado em 2011, que leva o seu nome como título. Com características do soul, hip-hop, funk, pop e reggae; a cantora de 26 anos conquistou o sucesso internacional e deu alguns detalhes sobre sua carreira, projetos e o que pensa sobre o Brasil e os fãs em uma entrevista exclusiva ao Nação da Música.

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Entrevista por: Bárbara Araujo / Ana Bellucci

Como você definiria a sua música para quem não conhece o seu trabalho?
Eu acredito que seja bem “soul”, emocional – porque só canto sobre coisas que realmente me importam, que sinto; e eu tive um grande problema com aceitação de mim mesma, tive depressão; então falo bastante sobre encontrar a felicidade e de aceitar quem você é. Também acho que minha música seja eclética, pois minha voz tem característica do Soul mas ela funciona em qualquer tipo de música, como pop, hip hop e um pouco eletrônica, como é possível encontrar no meu último álbum. Eu apenas amo todos os estilos e ao mesmo tempo quero fazer um pouco de cada um.

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Embora você tenha uma base de fãs no Brasil, dificilmente a música belga ou até mesmo europeia chega aqui. Digo, não tem a facilidade que tem, por exemplo, os artistas estadunidenses e britânicos. É/foi realmente difícil tornar a sua música conhecida internacionalmente? Como é a cena musical na Bélgica nesse sentido?

É, não é fácil, inclusive porque há vários talentos tanto belgas como europeus e que não saem do seu País. Acredito que é uma questão de encontrar as pessoas certas, ser único, a sua personalidade, ser muito bom no que você faz, correr atrás, trabalhar duro… Então acredito que todos esses elementos juntos fazem com que você tenha reconhecimento internacional ou não.

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“Reason” foi lançado há quase dois meses. Como foi trabalhar nele com os produtores Robin Hannibal e Ludwig Goransson? O que eles trouxeram de novo ou diferente para a sua música que você não conhecia? Quais as influências do álbum?

Não é fácil trabalhar porque os dois possuem fortes opiniões, algumas vezes tive que realmente lutar pelo que eu mesma queria mas eles fizeram tudo o que era possível e um incrível trabalho. Cada um apresenta um específico som diferente e as faixas que eles produziram não existiriam. Foi uma incrível produção, uma incrível vibe e essas particularidades deles são características únicas, que eu não poderia fazer, então eles foram essenciais inclusive para me motivarem e “empurrarem” para chegar no resultado.

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O tempo de espera para o lançamento do “Reason” foi maior do que o de espera do sucessor do disco autointitulado de estreia, o “Rarities”. Nesse meio tempo você passou bastante tempo em turnê no processo de divulgação deles. Como você analisaria essa trajetória? Acha que o resultado teria sido diferente se não fosse por essa divulgação? Você é o tipo de artista que coloca turnês ou lançamento de álbum em primeiro plano? Qual a importância disso para a sua carreira?

Uau, pergunta difícil. Bem, após lançar o primeiro álbum eu simplesmente entrei em turnê por dois anos e, na verdade, gravei em apenas seis meses, até que rápido. Então, o que levou tempo foi encontrar produtores, que estavam prontos para aceitar. Acredito que é importante de ter um bom tempo para escrever/produzir um bom CD, mas acredito que no fim, o tour é a questão mais importante, então me asseguro de que minha performance ao vivo é muito boa, de que eu possa tocar as músicas bem, então,a credito que essas duas questões são importantes.

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No EP de 2014, “Alone”, temos uma parceria com o rapper parisiense Guizmo na canção “Together”, que acabou também entrando para o álbum “Reason”. Quando produzida, a faixa já estava programada para entrar nos dois lançamentos ou foi uma parceria que deu tão certo que você achou que também cairia bem no “Reason”?

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Sim, bom, no EP foi por questão de ter levado um tmepo para o single estar pronto, então também houve bastante tempo para a mixagem, os produtores precisavam de tempo, então acreditei que poderia alcançar mais pessoas desta forma, de já conhecerem um pouco do meu trabalho em um EP mais eclético. E também por ser uma música tão linda, eu queria lançá-la de qualquer forma. Foi uma ótima forma de fazer isto.

“Together” não é a única parceria com Gambino. Vocês também gravaram, no início do ano, uma versão especial de “Alone”. Como isso aconteceu? Quais as dificuldades de trabalhar com um artista de gênero diferente do seu e que canta em outra língua, mesmo o inglês não sendo sua língua nativa?

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Bom, para mim a língua francesa é muito linda, e traz isso para a música, além de um pouco da letra francesa. Mas funcionou muito bem, pudemos fazer um trabalho bem legal juntos o que foi muito importante.

O que você espera para o futuro da sua carreira? Algum desejo especial que gostaria de compartilhar? O que podemos esperar de você até o fim do ano – videoclipes, turnês, outros lançamentos?

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Sim, eu vou fazer bastante shows, minha agenda está bem lotada até o fim do ano. Farei vários festivais neste verão, após isso farei várias apresentações na Alemanha, e no próximo ano eu irei para os Estados Unidos e provavelmente Austrália e Japão. Então terei bastante, bastante shows, mas podem esperar por alguns remixes, que eu realmente quero lançar, algumas parcerias também e, principalmente, videoclipes! Como, por exemplo, “Reason” terá vídeo logo, logo, e mais algumas músicas também.

Atualmente você está em turnê pela Europa e a sua agenda está cheia até novembro. Já faz mais de um ano desde a sua última visita ao nosso país, há chances de vermos o seu show aqui pelo Brasil ou em outros países da América do Sul? Deixe uma mensagem aos brasileiros que te acompanham.

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O Brasil é na verdade meu lugar preferido de me apresentar, participei do Rock In Rio e eu estava simplesmente “flutuando”, impressionada com a vibe do Brasil e principalmente, da plateia. Eu mal posso esperar para estar aí de novo, mas claro, eu preciso seguir a agenda e realmente confio no meu manager. Mas, com certeza, eu voltarei e darei tudo de mim e será maravilhoso. Obrigado à todos pelo apoio, eu acredito que é bem raro para artistas belgas serem tão “grandes” no Brasil e sou muito agradecida. Não vejo a hora de voltar! Obrigada, bye bye!

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Redação
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