Lagum
Foto: Danilo Silva

Unindo o indie ao pop com uma pegada de brasilidade, o Lagum vem crescendo na cena nacional. Na ativa há quatro anos, a banda tem ganhado cada vez mais destaque na internet.

O clipe de “Deixa”, música que contou com a participação da cantora Ana Gabriela, já atingiu mais de um milhão de visualizações no YouTube e faixa chegou ao oitavo lugar no Top viral Brasil do Spotify na semana do lançamento.

O grupo, natural de Belo Horizonte, é composto pelos amigos Pedro Calais nos vocais, Otávio Cardoso e Glauco Borges nas guitarras, Francisco Jardim no baixo e Tio Wilson na bateria e lançou seu primeiro álbum de estúdio, “Seja o Que Eu Quiser”, em 2016.

Com muito bom humor, os meninos do Lagum deram entrevista para a Nação da Música e falaram sobre carreira, planos para o futuro e sobre o clipe de “Deixa”.

Entrevista feita por Gabriela Cavalheiro.

————————————————————————————————————— Leia na íntegra

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Oi, meninos do Lagum! Tudo bom? Obrigada por topar dar entrevista para a Nação da Música.
Lagum: Fala, Gabi! Estamos tranquilíssimos. É um prazer pra gente poder explicar nosso trabalho.

Quero começar falando sobre “Deixa”. Como foi regravar a música com a Ana Gabriela?
L
agum: Regravar “Deixa” com a Ana foi uma ideia que tivemos pra dar outra interpretação para a música. E a Ana já tinha comentado que faria um cover pro YouTube, daí resolvemos chamar ela pra cantar a música oficialmente com a gente.

O que vocês acham que ela conseguiu acrescentar à faixa?
Lagum:
Nessa “nova interpretação” que citamos, resolvemos tratar a faixa como a música mais confortável do mundo [risos]. O timbre da Ana é bem suave, o que casou perfeitamente com o concepção que queríamos adotar para a canção.

Aliás, o clipe é bem criativo, bem engraçado. Como foi a gravação?
Lagum:
A gravação não foi nada convencional. Conhecemos a Ana pessoalmente um dia antes de gravar o clipe. Estávamos em São Paulo e só tínhamos aquela chance de gravar algum material de vídeo. Então perguntamos na cara dura para a Ana se seria possível gravar um clipe na cozinha dela. Ela não sabia o que seria e a gente também não sabia direito. Fomos ao supermercado de manhã, compramos vários ingredientes e construímos o clipe no improviso.

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A cozinha ficou destruída no final e tivemos a chance de nos conhecer bem melhor enquanto jogávamos toneladas de farinha e ovo cru na lixeira.

De onde veio a ideia de fazer algo imitando os programas de culinária?
Pedro:
A gente tinha um show marcado em São Paulo, e íamos aproveitar pra gravar a voz e o clipe com a Ana na viagem. E, um dia antes, a gente ainda não tinha o roteiro pro clipe, era de noite e eu estava no telefone com o Teté, que é o cara que faz nossos clipes. Estávamos tendo um bloqueio criativo sinistro enquanto eu fazia um brownie de banana.

Tirando o brownie do forno, esbarrei um pedaço do dedo na forma e me queimei, foi ai? que ideia veio na minha cabeça. Instantaneamente começamos a buscar referências em programas de culinária de antigamente e deu no que deu.

Parabéns pelo 1 milhão de visualizações no clipe de “Deixa”! Como tem sido a recepção do público?
Lagum:
Tem sido surpreendente. Os números vieram muito rápido, e os fãs da Ana abraçaram muito a música. Pessoas que antes não acessávamos passaram a nos ouvir e foi se espalhando loucamente. Percebemos também que depois que lançamos essa versão, a música se tornou ensurdecedora nos shows. O público grita o refrão tão alto que dá vontade de fazer um campeonato Brasileiro de berro entre as cidades que a gente vem tocando.

Que maravilha! [risos] Em um vídeo de vocês, o Pedro disse que só ia parar o Lagum quando surgisse uma banda cover de vocês. Vi que já tem várias pessoas fazendo cover das músicas de vocês na internet… E agora? Qual é a próxima meta antes de acabar o Lagum?
Lagum:
Se a frase “o céu é o limite” não fosse tão clichê, poderíamos cogitar em usar. Então vamos deixar a meta em aberto, e se por acaso vier uma meta e atingirmos, a gente foca em dobrar a meta [risos].

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Amei muito a descrição da banda no site de vocês. Como é ter uma banda com os melhores amigos? É tão divertido quanto parece ser?
Lagum: Tem o lado negro também, né? [risos]. Como somos muito íntimos, a comunicação entre nós é em outro patamar. Nos bons momentos a gente aproveita como ninguém, mas nos momentos turbulentos o pau quebra. Somos pessoas normais e ninguém é good vides o tempo todo. É aí que a intimidade nos ajuda e acalma, pois temos certeza de que somos maiores que isso tudo.

Muito bem. Ao invés de vender CDs, vocês preferem jogar os discos pra galera nos shows. Da onde veio essa ideia?
Lagum:
Acreditamos que a banda aconteceu dessa maneira. Nos nossos primeiros shows depois do lançamento do disco, jogamos cerca de dois mil CDs em 3 meses, e de repente todos os jovens de BH tinham esse CD no carro. Foi assim que entramos sem querer no cotidiano das pessoas. Ainda mais no trânsito, que é um momento estressante do dia.

Como é ser uma banda de pop alternativo no Brasil?
Lagum:
É um limbo [risos]. Você não é nem pop, nem alternativo. Alguns te acham pop demais, outros alternativo demais e você acaba caindo no gosto das pessoas que não estão nem aí pro rótulo da música. E é esse tipo de pessoa que realmente queremos atingir.

Vocês fazem um som alternativo, mas dá pra sentir uma influência de reggae e de mpb bem clara nas músicas. Quais são as principais referências de vocês na hora de compor?
Lagum:
A gente não se apega a nada na hora de compor. Gostamos de deixar a música fluir naturalmente. Essas influências vêm inconscientemente e pincelam a música.

Quais são os planos pro Lagum em 2018?
Lagum:
Queremos rodar o Brasil e aproveitar o melhor de cada cidade que pisarmos. O público está crescendo bastante e queremos acessar a todos de maneira offline, que é bem mais legal.

Gostariam de deixar um recado para os leitores da Nação da Música?
Lagum: Sim! Sejam maneiros, gente. Abraço.

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