Entrevista: Mallu Magalhães fala sobre novo álbum, inspirações e turnê

Mallu Magalhães
Foto: Gonçalo F. Santos

Mallu Magalhães acaba de lançar o terceiro álbum da carreira intitulado de “Vem“. O sucessor de “Pitanga” traz uma pegada muito mais abrasileirada do que os últimos trabalhos, além de todo o seu amadurecimento entre um trabalho e outro.

Em meio a uma conversa bastante simpática, a cantora revelou para a Nação da Música um pouco sobre o processo do álbum, sua turnê e a influência da maternidade em sua carreira.

Entrevista por Maria Victoria Pera Mazza

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Você disse em sua última entrevista para a Nação da Música que o “Vem” teria um diferencial por conta do caráter brasileiro. O que te levou e inspirou para essa mudança?
Mallu: Eu acho que foi uma escolha natural. Quem escolhe mais isso, quem determina são as canções, mais do que a nossa escolha. Claro que existe todo um conceito geral, uma ideia geral para o álbum, mas foram as canções, mais samba, mais músicas em português, mais baladas… Então, toda a roupagem brasileira fez todo o sentido e ficou bem evidente pra gente o que era certo para cada canção.

E a produção deste álbum contou com uma “participação” muito especial que é a sua filha… Como a maternidade influenciou na sua musicalidade?
Mallu: Influenciou bastante. Acho que todo o jeito que a gente vê o mundo, né? A gente aprende a relativizar um pouco mais as coisas e também aproveitá-las mais. Dá outra profundidade pra vida e para os nossos sentimentos. Traz também uma coragem, uma plenitude que possibilita mais firmeza na hora de produzir música ou fazer arte de uma maneira geral. E, ao mesmo tempo, traz uma conexão com si mesma, com os nossos instintos, sabe? E a gente tem uma força, tem um vigor que nunca tínhamos experimentado antes, exige da gente muito mais dedicação e mais energia. Acho que tem essa coragem e tem também até uma nova leva de medos e receios muito mais graves do que os que a gente tinha quando não tinha nenhum criança.

A sua carreira começou muito cedo e você ainda era adolescente. Se fosse se lançar hoje como cantora, faria alguma coisa de diferente da Mallu Magalhães com 15, 16 anos?
Mallu: Um pouco difícil pensar, acho que o que sempre me acalma em qualquer decisão minha é que eu sei que faço as coisas com muita honestidade, todas as minhas escolhas são muito sinceras e honestas, então, depois eu não me arrependo. Acho que não faria nada de diferente, eu fiz o meu melhor, não sei se teria condição de fazer alguma coisa diferente.

Foram seis anos entre o álbum “Pitanga” e o lançamento do “Vem”. Esse grande período entre um e outro foi natural ou você não se sentia no momento de criar algo para a sua carreira solo?
Mallu: Foi algo natural, sim. Entre um disco e outro várias coisas aconteceram… Teve a Banda do Mar, a turnê com eles e a minha, eu tive bebê, então, não foi um tempo pensado como “agora vou esperar seis anos pra fazer algo”. Me dediquei aos outros projetos, fiz outras coisas e nesse meio tempo acho que também fui criando um repertório de vivência, sabe? Foi importante ter passado pelas coisas que passei.

Você passa uma boa parte do tempo em Lisboa e, inclusive, já se apresentou em Portugal. Como é a receptividade do público português? No Brasil, as pessoas costumam ser bem calorosas e à vontade em um show, rola isso por lá também?
Mallu: Sim! É um público também muito caloroso do jeito deles. Eles têm um jeito diferente do nosso, mas é caloroso, é carinhoso também. Eles me recebem muito bem, eu tenho muita gratidão mesmo por Portugal e pela maneira com que eles me receberam pessoal e musicalmente. Aos poucos tenho feito muitos amigos, tenho tido mais contato com a cena portuguesa que é muito interessante. Acho que Portugal, embora seja uma país pequeno, tem um povo muito dócil e muito construtivo, muito humano e produtivo também musicalmente.

Sua última turnê, “Saudade”, tinha a característica de ser apenas voz e violão. Agora você volta com o novo álbum e apresentações marcadas também pelo Brasil. O que traz de diferente nos shows com a turnê “Vem”?
Mallu: É um show bem mais energético. É um show de músicas para cantar e para dançar junto. Tem isso de diferente, mas eu continuo tocando minhas músicas dos outros discos e tem bastante da Banda do Mar, do “Pitanga”. É um misto, um show bem mais energético e eletrificado do que os meus outros e bem mais cantável. No início da carreira eu fazia um show bastante eletrificado também, mas as músicas em inglês não eram tão convidativas para o público cantar. Dessa vez não, dessa vez foram músicas que chamam pra cantar, fica mais fácil.

Poderia deixar um recado para os seus fãs que acompanham a Nação da Música?
Mallu: Gostaria de agradecer por acompanharem e agradecer também o espaço na Nação da Música que eu também acompanho e adoro. Acho demais que a música ainda seja tratada com tanta dedicação e interesse.

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Formada em jornalismo, considera a música uma de suas melhores amigas e poderia facilmente viver em todos os festivais. Bandas preferidas? McFLY e Queens of the Stone Age.

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