Entrevista: Stone Sour fala sobre “Hydrograd”, turnê e amor pelo Brasil

Divulgação

No final de junho, Stone Sour divulgou o sexto álbum de estúdio da banda, chamado “Hydrograd”. O disco foi gravado em Los Angeles e é o mais recente lançamento desde “House of Bones”, que teve a parte 1 divulgada em 2012 e a 2 em 2013.

A Nação da Música conversou com o baterista do grupo, Roy Mayorga, sobre o “Hydrograd”, os divertidos videoclipes da banda e também sobre o que ele acha do nosso país!

Entrevista feita por Nicolli Visconti e com perguntas e tradução por Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Primeiro de tudo, parabéns por “Hydrograd”! É um álbum ótimo!
Roy: 
Obrigado!

Como foi o processo criativo deste disco?
Roy: 
Esta é a primeira vez, na verdade, que a banda toda tocou junto e gravou ao vivo no estúdio. Com certeza foi uma abordagem diferente do que nossos quatro últimos álbuns. Nós também temos dois novos membros na banda, Christian Martucci e Johny Chow, que trouxeram novos elementos e sons para o grupo. Foi uma abordagem bem orgânica e natural. Nós compomos todas as músicas juntos, gravamos juntos. Foi incrível.

Você tem alguma música favorita deste disco? Ou alguma que você goste mais de tocar ao vivo?
Roy: 
A gente ainda não está tocando muitas músicas do álbum ao vivo ainda, mas tocamos “Taipei Person/Allah Tea”, “Song #3”, “Fabuless”. Eu amo essas músicas, mas eu diria que a minha favorita é esta última. Geralmente tocamos “Fabuless” por último nos shows e é simplesmente uma música com muita energia. Amo tocar essa música! Do ponto de vista de um baterista, é uma ótima música para tocar ao vivo. Todas as músicas do álbum, para mim, são divertidas de tocar, mas eu realmente amo tocar essa ao vivo agora.

Na sua opinião, quais as maiores mudanças, musicalmente falando, do Stone Sour desde os últimos disco até “Hydrograd”?
Roy: 
Para começar, nós obviamente temos dois caras novos que trouxeram uma nova dinâmica e um estilo diferente para a banda. Corey, Josh e eu meio que entramos nisso e reinventamos nosso estilo completamente. Mas ainda soa como nós, só que um pouco diferente.

Poderia falar alguma banda ou artista que foi inspiração para esse novo disco?
Roy: 
Acredito que não. Tudo que temos feito é nos concentrarmos e ouvirmos o que produzimos, indo e vindo nisso. Claro que, pessoalmente, na minha casa, eu ouço outras coisas Kiss, AC/DC, Queen, enfim, esse tipo de coisas. Eu ouço tantos tipos de música diferentes, sabe?

Stone Sour lançou dois EP de covers em 2015, chamados “Meanwhile in Burbank…” e “Straight Outta Burbank…”. Vocês pensam em lançar outro?
Roy: 
Acredito que não! Nós fizemos aquilo simplesmente para nos manter na ativa e sempre falávamos sobre fazer um disco de covers. Então, nós tivemos o tempo e o local para fazermos na época. Mas foi algo divertido de fazer!

Os videoclipes dos singles de “Hydrograd” estão muito legais, super bem produzidos. Vocês se envolvem na criação dos clipes?
Roy:
Nós mesmos surgimos com as ideias dos dois últimos vídeos. A ideia do vídeo de “Fabuless” na verdade surgiu há sete anos, quando íamos fazer o vídeo do disco “Audio Secrecy”. Nós não tínhamos o tempo e nem o dinheiro para fazermos, mas nos agarramos nesta ideia e conseguimos realiza-la em “Fabuless”. Já Corey foi quem criou a ideia do clipe de “Song #3”. O novo conceito que temos para a próxima que será lançada, que já filmamos, eu não posso falar muito sobre ela agora. Terão que esperar o lançamento! Será interessante… Vou dizer apenas isso [risos].

Como tem sido a turnê até agora?
Roy: 
Nós acabamos de terminar a turnê de verão com Korn e foi ótima! O pessoal do Korn é ótimo, a equipe deles é ótima. Tivemos muito sucesso. Vamos fazer uma pequena pausa agora e depois iremos para Nova Zelândia, Austrália e Japão. Mas no momento estou como baterista da banda do “Late Night with Seth Meyers”, por alguns dias, e tem sido bem divertido. Depois disso, irei encontrar o pessoal na Nova Zelândia e vou começar dali.

Vocês têm planos para tocar no Brasil?
Roy: 
Claro! Se nos chamarem para tocar aí, nós com certeza iremos! [risos] Não depende só de nós. Mas se depender de mim, claro, eu tocaria pelo Brasil inteiro! Se você conhecer alguém que queira a gente, converse com eles para que possamos tocar! [risos].

Vou fazer isso acontecer! [risos]
Roy: 
Por favor! Faça acontecer! Estou morrendo de vontade de ir ao Brasil. Eu não vou há anos, mas amo o Brasil.

Por onde você passou no Brasil?
Roy: 
Bom, eu fazia parte de uma banda chamada Soulfly, toquei também no Sepultura. Então, passei um tempo no Brasil já, sou bem familiar com o país. Já fui com algumas outras bandas, mas a primeira vez que fui ao Brasil foi em 1996 com uma banda chamada Shelter e a gente fez turnê por muitas cidades, como São Paulo, Curitiba, Brasília, Santos, Recife. Nós fomos para um monte de lugares! Vocês têm um país lindo, preciso dizer isso. De verdade!

Você tem uma mensagem para os fãs brasileiros?
Roy: 
Mal posso esperar para ver nossos fãs no Brasil! Eu estou pronto e ansioso por isso!

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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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