Entrevistamos Day Limns sobre o clipe de “Muito Além”, com Di Ferrero

DAY
Foto: Divulgação / Lucas Dias

No dia 11 de novembro, às 11 horas (horário de Brasília), Day Limns divulgou o clipe de seu mais novo single “Muito Além”, em parceria com Di Ferrero. A música, que havia sido lançada uma semana antes, reuniu em vídeo os dois artistas na Milo Garage num primeiro momento, fazendo uma apresentação surpresa para o público ali presente, e depois no bowl de uma piscina, fazendo uma analogia ao clipe de “7 Vidas” da cantora.

A Nação da Música conversou com Day Limns sobre a composição de “Muito Além”, o conceito do clipe com base no “do it yourself” e o processo de gravação junto com Di Ferrero, e como a relação da faixa com “7 Vidas” poderá ser explorada ainda em futuros projetos.

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Entrevista por Natália Barão
————————————– Leia a entrevista na íntegra:
Oi Day, tudo bem?
Oie, tudo sim e com você?

Tudo certo também! Bom, vamos começar?
Bora, vamos sim.

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Bom, a gente tá conversando principalmente pelo lançamento do clipe e de todo o conceito envolvido no single “Muito Além”. Você e o Di Ferrero já tinham tocado juntos antes, já se conheciam né, tanto que ele já tocou com você na “Bem Vindo Ao Clube Tour” lá no Hangar 110, mas eu queria saber como surgiu a parceria entre vocês pra “Muito Além”?
Cara então, eu escrevi “Muito Além” e uma série de músicas que têm o mesmo tema, os mesmos elementos, pra tudo ter um link. E numa das minhas conversas aleatórias com o Di quando a gente se trombava no estúdio, a gente tava trocando ideia e aí a gente falou “nossa, a gente podia fazer uma música sobre sentir demais”. E isso ficou acho que guardado no meu inconsciente, a gente não agiu em cima disso, mas aí eventualmente eu acabei escrevendo a música que falava “eu sinto demais”, eu escrevi o refrão e tal, daí eu olhei e falei “nossa, eu vou mandar essa música por Di, porque acho que ele vai pirar no papo, acho que vai pirar na música”. E aí eu mandei pra ele, só que eu escrevi no final do ano passado e fui mandar esse ano, acho que em fevereiro, e aí a gente finalizou juntos a música, e graças a Deus ele curtiu muito, entrou na onda, terminou de escrever junto comigo e foi muito “de boa, vamos fazer”. Eu acho que agora nesse ponto da minha carreira artística faz muito mais sentido fazer essa música com ele, e acho que é uma questão muito de alinhar o universo, alinhar agenda (porque o Di também é bem ocupado, ele tem uma agenda bem demandada). Mas foi isso, foi bem de boa. São dois geminiemos, dois emocionados, então acho que não podia ser outra pessoa pra fazer essa música comigo, foi tudo muito fluido.

Ai que legal. E uma coisa que me chamou muito a atenção foi o lançamento em si, que foi no dia 11 de novembro (que é o mês 11), às 11h da manhã. Teve alguma razão específica pra isso?
Cara, não, pior que não. Efetivamente 11/11 acho que é abertura de portal, acho que a gente tentou lançar esse clipe antes até, só que eu sou toda exotérica, e acho que o universo queria que lançasse no dia 11/11 às 11h. Eu até queria ter lançado acho que um dia antes, mas aí a gente pensou melhor e falou “não, vamos lançar no dia 11”. E aí depois que eu percebi “caramba, 11/11, 11 horas”. Mas eu não fui tão longe quanto a Anavitória, que lançou o clipe 11/11 às 11h11. Então acho que tava todo mundo nessa vibe de abertura de portal, o bagulho vai ser doido, mas eu não planejei “nossa, vou lançar dia 11/11 porque é isso isso e isso”. Foi uma coisa que aconteceu. Infelizmente, eu queria ter pensado nisso mas não pensei (risos).

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Ah, eu adoro essas coisas também, teve outro dia um eclipse solar acho que em Touro, aí outro dia um eclipse lunar em Escorpião, e eu adoro essas coisas também sabe, porque eu sou escorpiana.
Ah, você é escorpiana. Eu sou Gêmeos. Gemiazinha.

Sim haha mas eu, pessoalmente, me dou bem com pessoas de Gêmeos. É um signo que eu gosto até.
Primeira pessoa que fala isso (risos).

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(Risos) Assim, eu não vou mentir, já tive experiências ruins? Sim, já tive, mas quem nunca teve experiências ruins, né? Pessoas são pessoas.
É, geminianos são os mais incompreendidos de todos.

Eu poderia te dizer isso de Escorpião também, porque acho que meu signo é um pouco injustiçado, sabe, as pessoas falam um pouco mal demais, mas tudo bem, faz parte (risos).
(Risos) É isso!

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E a música “Muito Além” também explora muito a ideia do “do it yourself”, que é o principal mantra, digamos assim, da cena punk. E tem todo um conceito que vai pra um lado um pouco mais diferente, que vai pro coletivismo, essa coisa de parceria, de estar junto. E eu queria saber, como isso se fez presente no clipe especificamente?
Então, a brisa foi muito de, tipo assim, eu preciso de investimento, negócio de grana, grana, grana. Esse bagulho da indústria me pega, na real no mundo, o capitalismo é uma coisa que me irrita profundamente e a gente não tem como sair disso, já tá enraizado, Então eu penso, como que eu vou fazer esse bagulho funcionar pra mim? Porque eu sofro com esse bagulho, tá ligado, de ter que transformar as coisas num produto e tal, apesar de lidar “bem” com isso, melhor que muitas pessoas lidam. E eu queria muito fazer essa música chegar no offline. Eu tenho tido muito contato com o underground, vendo a cena de perto mesmo e como a galera trabalha mesmo; isso me inspira muito. E eu lembrei que quando eu tava no começo da minha carreira, eu usava muito o que eu tinha nas minhas mãos; quando eu não tinha contrato com gravadora nem nada, era eu e eu, e eu ia lá, pegava meu celularzinho, botava em qualquer cômodo, tocava os quatro acordes que eu sabia tocar, aprendia a musiquinha, cantava e um milhão de inscritos no meu canal fazendo isso sem investimento, sem produção, sem gravadora, sem contrato, sem nada.

Só que quando eu assinei com a gravadora, eu sinto que eu entrei num modo de “agora tem gravadora, agora ela que vai fazer tudo pra mim”, e não que não faça, mas acho que eu sequelei muito assim nesse sentido e fui abrindo um pouco de mão de algumas coisas que eu que fazia, que eu que mando. Então eu falei “mano, o que que tá acontecendo?”, eu me vi frustrada, escrevi um disco sobre frustração (que é o “Bem Vindo Ao Clube”), só que aí com muita terapia eu comecei a ver que eu preciso tomar as rédeas da minha vida. E estando em contato com o underground eu vejo a parceria da galera, do tipo “não tem como fazer, não tem como ter essa ideia, mas tem como a gente fazer isso aqui; eu conheço um cara que faz isso aqui”, e esse negócio começou a me fazer ver que é o “do it yourself” mesmo. Eu vou mandar mensagem, eu vou ter a ideia. Então eu comecei a ter esse gás pra fazer as coisas acontecerem pra mim, e acaba que quando eu comecei a fazer isso, eu comecei a contagiar algumas pessoas pra esse lançamento.

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Eu queria que fosse muito de verdade, muito orgânico, então foi isso que aconteceu, eu frequento os lugares, a Milo, e a gente conhece a dona, então eu falei “quero fazer uma festa na Milo que ninguém vai saber que a festa é com o Di, mas eu quero que pessoas que não me conhecem colem porque eu vou mostrar a música pela primeira vez, e eu acho que as pessoas que colam na Milo iam gostar de ouvir minha música. Então eu vou tocar a minha música lá pra esse povo desconhecido e que não me conhece, nós vamos gravar um clipe lá porque não tem verba pra fazer o clipe e a ação de marketing, então nós vamos fazer a ação de marketing, o clipe e tudo junto no mesmo lugar”. Então foi assim que foi nascendo, e eu falei “outra coisa, a gente vai ter a segunda diária, ter um conceito artístico amarrado com tudo que eu já tenho lançado, e as pessoas que forem impactadas lá nós vamos chamar pra segunda diária”. Então foi meio que essa vibe do corre mesmo, de “não tem como? vamos dar um jeito, vamos fazer”, inclusive, no clipe tem uma coisa muito legal que aconteceu, que a gente demorou muito pra achar aquele bowl piscina, é muito difícil de achar isso aqui no Brasil, não tem, é uma coisa muito dogtown de muito tempo atrás, é o sonho de qualquer skatista andar num bagulho daqueles. Então pra mim era uma coisa que eu queria muito, muito, a gente demorou dois meses pra conseguir achar, a gente tinha achado a foto mas não achava o lugar, e eu falava “eu só vou gravar se for nesse bowl, eu não vou gravar em outro lugar, e se a gente não conseguir a gente não vai gravar o clipe; a gente vai lançar a música sem clipe”. Mas a gente conseguiu achar e descobrimos que esse bowl, o cara fez ele mesmo porque não tinha no Brasil, era justamente o conceito do bagulho, ele disse que teve um momento que ficou muito triste e disse “mano, eu quero ter um bowl azul, meu sonho é ter um bowl azul. Não tem no Brasil? Eu vou construir o meu”. Aí ele desenhou e construiu o próprio bowl com as próprias mãos, e ele começou sozinho, aí as pessoas começaram a comprar a ideia dele, e hoje esse pico é referência pra todo mundo num bowl que ele construiu. Então tudo isso tá muito ligado, a produção do clipe foi muito esse rolê do “do it yourself”.

A minha stylist fez a roupa horas antes da gente sair, ela pegou duas blusas e cortou, remendou o negócio, cortou o pano; a calça também, a gente pegou uma, deu pra outra pessoa, falou “mano, faz alguma coisa, uma calça que não existe ainda” porque essa também é a brisa do “do it yourself”: se eu usar uma roupa, igual a que eu tô usando você vai ter que fazer. Não é se tem em loja pra vender, essa é a brisa do underground. Então é muito isso que me fascina, eu gosto muito de ser diferente de todo mundo, mas ao mesmo tempo às vezes não sou muito compreendida, mas às vezes você fala, vai e faz, e a gente se sente contagiado e entra nessa brisa. E acho que o clipe consegue passar muito essa noção disso, mostra a gente montando nosso próprio palco, a gente divulgando nossa própria música sem esperar de terceiros e de outros, porque se eu for esperar a indústria me dar uma chance, “ai, vou investir milhões nela”, mano, tem muita gente tentando. O que eu tenho na mão é isso? Então eu vou usar isso. Meio que essa foi a pira, esse foi o insight, e foi isso que rolou e que tem rolado na verdade. Falei pra caramba agora (risos).

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Não, mas eu amei (risos), ficou explicadíssimo o conceito!
Explicadíssimo (risos).

E da roupa, você falou que criou meio ali na última hora, isso foi a roupa que você usou no bowl, certo?
Não, não, essa também foi feita, a gente teve a ideia, porque a minha brisa era tipo “eu preciso estar de vermelho com branco porque a brisa é eu meio que ser a minha salva-vidas, então eu preciso estar de vermelho e branco”. Então teve todo esse briefing, eu dirijo artisticamente e criativamente o bagulho todo porque eu tenho muito os conceitos definidos, então eu falo “preciso que seja o bowl azul, se não for o conceito vai se perder e eu não quero que o conceito se perca; eu preciso estar de branco e vermelho e eu preciso que essas roupas não sejam produzidas ‘ai, tá pronta’, eu preciso que elas sejam feitas; a gente vai ter uma ideia e a pessoa vai lá e DIY” (vai lá, vai costurar o bagulho, que na real é sempre isso, mas criar uma coisa nova que não existia ainda). Então na real isso é o que acontece na maioria dos clipes, são roupas que as pessoas só vão ver no clipe a pessoa usando, isso torna aquele look icônico.

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Todo mundo tem o “do it yourself”, acho que é uma coisa da vida, não é exclusivamente do punk rock, mas é um bagulho da vida, que a pessoa tem que fazer isso. Inclusive, tem um menino no TikTok, acho que ele chama Kainan, eu não lembro, que se punk rock é ser “do it yourself”, ele é o maior que tem porque construiu a casa dele na mão, e todo dia ele tá construindo alguma coisa pra deixar ela melhor ainda, vai lá, pega um negócio do lixo e constrói uma coisa genial, gigante, porque ele não tá esperando ninguém, mas sim fazendo, e agora tá fazendo o nome dele com isso. Então sei lá, eu acho isso muito mágico. Em relação aos looks, o primeiro a gente já sabia o que ia fazer, a stylist falou “amiga, ó, eu vou chegar na sua casa, tô levando a blusa, nós vamos cortar e vamos fazer, você confia em mim?” e eu falei “confio, amiga, vai que vai”. E ela já é acostumada a fazer isso, teve outras vezes que ela levou vários panos, remendou e eu usei, e ficou uma coisa legal pra caramba. Então eu gosto muito disso, mano, quanto mais original e autêntico for, melhor, e eu acho que pra isso tem que ser sempre o “do it yourself”.

Eu concordo totalmente, eu gosto bem do “do it yourself”, eu também amo muito esse conceito, eu levo muito pra minha vida pessoal também. E eu vi que no seu Twitter inclusive você colocou ali DIY escrito…
E agora eu não consigo mudar nunca mais (risos).

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(Risos) Eu vi! Você e a Doja Cat ali que não conseguia mudar o “christmas”
(Risos) Não, a Doja conseguiu mudar e mudou pra “peido”, ela colocou “fart”. Mas enfim, eu mudei pra DIY porque qual que foi a brisa, eu tava falando muito DIY, DIY, DIY durante todo o planejamento e explicando esse conceito, e a gente foi decidir o nome da festa, a gente tava pensando aqui DIY, e aí a gente “mano, DIY!”, porque parece o meu nome com o do Di junto, mas é o conceito! Então foi uma epifania que a gente teve e falou “mano, isso é muito foda porque fica parecendo que é o meu nome e do Di, mas ao mesmo tempo tá super linkado com o conceito”, e a gente achou meio que genial e falou “vamos incorporar”. Aí “Di, vamos trocar os nossos nomes nas redes?”, “vamo”, então ele também super comprou a ideia, achou foda, e foi por isso que a gente trocou pra linkar o lançamento o meu nome com o do Di, e pra reforçar esse conceito que é muito forte na música e na vida.

Não, eu achei muito massa, até porque na real, o seu nome Day acho que é a mesma pronúncia de “do it yourself” a abreviação né, o DIY. E eu queria te perguntar o que você acha que tem de mais de “do it yourself” na sua personalidade, em você?
Cara, você me pegou com essa, mas eu acho que eu vendo muito o meu peixe, eu tenho uma visão muito clara das coisas, e essa visão que eu comecei a limitar por um tempo por achar que era demais, que eu tava sendo louca. Pô, a ideia desse clipe inteiro que eu tive já teria passado pela minha cabeça antes e eu não teria bancado, mas agora acho que eu incorporei esse bagulho e eu tenho bancado as minhas ideias, as mais doidas. Eu tenho deixado de lado a ansiedade, por exemplo, “ai, eu quero bowl piscina”, “amiga, não tamo achando”; passou um mês e eu falei “não tá achando é o caramba, nós vamos achar essa porra desse bowl”. Então eu sinto que a coisa mais “do it yourself” pra mim agora nesse momento tem sido eu bancar as minhas ideias e falar “eu consigo fazer as minhas ideias porque elas vieram da minha cabeça, só eu as vi, então eu vou conseguir vender elas e passar essa visão pras pessoas”, porque pra mim é uma coisa muito difícil sair do campo das ideias. No meu mapa astral é uma coisa que tá lá, o fogo é o elemento menos ativo do meu mapa, então pra mim é muito difícil esse esforço, eu fico muito aqui “cara, se eu fizesse isso, se eu fizesse aquilo ia ser muito foda” e aí eu comecei a perceber que as ideias que eu dava pros outros, a galera ia lá e executava, e dava certo. Aí eu ficava “pô, as minhas ideias não dão certo pra mim”, e eu vi que tava faltando um pouquinho de “do it yourself” porque eu vou lá, dou a ideia pros outros, a pessoa pega a ideia e faz, e eu tô aqui só achando legal na minha cabeça o quanto seria legal. Aí eu falei “mano, se eu não sair, se eu não tentar mandar uma mensagem pra alguém”, agora eu sinto de fato que eu incorporei o “do it yourself” que eu tinha perdido antes. Porque eu tinha antes quando eu tinha o celular, a voz e o violão, e eu ia lá, usava e conquistei uma legião de fãs que tão comigo até hoje. E aí eu me perdi nisso, mas agora eu sinto que eu voltei a ter um pouco disso e criar esse fogo na base dos dois pauzinhos, mas eu voltei.

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Eu tenho saído do campo das ideias e eu acho que isso tem sido a coisa mais “do it yourself” pra mim. E definitivamente as minhas músicas também, que eu gosto de fazer, mas eu acho que é num sentido muito mais genérico de tomar o controle da minha vida, acho que isso tem sido uma viradinha de chave que deu, e acho que esse lançamento contribuiu muito pra isso também, pra eu me ver no controle da situação. Eu tô me sentindo finalmente no controle da minha vida em quase todos os aspectos, porque não é tudo que depende de mim também.

E você sente que isso veio especificamente com “Muito Além”, ou já começou com “Bem Vindo Ao Clube”?
Eu comecei a querer entender isso em “Bem Vindo Ao Clube”, mas foi muita terapia também. Agora tem um pouco mais de um ano que eu tô fazendo, e isso de fato mudou muito a minha vida e a minha perspectiva em relação a tudo. Mas o lançamento de “Muito Além” reforçou muito isso porque eu me vi agindo em cima das minhas ideias, então isso me empoderou muito. Eu falei “eu quero que seja isso”, “ah, mas não tem como, não tem dinheiro”, e eu falei “o que dá pra fazer sem dinheiro nessa ideia? Vamos ligar pra Fulano de tal e pedir isso, vamos fazer Ciclano de tal e dar um jeito, vamos pegar um lugar que a gente conhece e a gente ainda ajuda a cena”. Então é isso, esse lançamento me deixou e me permitiu ver que eu estou no controle da minha carreira; é a minha carreira, é o meu sonho, é a minha visão. Não é o cara lá que tá sentado lá na presidência que vai olhar e falar, tipo não, é o meu sonho, olha o tanto de artista que o cara tem, eu só tenho eu! Então eu comecei a olhar e reparar que, na real mesmo, eu só tenho eu. Quem quiser estar comigo, que esteja, quem não quiser também, eu vou dar um jeito; e também entender que quando não tiver como, não vai ter como, mas eu vou muito além, eu vou até o fim. E isso era uma coisa que o Lulu (Santos) falava muito pra mim, ele falava que eu tinha a determinação de um trem, e eu não via, mas hoje eu vejo e esse lançamento me permitiu ver que cara, realmente, eu tô disposta a ir muito longe.

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Inclusive outro dia eu fui no metrô e divulguei minha música no boca a boca, postei o vídeo e uma menina comentou “nossa, ela tinha tanto potencial, olha que fim de carreira, tá tendo que divulgar a música no metrô”. Aí eu falei caralho, pra você ver a percepção das pessoas sobre as coisas. Eu tô divulgando o meu trabalho, eu estou dando a cara, eu poderia deixar “ou gravadora, coloca o dinheiro aí e foda-se”, mas eu falei “não é o suficiente, essas pessoas precisam ver a minha cara”. Então as pessoas acham meio ridículo você dar a cara no metrô e falar “ou, escuta a minha música”. Eu tinha medo do ridículo, de ser ridicularizada, mas eu vi que eu tenho que estar muito longe porque esse é o meu sonho, é o meu bagulho. Claro que sem romantizar o burnout, isso nunca, mas cara, você dar a cara pra fazer o seu bagulho acho que é uma coisa inspiradora, mas é muito louco ver a percepção que as pessoas têm de tipo, por eu já ter o contrato com a gravadora, a galera acha que já tem que ter aquele glamour todo, mas não é, não é esse glamour todo. Então se eu precisar não estar tendo o investimento que eu acho que eu mereço, eu vou sair na rua e falar no boca a boca, porque eu preciso ser ouvida. Então se eu quero ser ouvida, eu vou fazer o possível pra isso. Então eu tô meio que nessa brisa, de que se eu precisar ir pra rua fazer no boca a boca, eu vou fazer, colar sticker na rua, eu vou colar, e é isso. A minha equipe falou “caralho, a gente tá meio em choque de ver o quão longe você tá disposta a ir”, e eu falei “mano, é eu e eu, se vocês quiserem vir comigo, vamo, mas se não for também, pode deixar que eu vou sozinha”. Eu tô nesse mood (risos).

Totalmente “do it yourself”, “do it yourself” na veia!
(Risos) Eu tô incorporando esse negócio!

Não, eu boto muita fé. E falando de percepção do público, eu queria chegar na parte do clipe que foi gravada na Milo, que é um rolê característico assim, underground aqui de São Paulo, bem conhecido, e teve a apresentação surpresa que você mesma mencionou. Como é que foi a percepção do público que não sabia da apresentação?
Cara, então, eu pensei assim, a gente ia fazer uma festa e era sei lá, um dia aleatório, acho que era uma terça-feira, então a gente disse “a gente precisa botar gente nessa festa”, só que eu não queria divulgar porque senão vão pessoas que já me conhecem. E eu queria muito que fossem as pessoas que colam na Milo mesmo, porque essa galera vai pirar, e por exemplo, o Di vai estar lá, e eu sei que a galera lá pira no Di. Eu ia surtar se eu estivesse num rolê de boa e meus ídolos aparecessem, tipo, a Hayley Williams tá lá gravando um clipe de resenha. Nossa eu ia passar mal! E eu falei cara, eu quero proporcionar isso pra essas pessoas, porque a galera vai ver o Di lá e vai ser muito surreal, pra mim será surreal estar com ele lá. Então a gente queria muito imprimir essa coisa do “vai ter que ser real”, então por isso que a gente não podia avisar pras pessoas “dia tal a Day vai gravar lá”, não, a galera tem que colar achando que vai pra uma festa comum e fé. E foi isso que aconteceu, algumas pessoas até sabiam, mas aí começou a colar gente pra caralho, e a galera ficava tipo “mano, tô chocada” e depois o feedback foi muito bom, a galera ficou tipo “cara, melhor rolê” a gente queria colocar justamente o que era me provocado quando eu era adolescente; quando eu via os clipes das bandas e artistas que eu gostava, eu falava “nossa, eu queria muito estar nesse rolê, parece um rolê muito daora”.

Aí eu olho pro meu lifestyle, olho pros rolês que eu dou e penso “esses rolês são muito daora, mano, eu quero fazer a galera querer estar comigo, querer estar com a gente, porque a gente é muito daora” (risos). Então eu queria dar um jeito de mostrar isso, e o Di pirou também, teve uma hora que a gente entrou na galera e o DJ colocou “Razões e Emoções”, imagina pra essa galera, aí nós lá, eu, o Di e a galera cantando “Razões e Emoções”. E pra essa galera foi um dia que ficou pra história, tipo “mano, um dia que eu fui na Milo despretensiosamente, e vi a Day e o Di gravarem um clipe, e isso tá registrado pra sempre lá”. Então acho que essa sensação de pertencimento pra uma galera que sente que não pertence a porra de lugar nenhum, isso era meio que o norte do bagulho, e acho que a gente conseguiu meio que trazer essa noção. Acho que esse clipe dá muita vontade de “pô, quero me ver!” (risos), e era isso que a gente queria passar. E nesse dia a gente riu muito, a gente tava se divertindo muito, tipo “ou mano, vamos pichar aqui essa parede?”, “fé em Deus que nós não vamos ser presos”, e a gente de fato filmando e registrando a gente se divertindo na rua perambulando por São Paulo, foi muito, muito divertido.

Eu imagino, deve ter sido incrível! Eu queria ter estado nesse rolê aí (risos).
Foi massa, viu, foi massa demais (risos).

E você comentou, acho que até se você tivesse avisado não teria sido tão orgânico nesse sentido porque iria muita gente que já tá no seu nicho, né?
Exato, exato. Eu poderia ter feito tipo “ah, vou fazer aqui uma festa de ação de marketing”, mas eu falei “não mano, eu quero primeiro atacar o offline, e fazer a ação de marketing ao contrário, de dentro pra fora”, porque eu quero fazer pro offline, pessoas reais, CPF mesmo, impactar essas pessoas porque elas vão falar pra outras pessoas, que vão falar pra outras pessoas, e que vão falar pra outras pessoas, daí eu vou mostrar só no outro dia o que aconteceu no online. Aí as pessoas vão olhar e falar assim “eu tenho que prestar mais atenção, porque não colei no rolê, perdi o bagulho daora, tenho que prestar atenção no que ela tá fazendo”. Então eu toquei a música pela primeira vez na Milo quase um mês antes de lançar, cantei pela primeira vez na Halloween pra três mil pessoas, então as pessoas da vida real, do offline, tiveram a experiência com a música primeiro que todo mundo do online, e eu achei que isso foi o grande diferencial desse lançamento. E é isso, muito foda. Tô feliz que deu tudo certo e que as coisas tão imprimindo do jeito que eu queria que imprimisse, sabe.

Um adendo só que eu queria fazer é que eu achei o seu look dessa parte da noite muito Avril Lavigne, e eu pessoalmente amei muito.
Sim! Eu também achei (risos).

Não, foi muito! Muito “Complicated”, meio “My Happy Ending”…
É meio “Don’t Tell Me” também, né? Aquela calça de “Don’t Tell Me”, acho que foi isso que eu olhei e falei “mano, a calça de “Don’t Tell Me”, da Avril Lavigne”, porque tem mais baixo, tem aqueles bagulhinhos ali, e é isso, eu queria muito ser isso quando eu era criança, eu queria ser justamente essa mina do clipe em “Muito Além”. A Day criança olha e fala “é justamente isso que eu queria ser”, então isso é muito legal.

Eu também, eu até hoje queria ser a Avril Lavigne (risos). Mas o clipe tem esses dois cenários, né, a parte da noite, a parte da piscina, do bowl, e tudo isso (do bowl mais especificamente, eu acho) tem o gancho com o clipe de “7 Vidas”, também todo esse conceito que o bowl é a desconstrução da ilha e tudo mais. Como que veio a ideia de trazer esse gancho em relação a “7 Vidas”?
Então, eu não costumo dar muito ponto sem nó. Eu até te falei no começo que eu escrevi várias músicas fazendo analogias parecidas ou criando um universo parecido. Então em “7 Vidas” eu me coloquei como o mar, e quando eu falo que eu morri no mar, significa morrer em mim mesma, é ter que me conhecer, conhecer meus podres, meus tesouros, não tem o que fazer. E a capa de “Muito Além” é uma pessoa morta no mar, que já faz automaticamente o link com a música “7 Vidas”; poderia ser a capa de “7 Vidas” se eu quisesse. Só que a diferença de “7 Vidas” pra “Muito Além”, é que em “7 Vidas”, quando eu morro no mar, tem uma sereia que me salva, e linkando o conceito do “do it yourself” em “Muito Além”, quem me salva sou eu mesma. Então é meio que o mesmo conceito, a mesma história e tal, e não vai parar por aí, eu ainda lanço mais uma música e eu sinto que essas músicas que eu tenho lançado são pra introduzir uma coisa muito maior que vai rolar mais pra frente. Mas mesmo que não faça parte, por exemplo, “Muito Além” e “7 Vidas” não fazem parte de um mesmo projeto de álbum, de EP, são só singles soltos, mas que por fazer parte eu não consegui não contar uma historinha, eu faço dessa forma pra tudo fazer muito sentido, eu até postei um vídeo no meu Instagram pra explicar e linkar melhor esses conceitos, que é um vídeo emocionante. E foi isso que rolou.

E eu achei muito simbólico que em “7 Vidas” tem a sereia que te salva, e em “Muito Além” você tá ali no bowl, que representa o mar, você tá até com a boia, a roupa, e eu achei muito simbólico que no final do clipe você mesma que enche o bowl ali com a água e meio que se joga ali junto com o Di e a boia salva-vidas. Isso seria o simbolismo de você enfrentando mais ou menos o medo, talvez do mar que você tinha em “7 Vidas”?
Exato, e é um medo de mim mesma. O fato de eu estar enchendo mostra que eu estou me fazendo, eu estou me criando a cada dia que passa, eu que tô provocando essa situação, eu que me joguei e eu que me salvei também (risos). Então é meio que isso, eu acho isso muito, muito simbólico, eu gosto muito dessa parte do clipe, era desde sempre, desde muito tempo que eu falei “a capa do bagulho vai ser a mão se afogando na piscina”, porque ao invés de ser o mar, vai ser uma piscina, porque vai ser mais ridículo ainda. Porque a brisa é tipo, a pessoa sente demais, então ela faz tempestade num copo d’água, se afogando numa piscina rasa. Então às vezes também é uma questão muito de perspectiva, eu sou muito exagerada e vejo as coisas por uma lupa.

Eu queria muito fazer essa releitura de não fazer tão literal igual foi em “7 Vidas”, em que de fato tinha um mar e de fato tinha um farol com tudo isso, eu falei “não, vamos trazer pra realidade”, e na minha realidade o que significa de fato eu ter que me salvar, eu ter que fazer o meu corre por mim, porque senão mano, se eu for esperar sereia, o que for, eu vou morrer aqui, vou ficar aqui (risos). Então foi meio que isso, o ato de encher era muito também porque dogtown, a galera esvaziava as piscinas e andava de skate, só que eu quis fazer o inverso: me encher de mim e tal, e depois mergulhar em mim, morrer em mim e me salvar de mim. E tanto que nessa hora no clipe foi muito simbólico pra mim, muito mesmo, meu coraçãozinho ficou apertado tipo “nossa, parece que eu vou pular de um precipício, tô com medo”, e aí o Di falou até no vídeo “não, fica calma, tá tudo bem, é só uma piscina”. Então eu realmente levo muito a sério esses significados que eu mesma crio pras coisas, e acho que essa parte foi muito legal do clipe pra mim, que eu falei “tem que ser assim, tem que vir uma imagem de drone”, justamente como eu tinha falado que tinha que ser. Então foi muito massa ver o resultado, e isso na minha cabeça agora tá todo mundo vendo o que eu vi, e espero que entendendo também a mensagem que eu quis passar. Mas é isso, tô muito orgulhosa desse clipe.

Ah, eu achei muito incrível e todo esse simbolismo de você se salvar de você mesma, de enfrentar o medo ali e cair na água e tudo mais, poderia ser uma forma de simbolizar você entrando numa nova era?
Definitivamente, poderia simbolizar porque eu sinto que eu tenho me aventurado cada vez mais nesse mar de intensidade que eu sou. Então tem muita coisa aqui dentro, acho que todo mundo pode identificar desde os maiores tesouros, tem naufrágio, tem coisas lindas, é misterioso, é escuro, lá no fundo é escuro, faz frio, e eu sinto que eu faço muito esse movimento de ir muito fundo, e quando eu sinto que eu tô me afogando, morrendo sem ar, eu saio desesperada correndo lá pra superfície de novo e falo “ah, respirei”, e depois eu volto de novo. Então eu fico fazendo essa viagem e isso vai ficar cada vez mais claro nas minhas músicas, o quanto eu tenho aprofundado na minha própria linguagem, no jeito que eu falo, nas coisas que eu vejo. Então eu não tenho me limitado muito pra nada além de mim, eu sou o meu limite e eu que escolho qual vai ser; às vezes eu ultrapasso e falo “opa, não devia ter ultrapassado isso, mas agora eu sei” (risos) e aí a gente vai que vai depois. Então acho que pode-se dizer que é uma nova era, como eu falei essas músicas “7 Vidas”, “Muito Além” e “Castelo de Areia”, que também vai sair e eu já cantei na Emo Revival com o Bullet Bane, são músicas que fazem parte desse mesmo universo que eu tenho criado onde eu falo que eu sou o mar.

Então todos os elementos que eu vou trazendo pras músicas traz meio que esse universo e faz as pessoas visualizarem cenas, que nem sem “Muito Além”, “perdidos na ilha sem nada além / de oceano envolta / navios à deriva”, então tem esse contexto; “7 Vidas” “calibrei minha bússola / tentei algum atalho e morri no mar”, sabe, eu tenho trazido essa atmosfera. Então “Castelo de Areia”, se o mar leva não se refaz, eu tenho tentado fazer tudo ficar muito juntinho ao mesmo tempo que não faça parte de um EP, é a mesma artista, eu tô contando a minha história, o meu processo de evolução. Isso e a minha arte é a mesma coisa pra mim, e as pessoas acabam que podem acompanhar esse meu processo. E é isso, então cara, eu fico empolgada, eu gosto de falar sobre essas coisas, sobre o que eu vejo.

E “Castelo de Areia” vai sair esse ano ainda?
Fé que sim, a gente já cantou de surpresa “Castelo de Areia” na Emo Revival e foi muito incrível a recepção da galera. É a minha música preferida minha, então eu tô muito ansiosa pra lançar, muito mesmo. Mas aí é papo pra outra vez, aí a gente se fala de novo!

Então a gente já tem um compromisso marcado, hein! (risos).
Pronto, temos! (risos).

E Day, a última pergunta (eu juro, eu não quero atrapalhar o seu dia), já que a gente já falou sobre novidades, que era a minha última pergunta, o que que a gente podia esperar de novidades suas até o final do ano e você meio que já respondeu (mas se quiser acrescentar alguma coisa também, estamos entre amigas (risos)), eu ia comentar sobre a colaboração que você fez com a Clarissa no álbum dela, que é “não me encosta, mas fica por perto”. Como é que aconteceu isso? Como é que foi gravar com ela?
Cara então, eu mandei mensagem pra Clarissa há uma cota atrás e falei “vamos fazer uma música juntas”, e ela falou “então, eu fiz uma já pensando em você”, aí eu “caralho (risos), manda aí!”, dai ela mandou e não deu tempo nem de eu escrever um verso, eu falei “não, vou brisar no segundo verso”, daí ela “ah, eu acabei escrevendo”, então fé. Aí eu chamei ela pra vir na minha casa, ela veio e a gente gravou uma guia bosta assim, e ficou quase um ano essa música de molho. E eu falava “miga, vai lançar quando?”, aí eu também fiz bastante parceria esse ano, eu foquei muito esse ano nas parcerias, em fazer música com muita gente, e ela lançou no disco e eu fiquei super feliz que tá fazendo parte desse processo tão especial, fico feliz de ser a única parceria do disco. Então eu me permiti muito entrar mesmo no mundo dela, cantei a letra dela e o arranjo ali bem Clarissa e tal, então foi uma coisa que eu me permiti estar junto, e acho que tem tudo a ver. Eu gosto muito dela, a Clarissa tá no meu coração demais da conta, maravilhosa, amo muito!

Eu gosto muito dela também, e lançou no mesmo dia de “Muito Além”!
Sim, sim, é muito doido quando as coisas acontecem, especialmente no final do ano, e tem muito disso, e a gente nunca sabe muito o que fazer e fica “ah, o que que eu faço?” (risos). Mas tô muito feliz que essa música tá no mundo e que a galera tá curtindo, eu tô vendo a compartilhando e gostando muito.

Eu gostei bastante, foi uma das que eu mais gostei do álbum dela, que eu curto muito o som dela e eu achei que tem muito dela, mas tem muito de você também na música.
Tem, tem, coloquei o meu gravezinho ali na vozinha, dando aquele toque (risos).

Bom, Day, essa era a nossa conversa, eu amei muito falar com você, e ficou aquela pergunta ali do que mais a gente pode esperar de você até o final desse ano, se você quiser acrescentar alguma coisa (risos)…
Cara é, então, eu já tenho pensado muito, eu tô muito focada em terminar o que eu tenho que entregar esse ano, que eu já sei que vai acontecer, tá tudo aí. “Castelo de Areia” sai esse ano, mas também já tenho esquematizado o planejamento do ano que vem que eu quero fazer. Eu não vou falar muito porque eu falo demais, então a minha vontade é já soltar tudo e pá! Mas eu tenho já conceito muito formado, já escrito, já pensado o conceito artístico de tudo que eu vou fazer ano que vem. Tem nome pros projetos, então eu tô querendo entregar o que tem esse ano pra já começar a parte executiva do que já tá traçado. Então eu tô muito ansiosa pra isso. O que as pessoas vão poder esperar é cada vez mais elas poderem mergulhar junto comigo nesse mar e me conhecer cada vez mais. E é isso (risos).

Muito obrigada pela nossa conversa, Day, fiquei muito feliz de falar com você! Eu acompanho seu trabalho, curto muito, tô ansiosa pro que vem por aí!
É nois, Natália! Foda demais, muito obrigada!

E a gente compartilha juntas o amor pela Avril. eu tenho até acho que dá pra ver ali a foto dela no meu mural.
Tem ali ó! Você foi no show?

Eu fui no Rock in Rio! Eu queria muito ter ido aqui em São Paulo mas eu não consegui comprar o ingresso, eu quis me matar depois que eu soube que você que abriu ainda!
É, eu consegui porque eu que abri, graças a Deus! (risos)

Foi horrível pra comprar, mas o do Rock in Rio eu consegui garantir, eu vi ela ali, chorei o show inteiro, morri, nasci de novo…
Eu vi do Rock in Rio, mano, da House Mix, foi daora,

Ai foi tudo, eu amo muito ela, eu sou muito muito fã. E eu fico feliz que você também é muito muito fã que eu fico tipo, a gente tá nesse rolê juntas (risos).
Sim, é a família, pô!

Sim, Little Black Stars unidas! (risos)
É isso!

Day, muito obrigada pela conversa, adorei falar com você! Espero que a gente se fale futuramente. Bom dia de trabalho pra você, e desculpa se eu te atrasei!
Vamos falar sim, com certeza. E não, miga, tá tudo certo! Eu vou lá que a publi é foda né, é por isso.

Magina, eu super entendo, mas eu amei falar com você! Beijos!
Tá bom, brigada, amor, beijo!

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Natália Barão
Natália Barão
Jornalista, apaixonada por música, escorpiana, meio bossa nova e rock'n'roll com aquele je ne sais quoi